Alita: Battle Angel

A adaptação da série de manga Gunnm ao cinema ficou a cargo da duplo composta por Robert Rodriguez (realizador) e James Cameron (produtor). Este projeto conta igualmente com a participação de Rosa Salazar, Cristopher Waltz, Jennifer Connelly, Jackie Earle Haley, Ed Skrein e Mahershala Ali, nos papéis principais.

A narrativa decorre em 2653, num futuro cyberpunk, em que o Homem pode fundir (literalmente) a sua cabeça com uma máquina, criando o que vulgarmente conhecemos como cyborg. Alita é encontrada pelo Professor Dyson Ido numa sucata proveniente de Zalem, uma cidade flutuante que resistiu a um guerra interestelar cataclísmica, denominada como The Fall.

Após receber um novo corpo robótico, Alita começa lentamente a interagir com o mundo que a rodeia, sem qualquer memória do passado, até serem atacado por um grupo de cyborgs assassinos, liderados por Grewishka. Durante a batalha, Alita utiliza movimentos de Panzer Kunst, uma arte marcial perdida que era utilizada pelo URM (United Republics of Mars) e que levanta uma série de questões.

Com a preciosa ajuda do seu novo amigo Hugo, Alita acaba por encontrar uma nave da URM e um corpo cibernético com tecnologia antiga, conseguindo finalmente recordar-se que a sua missão é derrotar Nova, o tenocrata responsável pela cidade de Zalem.

Esta é a premissa principal de Alita, um filme que tem as suas virtudes, embora esteja longe de ser brilhante. As coreografias de batalha estão muito bem conseguidas e o CGI consegue ser bastante convincente, o que ajuda na imersão neste universo cyberpunk, onde quase tudo pode acontecer.

Resta saber se as receitas de bilheteira obtidas serão suficientes para garantir potencialmente uma sequela num futuro próximo.

Mediano
71%

Xeno Crisis Ep.1

A Bitmap Bureau traz-nos Xeno Crisis, um arena shooter com clara inspiração em Aliens 2. Este é o primeiro episódio desta série, em que embarco sem ter qualquer segundo de experiência com o jogo.

Como é evidente, não vai correr particularmente bem, mas em tempo de quarentena, há tempo suficiente para melhorar, pelo que disponibilizarei em breve o segundo episódio.

Lost in Space T.2

A segunda temporada vai acompanhar a saga da família Robinson, que se encontra “encalhada” num planeta com atmosfera repleta de metano. Para aumentar as probabilidades de sobrevivência, optam por adaptar uma parte da estrutura da nave para criar uma estufa.

Maureen continua a encontrar forma de carregar as baterias da Jupiter 2, mas a realidade é complexa, levando a seis longos meses no planeta em questão. Com o auxílio da Dra Smith (nada de spoilers), vão conseguir encontrar uma estranha infra-estrutura e partir na direção da Resolute.

Como não podia deixar de ser, os desafios são constantes e a Resolute encontra-se à deriva, praticamente sem energia, por motivos que irão ser explicados ao longo dos 8 episódios seguintes. Vamos ser apresentados a novas personagens, que serão relevantes para a narrativa mas no global, esta segunda temporada é claramente inferior.

Existem poucas explicações e não gosto particularmente da “liberdade” quase total que a família Robinson tem, sobretudo se consideramos a hierarquia da missão em que estão envolvidos. A narrativa vai introduzir um novo robot, apelidado de “Espantalho”, que apesar de ter uma função, acaba apenas por ser um complemento que pouco acrescenta ao resultado final.

O décimo episódio termina num cliffhanger, como expectável, numa decisão que pode criar uma nova dinâmica para a terceira temporada ou arruinar por completo a série. Veremos em Abril deste ano se Lost in Space continua a merecer o destaque como uma série relevante em termos de ficção científica.