Voltron Legendary Defender T.8

A saga Voltron chega ao fim com esta temporada, que coloca os nossos heróis numa derradeira batalha com Honerva. Com a vitória sobre os Galra, a Coligação Interplanetária começa a ganhar força, ganhando inúmeros apoios de planetas remotos.

A Atlas parte com Voltron numa missão que visa alcançar a paz, algo que será muito complexo, face ao plano maquiavélico de Honerva. Sem desvendar pormenores, posso adiantar que os Paladinos são levados ao extremo, o que vai resultar em decisões inesperadas para garantir o sucesso final.

Gosto dos episódios que englobam os Paladinos originais de Voltron e da batalha final pelo destino do Universo, que consegue aglomerar várias das personagens que fomos conhecendo ao longo das temporadas anteriores. O final acaba por ser previsível mas tem uma premissa que acompanhou a série desde o seu início, o que acaba por fazer sentido.

No global, considero que a série está bem conseguida, apesar de ter alguns episódios desnecessário e que não acrescentam valor á narrativa. Há algumas decisões que são questionáveis, sobretudo no que diz respeito à morte prematura de Zarkon, que é claramente o vilão mais imponente de Voltron.

O arco narrativo de Haggar/Honerva e Lotor ressuscitou claramente a série, embora tivesse realizado algumas alterações, sobretudo no regresso do filho de Zarkon. Mas, no global, tenho de dar uma nota positiva a este projeto, que merece o investimento de tempo.

Caso estejam interessados, podem acompanhar Voltron via Netflix.

The Mummy

Quando a Universal anunciou a criação do Dark Universe, confesso que fiquei entusiasmado com o conceito. O primeiro reboot traz-nos The Mummy, que junta Tom Cruise e Russell Crowe, entre outros, para nos narrar a história de Ahmanet, uma princesa egípcia que é enterrada viva, após assassinar o Faraó.

A narrativa tem início em pleno conflito no Médio Oriente, onde vamos acompanhar Nick Morton e Chris Vail, dois marines que tentam resgatar tesouros perdidos para vender no mercado negro. O seu plano falha miseravelmente, mas permite-lhes encontrar um túmulo que vai mudar a vida de ambos. Nick torna-se parte integrante de uma maldição, convertendo-se no receptáculo humano para a entrada de Set no Mundo dos Vivos.

Vamos ter igualmente a presença da Dra Jenny Halsey, que demonstra um interesse peculiar em estudar o túmulo e os seus segredos. Por último, Russell Crowe interpreta a personagem do Dr. Henry Jekyll, o líder de uma organização governamental que lida com este tipo de ameaças e que tentará frustrar os planos de Ahmanet.

A grande maioria da acção decorre em Londres e no global, o filme é bastante fraco, nunca conseguindo cativar a minha atenção. Nenhuma das interpretações é particularmente envolvente, o que resulta na despreocupação absoluta em relação ao destino das personagens principais. A narrativa é francamente previsível e o casting de Cruise e Crowe pouco acrescentou em termos qualitativos.

Para terminar, apenas salientar que A Múmia de Brendan Fraser é francamente superior a este reboot, que é parcialmente inspirado nesse filme. Diria que o Dark Universe começa de forma muito negativa, deixando pouco espaço de manobra para o próximo projecto, que será a Noiva de Frankenstein.

 

 

Stargate Universe

Os seguidores mais atentos do blog conhecem a minha paixão por séries de ficção científica, mais concretamente pela saga Stargate. Quando foi lançado o primeiro spinoff (Atlantis) o resultado final não foi o mais animador, o que me deixou bastante céptico em relação a SGU.

À primeira vista, Stargate Universe incorpora elementos comuns a Star Trek e BSG, sem nunca esquecer os Antigos, uma super raça que começa a ser mencionada nos primórdios de SG1. A premissa da série assenta no desbloqueio do nono “chevron”, que permite ligar o Stargate aos confins da Galáxia.

Durante um ataque inimigo, os nossos “heróis” são obrigados a evacuar, acabando por ficar perdidos numa nave dos Antigos (Destiny), sem possibilidade de voltar para casa. Este grupo de pessoas é composto por militares, cientistas e civis, o que vai gerar momentos de tensão.

A primeira temporada é praticamente reservada ao desenvolvimento de personagens, com poucos momentos de acção. Apesar da qualidade dos actores, os primeiros 20 episódios são entediantes e deixaram-me com uma nítida sensação de fracasso iminente.

Com o início da segunda temporada, chegou a confirmação do cancelamento da série e algo de interessante ocorreu: o enredo melhorou drasticamente e existiram alguns episódios com a participação de elementos de Atlantis.

Tivémos igualmente a introdução de um novo inimigo e os últimos episódios permitiram um fim digno a SGU, o que apraz registar. No global, não trouxe nada de novo para a franchise, com excepção das personagens de Nicholas Rush, Coronel Young e Elli Wallace.

Quanto aos leitores deste blog, tiveram oportunidade de seguir a série? Gostaram destas duas temporadas ou nem sequer são fãs do género?