Ready Player Two

Tive finalmente oportunidade de ler a sequela de um dos meus livros preferidos e acompanhar a derradeira aventura de Wade Watts e os High Five.

Como habitualmente, vou evitar os spoilers, mas posso adiantar que a narrativa decorre nove dias após os eventos do primeiro livro. Essencialmente, Parzival descobre um segundo tesouro virtual do lendário James Halliday, dando início a mais uma demanda “sagrada”.

Nos capítulos seguintes, a narrativa avança bastante mais no tempo, por motivos que não vou partilhar neste artigo. No entanto, é relevante mencionar que a tecnologia vai avançar significativamente com o ONI (OASIS Neural Interface), que permite imersão total, com a utilização do tacto, olfacto, paladar e toque.

Preparem-se para uma visão diferente dos nossos heróis, em que somos apresentados aos seus receios, projectos secretos e decisões que irão afectar o rumo da Humanidade. O segundo tesouro de Halliday converte-se numa obsessão de Wade e irá levá-lo por um caminho que, ironicamente, o forçará a sacrifícios que colocam em causa as suas convicções morais.

A segunda metade do livro foca-se na demanda pelos Seven Shards, que são essencialmente sete artefactos que permitem criar uma arma para derrotar o vilão desta aventura. Temos as habituais referências à cultura pop dos anos 80 e 90, com especial incidência para os filmes de John Hughes, o universo de Tolkien e o mítico Prince.

Ready Player Two é claramente inferior ao primeiro livro, como seria expectável, mas não deixa de ser uma boa leitura. Apesar de existir um desfecho, Ernest Cline deixa em aberto uma possível trilogia, que acompanharia os eventos que resultam desta aventura.

Caso pretendam iniciar um debate sobre este tópico, fica o convite para utilizarem a caixa de comentários abaixo.

“Two-Face was right. You either die a hero, or you live long enough to see yourself become the villain.”

Lisbon Film Orchestra 2026

Diria que este concerto se tem convertido numa espécie de tradição, para celebrar a entrada do novo ano. Este foi o terceiro ano em que a LFO levou para a MEO Arena o seu espectáculo musical, que combina orquestra, coro e dança com algumas das bandas sonoras mais icónicas de sempre.

Este ano fomos presenteados com os inevitáveis medleys de Star Wars, Back to The Future e James Bond, mas foram as novas adições, tais como Merry Christmas, Mr. Lawrence, Bohemian Rhapsody, Moulin Rouge e versão portuguesa de Moana 2 e o Príncipe do Egipto que fizeram as maravilhas de muitos dos presentes.

É de saudar o esforço realizado para abranger os diversos público alvo, que foi notório na inclusão do tema do filme KPop Demon Hunters, que tanto sucesso tem alcançado com os jovens. O espectáculo teve sensivelmente duas e quinze minutos de duração, com um intervalo. O final ficou reservado para uma sessão de karaoke ao som de Bohemian Rhapsody, que foi francamente divertido.

A LFO tem vários espectáculos planeados e espero que, em 2027, possa estar novamente presente para assistir a este verdadeiro choque musical de gerações.

Até lá… muito obrigado, Maestro Nuno de Sá!

Os Filmes de 2026

A tradição é muito importante para mim e tornou-se emblemático partilhar aqueles que, para mim, serão os maiores destaques no que diz respeito a cinema.

2026 arranca com 28 Years Later: The Bone Temple, que foi filmado imediatamente a seguir aos eventos de 28 Years Later. Será o quarto filme da saga e conta com um elenco onde se destaca Ralph Fiennes, Jack O’Connell, Alfie Williams, Erin Kellyman e Chi Lewis-Parry.

Em fevereiro, teremos Good Luck, Have Fun, Don’t Die, que conjuga a temática de uma IA rebelde e um homem que viaja no tempo para a impedir. Sam Rockwell, Michael Peña e Haley Liu Richardson são alguns dos nomes que compõem o elenco. Para fechar o mês, temos Scream 7, que me conseguiu surpreender pela positiva com as duas últimas entradas. Estou moderadamente optimista para aquele que poderá ser o encerrar desta franquia.

