Birds of Prey

Um dos (poucos) pontos positivos de Suicide Squad foi o casting de Margot Robbie como Harley Quinn. Quatro anos depois, a DC resolveu criar Birds of Prey, que narra as aventuras de uma equipa improvável, composta por Harleen Quinzel, Helena Bertinelli, Dinah Lance e Renee Montoya.

O enrendo engloba uma curta história de origem para Black Canary, Huntress e Black Mask, que é o vilão desta aventura. Na minha opinião, o primeiro erro está no título escolhido para o filme, dado que é claramente centrado na personagem de Harley Quinn, que lida com a separação de Joker, tentando encontrar a sua identidade.

Cassandra Cain é uma jovem, que se vê na posse uma jóia da Família Bertinelli, tornando-se de imediato no centro das atenções de Roman Sionis, um dos principais líderes criminosos de Gotham. Victor Zsasz é o seu braço direito, ficando encarregue da missão de localizar Cassandra, que se encontra detida na esquadra local.

Há muito humor, sobretudo no que diz respeito à nova realidade de Harley, que já não usufrui da proteção de Joker, ficando exposta à fúria dos seus inimigos. Gostei de alguns pormenores, como a presença da hiena Bruce, assim como o facto de em determinados momentos,  Harley falar directamente para o espectador, quebrando a famosa quarta parede.

O filme tem coreografias de luta bem conseguidas mas a nível de interpretações deixa bastante a desejar, sobretudo no que diz respeito a Huntress e Montoya. A luta final entre Harley e Black Mask é igualmente muito fraca, o que quebra por completo o climax final da narrativa.

Caso optem por investir tempo em Birds Of Prey: and the Fantabulous Emancipation of One Harley Quinn, sugiro apenas que aguardem pela cena pós-créditos.

Mediano
68%

Rick and Morty T.1

Para mim, o Netflix converteu-se numa necessidade absoluta em termos de conteúdo, permitindo-me descobrir pérolas como Final Space, High Score Girl e o remake de Danger Mouse, para citar alguns dos mais revelantes.

Rick and Morty é um projecto sobre o qual já tinha ouvido falar, mas que optei por alocar à minha lista de prioridades secundárias. Com os mais recentes eventos, tudo mudou e há algumas semanas consegui finalmente investir tempo, o que originou a partilha da experiência através deste artigo.

A premissa é simples: Rick Sanchez é um cientista brilhante, que abusa do consumo de álcool e que insiste em levar o seu neto, Morty, nas suas inúmeras aventuras espaciais. A personagem retira inspiração evidente de Doc Emmet Brown, de Regresso ao Futuro, mas a realidade é que a junção de humor e sátira funciona incrivelmente bem, criando 25 minutos de puro entretenimento.

A primeira temporada é composta por onze episódios, dos quais destaco Anatomy Park, M. Night Shaym-Aliens!, Raising Gazorpazorp e Meeseeks and Destroy. Lentamente, vamos conhecendo os restantes membros da família, Beth, a filha de Rick que tenta desesperadamente a sua aprovação, Summer, a irmã de Morty e Jerry Smith (pai de Summer e Morty), que odeia Rick e tem uma total ausência de confiança.

O resultado final é verdadeiramente fantástico, com constantes momentos hilariantes, aliados a diálogos politicamente incorrectos e constante sátira social. Diria que não é uma série para todos mas tem o meu selo de aprovação.

Astartes

Baseado no universo Warhammer 40,000, um grupo de fãs resolveu criar uma série de mini episódios, em que vamos ser apresentados aos Space Marines, também conhecidos por Adeptus Astartes.

Esta casta militar foi alvo de experiências genéticas e treino rigoroso a nível físico e psicológico, de forma a poder defender a Humanidade dos Chaos Gods. Feito o enquadramento, aproveito para partilhar os cinco videos criados até ao momento, que na minha opinião, estão soberbos e capturam com exactidão o material original.

Caso estejam interessados em acompanhar o projeto, sugiro o Instagram ou o Patreon.