Jurassic World Cretaceous T.1

Baseado numa das franchises mais populares das últimas décadas, esta série de animação acompanha os eventos que decorreram antes, durante e após o filme Jurassic World. Essencialmente, vamos acompanhar um grupo de seis adolescentes, que estão de visita ao parque e que irão viver a aventura das suas vidas.

Ao longo dos primeiros episódios, vamos conhecendo as motivações de Darius, Ben, Yaz, Brooklynn, Sammy e Kenji, assim como alguns dos seus segredos. Há a preocupação de enquadrar a narrativa com os eventos do filme, conforme mencionado, sendo frequente as referências à InGen, Claire Dearing e ao Dr. Wu.

Contem igualmente com muitas cenas de ação, que envolvem o Indominus Rex, Toro e o Mosasaurus, aliado a um humor constante, que tenta quebrar alguma da tensão. Apesar da temática, Cretaceous está longe de ser uma série violenta ou sangrenta, acabando por focar muito da narrativa na relação de amizade entre seis adolescentes que pouco apresentam em comum.

A primeira temporada é composta por oito episódios e está disponível via Netflix. Vou obviamente evitar os spoilers mas existe potencial neste projeto, que tem a segunda temporada confirmada para 2021.

Se gostam do universo de Jurassic World, esta aventura pela Ilha Nublar pode ser algo que desperte o vosso interesse. Caso seja esse o caso, fica a recomendação e claro, estão convidados a partilhar a vossa opinião nos comentários.

Klaus

Jesper Johansen é um jovem mimado, proveniente de uma família abastada, que não tem qualquer interesse em cumprir com sucesso o seu treino na Academia de Carteiros. A sua vida sofre uma alteração radical quando o seu Pai exige uma mudança, sob pena de ser deserdado. O desafio é complexo e implica garantir o envio de 6000 cartas, no espaço de um ano, na remota ilha de Smeerensburg.

A tarefa aparenta ser quase impossível, sobretudo a partir do momento em que Jesper confirma a realidade da aldeia, que é habitada por dois clãs distintos, Krum e Ellingboe, que se encontram em permanente conflito há várias gerações.

Com astúcia, Jesper vai lentamente conquistar a confiança dos mais jovens, lançando o rumor que podem receber um brinquedo caso escrevam uma carta a Klaus, um madeireiro que habita uma parte remota da Ilha. A narrativa é muito focada na relação entre Jesper, Klaus e Alva, que tem uma evolução significativa e atinge o seu auge no terceiro acto. Há algum humor, sobretudo na forma como Jesper manipula os jovens e os leva a realizar boas ações, com o objetivo de serem recompensados.

Klaus é o típico filme de Natal, com uma mensagem clara e que privilegia o Bem, mas tem igualmente uma carga dramática assinalável, contando a história de origem da personagem que conhecemos como o Pai Natal.

O casting é excelente, com destaque para Jason Schwartzman, J.K.Simmons, Rashida Jones e o próprio realizador, Sergio Pablos, que dá a voz a  Olaf Krum e Pumpkin Ellingboe. Esta é uma das minhas recomendações para este Natal, sobretudo se procuram um filme que combine uma mensagem positiva com uma narrativa envolvente.

Fica no entanto o alerta para a gigantesca carga emocional no derradeiro acto, que garante a redenção da personagem principal mas que nos apresenta igualmente a realidade do que é o nosso ciclo de vida.

Termino este artigo com os votos de Festas Felizes e caso sigam este conselho, fica o desafio de partilharem o vosso feedback sobre Klaus na caixa de comentários. HoHoHo!

Bom
77%