Março traz-nos a adaptação da obra literária de Andy Weir, que nos coloca a bordo da Hail Mary, uma nave enviada para encontrar uma solução para evitar uma nova Era Glaciar no Planeta Terra. O elenco tem em Ryan Gosling e Sandra Hüller as principais fundações para um projecto que tem todo o potencial para se converter numa referência do género.

Em abril destaco o regresso da animação da Nintendo, com The Super Mario Galaxy Movie, que será certamente inspirado no jogo que foi lançado para a Wii, em 2007. Chris Pratt, Jack Black, Keegan-Michael Key, Charlie Day e Anya Taylor-Joy estão de regresso, para uma aventura que introduz Bowser Jr e Rosalina. O mês fecha com a estreia de The Mandalorian and Grogu, que deverá finalizar o arco narrativo associado a Din Djarin. A adição de Sigourney Weaver, no papel da Coronel Ward deixa-me modernamente entusiasmado.

Vamos saltar maio e focar-nos em junho, mais especificamente em Super Girl, que encaro com muito cepticismo. Vou dar mais uma oportunidade à visão de James Gunn, que ainda não me convenceu. O meu entusiasmo fica reservado para Disclosure Day, o novo projeto de Spielberg, que tem um elenco verdadeiramente épico, em que destaco Emily Blunt, Colin Firth, Josh O’Connor, Henry Lloyd-Hughes, Colman Domingo e Wyatt Russell. Para fechar este mês, temos a estreia de Toy Story 5, que, à semelhança de Super Girl, encaro com cepticismo extremo.

Em julho, temos o primeiro grande blockbuster, com a estreia de Spider-Man: Brand New Day, que marca o regresso de Tom Holland à MCU. Pouco se sabe acerca da narrativa, embora esteja confirmada a participação de The Punisher, Hulk e Scorpion, o que me deixa francamente curioso. Ainda em julho, temos o regresso de Christopher Nolan, que nos traz a adaptação cinematográfica da obra intemporal de Homero. Tenho expectativas elevadíssimas para este projecto, que conta com Matt Damon, Tom Holland, Anne Hathaway, Robert Pattinson, Zendaya, Charlize Theron, Lupita Nyong’o e Jon Bernthal.

Segue-se um hiato de três meses, mas regressamos em novembro com The Hunger Games: Sunrise on the Reaping, que vai narrar a participação de Haymitch Abernathy, 24 anos antes dos eventos do primeiro filme. O elenco deixa-me curioso, dado que tem excelentes actores, dos quais destaco Joseph Zada, Jesse Plemons, Ralph Fiennes, Kieran Culkin, Elle Fanning,  Maya Hawke e Glenn Close.

O ano de 2026 fecha com dois blockbusters de peso. Estou obviamente a referir-me a Dune 3 e Avengers: Doomsday. A space opera de Frank Hebert foi espectacularmente adaptada por Denis Villeneuve, convertendo-se numa das minhas franquias de eleição, ao lado de Star Wars (trilogia original) e Senhor dos Anéis. No que diz respeito à MCU, existem sinais positivos com Thunderbolts, Fantastic Four e Deadpool & Wolverine, mas vai ser necessário algo ao nível de Endgame para revitalizar este universo.

Para concluir, falta eleger os meus dark horses para este ano. Essencialmente, são projectos em que tenho esperança, embora exista sempre uma elevada probabilidade de ficarem muito aquém. Começo por mais um reboot de Resident Evil, que vai introduzir personagens distintas do jogo. O ponto mais interessante é a escolha de Zach Cregge como realizador, o que antevê uma visão mais dark e assustadora.

The Death of Robin Hood é outro projecto a manter debaixo de olho. Michael Sarnoski realiza este filme que introduz Hugh Jackman no papel de um herói de idade avançada e com lesões graves, que se vê confrontado com o peso da sua fama.

Por último, quero destacar Hokum, que tem em Adam Scott o nome mais sonante do elenco. A narrativa leva-os para a Irlanda e aborda eventos sobrenaturais, que podem estar relacionados com fantasmas, bruxas ou outros elementos do folclore local.

Como habitualmente, convido-vos a partilhar a vossa opinião e os filmes que mais vos entusiasmam para este ano que ainda agora começou.