Jurassic World: Dominion

A terceira e derradeira aventura deste reboot retoma os eventos de Fallen Kingdom, apresentando um novo mundo, em que os dinossauros reintegram o  ecossistema do planeta Terra. A sua fuga da proteção natural da Ilha Nublar cria cenários perigosos e imprevistos, alterando de forma radical a cadeia alimentar do planeta.

A introdução de predadores outrora extintos vai aumentar a caça furtiva e criar um atrativo mercado negro, o que leva a que Owen Grady e Claire Dearborn utilizem abordagens distintas para proteger os dinossauros. Paralelamente, Maisie Lockwood continua a ser procurada pela Biosyn, o que cria a necessidade de viver isoladamente, apenas com a companhia de Owen e Claire.

Numa da suas idas à cidade, acaba por ser reconhecida, o que cria a premissa que alimenta a narrativa de Dominion. Maisie é raptada, em conjunto com Beta, a cria de Blue, sendo levada para as instalações da Biosyn, dando início a uma missão de resgate.

Este filme está repleto de fan service e, pela primeira vez desde 1993, temos o regresso da Dra Ellie Satller, Ian Malcolm e Alan Grant. A sua introdução está igualmente ligada à Biosyn, que aparenta estar a alterar geneticamente o ADN de gafanhotos, numa tentativa de controlar a cadeia alimentar dos EUA.

Vou evitar os spoilers, como é apanágio, mas preparem-se para cenas de perseguição épicas, que culminam com desastres aéreos e o inevitável confronto com um trio letal de dinossauros (Giganotosaurus, Dreadnoughtus e Quetzalcoatlus).

Conforme mencionei, a narrativa é bastante simples e apesar do elenco de luxo, composto por Chris Pratt, Bryce Dallas Howard, Laura Dern, Jeff Goldblum, Sam Neill, DeWanda Wise, Mamoudou Athie, BD Wong e Omar Sy, este é claramente o filme mais fraco da trilogia. Realço no entanto o arco de redenção de algumas das personagens mais icónicas da franquia,  o que revela o incrível fan service deste projeto.

No global, esta trilogia foi bem conseguida e revitalizou o “Universo Jurássico”, embora o meu filme preferido continue a ser o incrível Jurassic Park, de 1993.

Mediano
67%

The Harder They Fall

O primeiro acto introduz a origem de Nat Love, que aos onze anos de idade é testemunha do assassinato dos seus pais, ás mãos de Rufus Buck. Após este evento marcante, Nat jura vingança, convertendo-se num fora da lei, que apenas rouba bandos de ladrões.

A narrativa avança vinte anos, apresentando a equipa de Nat, mais especificamente Bill Picket e Jim Beckwourth, que roubam 25.000 dólares ao Crimson Hood, que tem ligações ao bando de Buck. Assistimos igualmente ao resgate de Rufus, que vai ser transferido para a Prisão de Yuma. O método utilizado para essa operação é invulgar, apresentando os pontos fortes da sua equipa, liderada por Trudy Smith e Cherokee Bill, lançando igualmente a premissa para os eventos do segundo acto.

Este filme retira inspiração clara do estilo de Quentin Tarantino, com ênfase na música utilizada e no diálogo, que serve de suporte para o desenvolvimento das personagens e da história. Cada um dos bandos tem o seu antagonista, culminando numa batalha épica no derradeiro acto, em que vão ser reveladas ligações improváveis entre alguns elementos.

O elenco (de luxo) é composto por Jonathan Majors, Idris Elba, Zazie Beetz, Regina King, Delroy Lindo e Deon Cole, garantindo 139 minutos de diversão. Sou um adepto de western e esta abordagem moderna é agradável, embora não chegue ao nível de Hateful Eight, por exemplo.

Como sabem, não partilho spoilers mas existem alguns elementos da narrativa que são previsíveis, mas que são minimizados pelas cenas de ação e a tensão existente nos embates que ocorrem entre os elementos de ambos os bandos.

No entanto, se procuram um western e são fãs do género, The Harder They Fall é sem dúvida uma excelente escolha.

Mediano
70%