Voltron Legendary Defender T.8

A saga Voltron chega ao fim com esta temporada, que coloca os nossos heróis numa derradeira batalha com Honerva. Com a vitória sobre os Galra, a Coligação Interplanetária começa a ganhar força, ganhando inúmeros apoios de planetas remotos.

A Atlas parte com Voltron numa missão que visa alcançar a paz, algo que será muito complexo, face ao plano maquiavélico de Honerva. Sem desvendar pormenores, posso adiantar que os Paladinos são levados ao extremo, o que vai resultar em decisões inesperadas para garantir o sucesso final.

Gosto dos episódios que englobam os Paladinos originais de Voltron e da batalha final pelo destino do Universo, que consegue aglomerar várias das personagens que fomos conhecendo ao longo das temporadas anteriores. O final acaba por ser previsível mas tem uma premissa que acompanhou a série desde o seu início, o que acaba por fazer sentido.

No global, considero que a série está bem conseguida, apesar de ter alguns episódios desnecessário e que não acrescentam valor á narrativa. Há algumas decisões que são questionáveis, sobretudo no que diz respeito à morte prematura de Zarkon, que é claramente o vilão mais imponente de Voltron.

O arco narrativo de Haggar/Honerva e Lotor ressuscitou claramente a série, embora tivesse realizado algumas alterações, sobretudo no regresso do filho de Zarkon. Mas, no global, tenho de dar uma nota positiva a este projeto, que merece o investimento de tempo.

Caso estejam interessados, podem acompanhar Voltron via Netflix.

Cowboy Bebop

Cinquenta anos após um incidente relacionado com uma ponte hiperespacial, o planeta Terra encontra-se inabitável. A raça humana optou por colonizar outros planetas do sistema solar e tem vindo a lidar com um aumento na criminalidade. Com o intuito de inverter essa tendência, o ISSP (Inter Solar System Police) legaliza os caçadores de recompensas, que passam a ser designados por Cowboys, em troca de soma monetárias.

A narrativa acompanha as aventuras da nave Bebop, cuja tripulação é composta por Spike e Jet Black, ambos com um passado obscuro, que será explorado ao longo de 26 sessões (episódios). Sem divulgar spoilers, posso adiantar que será relevante o Sindicato Red Dragon, mais especificamente o seu líder, Vicious, que tem uma ligação a Spike.

Há uma simbiose de humor e ação, que é complementado por uma fabulosa banda sonora, da autoria de Yoko Kanno. Os episódios são ricos em desenvolvimento de personagens, que vão lentamente complementando a equipa da Bebop. Faye Valentine é na minha opinião, o grande destaque, introduzindo uma componente empática, em resultado da sua amnésia.

O universo deste anime é bem explorado, com episódios que se interligam e nos fazem investir nas personagens de Spike, Jet, Faye, Ein e Edward. Cowboy Bebop é uma viagem alucinante, com fronteiras bem definidas e que tem um desfecho para cada uma dos membros da tripulação.

Caso ainda não tenham assistido a esta referência do anime, fica a minha recomendação.

Kate

Mary Elizabeth Winstead é uma assassina profissional a soldo. Na cidade de Osaka, elimina um membro de topo da Yakuza, iniciando uma série de eventos que irão sustentar a narrativa. Na sua derradeira missão, Kate é envenenada com doses letais de radiação Polônio-204, dando início a uma saga épica de destruição.

O objetivo passa a ser vingar-se de Kijima, o líder da organização criminosa, o que leva Kate a dizimar dezenas de membros, num estilo que faz lembrar filmes como John Wick ou mesmo Kill Bill. Pelo meio da ação frenética, é introduzida a personagem de Ani, a filha do membro da Yakuza que é assassinado por Kate e que irá ser relevante para o desfecho final desta aventura.

O argumento é previsível e não introduz elementos inovadores ao género, mas se procuram 106 minutos de ação, este é um filme que não devem perder. As coreografias de luta estão bem conseguidas e a presença de Woody Harrelson e Tadanobu Satō são uma mais valia para a (fraca) narrativa, que é sustentada pela evolução da cumplicidade entre Ani e Kate. Adicionalmente, considero genial a humanização da personagem com base na sua obsessão por uma bebida gaseificada, de nome Boom Boom Lemon.

Em conclusão, o projeto realizado por Cedric Nicolas-Troya tinha potencial mas falha nalguns pontos que convertem Kate numa experiência interessante, embora pouco memorável. No entanto, para uma tarde de Inverno, este pode ser aquele filme “guilty pleasure” que cumpre a sua função de entretenimento.

Mediano
67%