Book of Boba Fett

A expansão do universo Star Wars prossegue a ritmo acelerado. No final da segunda temporada de The Mandalorian, Boba Fett assassina Bib Fortuna, convertendo-se no Daimyo de Mos Espa.

Ao longo de sete episódios, vamos conhecer em pormenor as facções do crime que controlam o planeta. Paralelamente, tomamos conhecimento do passado de Boba, mais especificamente o tempo que passou com os Tusken. A fanbase de Star Wars é extremamente volátil, o que resultou em opiniões muito polarizadas. Na minha opinião, existem obviamente prós e contras mas diria que a segunda metade da série tem claramente os melhores episódios, após a introdução de várias personagens que já conhecemos de Mandalorian.

No que diz respeito a novas personagens, gostei sobretudo de Garsa Fwip, a proprietária da cantina Sanctuary, que nos traz de volta a Max Rebo Band, um clássico do episódio IV. O Twi´lek Majordomo é outra personagem incrível, que tem algumas das cenas mais cómicas desta temporada. Por último, tenho de mencionar Krrsantan, um Wookie que foi contratado pelo irmãos Hutt para assassinar Boba Fett e que acaba por ter um papel bem distinto.

A ação está muito bem conseguida, embora o ritmo dos primeiros episódios seja substancialmente mais baixo, precisamente para desenvolver a narrativa. Apreciei imenso a parte dedicada aos Tusken, em que somos introduzidos à cultura e ideais, que vão moldar e justificar as atitudes de Boba Fett ao longo da série.

A adição do Sindicato Pyke é fundamental para dar início a um conflito que vai requerer o apoio de Mando, Grogu, Cobb Vanth e dos habitantes de Freedom, criando três episódios finais absolutamente memoráveis. Vou evitar os spoilers mas contem com o inesperado e com a introdução de um bounty hunter icónico de Clone Wars.

Para concluir, saliento apenas que o comportamento de Fett nesta série faz pouco sentido face ao que ocorre em The Mandalorian. Apesar do seu passado com os Tusken, gostaria de ter visto uma perspectiva mais implacável, mas a realidade é que acaba por existir alguma redenção no ultimo episódio, em que ocorrem algumas cenas memoráveis na batalha com os Pyke.

Final Space T.3

A temporada anterior não me convenceu na totalidade, mas esta saga que envolve Invictus conseguiu rejuvenescer o meu interesse nas aventuras de Gary e Quinn. A equipa está “naufragada” no Final Space, uma dimensão paralela em que os Titãs se encontram aprisionados.

Com a ajuda de Bolo, os nossos heróis alcançam o Planeta Terra, que se encontra igualmente perdido nesta dimensão. Após localizarem Kevin Van Newton, o maior génio da robótica, a equipa aposta num plano que visa a criação de uma ponte hiper-dimensional, que lhes permitirá sair desta dimensão e manter Invictus prisioneiro.

Ao bom estilo da temporada original, a narrativa está repleta de imprevistos, com o ressurgimento de vilões e o sacrifício de várias personagens, no sentido de garantir a sobrevivência da equipa. Os pontos altos são Tribore e o seu filho Quatronostro, que são absolutamente hilariantes, bem complementado pelo humor habitual de Gary, KVN e H.U.E.

Vamos ser introduzidos a segredos do passado de Avocato, que terão uma importância fundamental no desfecho desta temporada, que é simplesmente soberba. Os dois últimos episódios estão incrivelmente bem conseguidos, com um equilíbrio entre ação e desenvolvimento de personagens, que nos deixam ansiosos pela quarta temporada, que lamentavelmente não está prevista no futuro imediato.

Espero sinceramente que Olan Rogers e a sua equipa consigam os apoios necessários para concluir esta história, que tem tudo para converter-se numa referência do género. Lamentavelmente, a série foi cancelada, não existindo planos para a criação da quarta temporada, que irá concluir o arco narrativo de Gary, Quinn e Mooncake!