Zombie Tidal Wave

Após o sucesso da saga Sharknado, Ian Zering está de regresso para enfrentar algo diferente: uma ameaça zombie. A ação decorre em Emrys Bay, uma zona paradisíaca que se vê infestada por mortos-vivos, que aparentam estar a emergir dos destroços de um navio.

Hunter Shaw, Ray McCray e a sua afilhada Jada são atacados a bordo do seu barco. Após conseguirem libertar-se do zombie, constatam que Jada foi mordida, sendo necessário regressarem a terra e obter cuidados médicos. Esta é a premissa que suporta a propagação do vírus na ilha, com a agravante de existir um tsunami que traz hordas de zombies para terra.

Zombie Tidal Wave é o típico “filme série Z”, que é tão mau que se converte em algo bom. A narrativa e as interpretações são algo secundário, sendo relevante o ridículo das cenas de ação e os métodos utilizados para ultrapassar a crise. Nesse aspecto, este projeto é inferior a Sharknado, mas garante entretenimento para quem se identifica com este género.

Para os restantes, diria que é um filme a evitar, pelos motivos acima indicados. A personagem de Hunter Shaw não atinge o nível de Fin Shepard mas consegue ser “competente” ao longo desta aventura. À data de publicação deste artigo, não existe confirmação de uma sequela.

Mau
50%

Army of the Dead

Após o mítico Dawn of the Dead, Zack Snyder está de regresso ao universo zombie. O primeiro acto apresenta a génese da infestação, que tem o seu epicentro na cidade de Las Vegas. O Governo coloca toda a área em quarentena e face ao descontrolo da situação, opta por lançar uma ogiva nuclear táctica no prazo de 72 horas.

É nesse altura que Bly Tanaka, o dono de um dos casinos, aborda Scott Ward, um antigo mercenário, no sentido de aceitar uma missão, que implica infiltrar-se em Las Vegas e recuperar 200 milhões de dólares. O nosso herói aceita o trabalho, passando de imediato à angariação de talento para a sua equipa. As escolhas recaem em Maria Cruz, Vanderhoe, Marianne Peters, Luwdig Dieter e Mikey Guzman, que terão a função de suporte no terreno, pilotar o helicóptero e arrombar o cofre.

A narrativa, apesar de simples, tenta desenvolver as personagens, mostrando as motivações que levam Ward a aceitar uma missão que muitos considerariam suicida, como forma de redenção pelos erros do passado. A equipa original acaba por receber novos elementos, com a adição de Kate, a filha de Scott, assim como de Lily the Coyote e Burt Cummings, que terão um papel importante a cumprir no desfecho final da aventura.

Tomamos igualmente conhecimento que os zombies estão divididos em classes, cabendo aos Alfas a liderança do exército, sob a supervisão direta de Zeus, o líder supremo dos Zombies. Sem entrar em pormenores, posso adiantar que vamos ter muitas cenas de ação, alguma comédia e os inevitáveis slow motion de Snyder, acompanhados de forma deliciosa por uma banda sonora muito competente.

No que diz respeito a interpretações, nada de particularmente relevante, embora o elenco conte com nomes conhecidos, tais como Dave Bautista, Tig Notaro, Theo Rossi e Hiroyuki Sanada. A narrativa acaba por ser previsível, mas termina de forma a ser viável uma sequela.

Aliás, de acordo com o próprio Zack Snyder, estão previstas duas prequelas, que irão expandir o universo de Army Of The Dead e que irão focar-se nalgumas dos membros da equipa de Scott Ward.

Caso sejam subscritores do Netflix, fica a sugestão. Está longe de ser brilhante mas é uma experiência positiva e que, no meu caso, fica sempre associada a um género que representa um dos meus guilty pleasures.

Mediano
68%

The Dead Don’t Die

O mais recente projeto de Jim Jarmusch juntou um elenco de peso, com destaque para nomes como Steve Buscemi, Bill Murray, Adam Driver, Chloe Sevigny, Danny Glover, Tilda Swinton, Selena Gomez e Austin Butler.

O que poucos esperavam é que The Dead Don´t Die fosse um filme de zombies. A narrativa decorre na pacata cidade de Centerville e começa por mostrar-nos o quotidiano diário do Xerife Cliff Robertson (Bill Murray) e do seu adjunto (Adam Driver), com um foco por vezes excessivo na música de Sturgill Simpson.

Os dias começam a ficar mais curtos e inexplicavelmente os animais começam a desaparecer. Lentamente, vamos sendo apresentados aos diversos membros da sociedade local, com pequenos detalhes a serem disponibilizados ao espectador, para conferir continuidade e enquadramento.

O primeiro ataque (com a participação de Iggy Pop) ocorre de forma inesperada e lança a confusão nos habitantes, que começam a formular teorias acerca do sucedido. O filme tem momentos cómicos fantásticos e apresenta evidentes críticas sociais, que são visíveis no próprio comportamento dos zombies.

Tom Waits é o eremita local, que tem a seu cargo a narração de um filme que quebra em algumas ocasiões a quarta parede. Existem momentos muito positivos e os diálogos conseguem ser em certos momentos fenomenais mas no global, esperava mais em termos de narrativa e interação entre as personagens.

Por esse motivo, a minha apreciação final fica muito abaixo do esperado.

Mediano
61%