Mega Drive: as minhas memórias

Desde muito novo que tive acesso (através de amigos) a consolas Nintendo provenientes de Macau, no entanto a minha primeira experiência ocorreu com a Mega Drive no ano de 1992 se não estou em erro. Recordo-me que vendi o meu Spectrum 128K +2 e investi na oferta 16bit da Sega, que tinha acabado de lançar a MD e a Master System no mercado português. O pack incluía a consola e um jogo de nome Sonic, totalmente desconhecido para o comum dos mortais naquela altura.

Relembro que não havia pirataria e que a minha realidade passou a ser completamente diferente: o preço dos jogos no Spectrum era de 2000 escudos no máximo, tendo passado a 5000 num cartucho da Mega Drive. A parte mais interessante foi a rápida adaptação que realizei, focando-me em jogos de qualidade em detrimento da quantidade, algo que ainda mantenho nos dias de hoje. Por todos esses motivos, os mais de 300 jogos que acumulei para o Spectrum passaram a 15-20 com a Sega Mega Drive. Curioso como me recordo vivamente dos primeiros títulos que adquiri: Shadow Dancer (7500 escudos) e Twin Hawk (5500), no clube de vídeo local. Hoje em dia com a internet podemos facilmente consultar informação acerca dos jogos, nomeadamente em termos de vídeos, trailers, screenshots e mesmo reviews da especialidade mas naquela fase só existiam as imagens das revistas e do verso das caixas, o que tornava a experiência em algo desafiante e marcante.

Pode soar terrivelmente revivalista mas sinto falta dessa sensação de aventura, em que tinha acesso limitado a jogos, o que me obrigava a investir muito tempo e a prolongar a vida desse título durante o máximo de tempo possível. Afinal de contas, com excepção do Natal e Aniversário era sempre complicado juntar dinheiro para um cartucho novo. E como era fantástico chegar ao fim dos jogos, com tardes bem passadas na companhia de amigos, em amena cavaqueira. Tempos simples sem dúvida…

E os meus estimados leitores? São jogadores ocasionais? Costumam investir em jogos? Abominam este tipo de diversão? Seria interessante que partilhassem as vossas experiências com as consolas e o que mais vos marcou.

Star Trek: Renegades

Nos últimos anos tem sido frequente o aumento de projetos financiados pelos fãs (kickstarter), não sendo surpreendente o aparecimento de Renegades. A última série de Star Trek tinha muito potencial mas ficou pelas boas intenções, o que é uma pena, tendo em conta a sua premissa original. Talvez na tentativa de preencher um pouco esse vazio surge a ideia deste episódio piloto, que tem como objetivo “vender” esta série a um canal televisivo.

O trailer já está disponível e confesso que tem alguns pontos interessantes. Essencialmente a narrativa decorre cerca de 10 anos após o regresso da USS Voyager, em que a Federação tem necessidade extrema de encontrar cristais de dilithium. Vários planetas estão isolados devido a um estranho fenómeno espaço/temporal cuja origem é desconhecida, forçando o Almirante Pavel Chekov a recorrer a uma equipa de renegados, liderados por Tuvok, em zonas fora da jurisdição da Federação.

Adicionalmente, irão encontrar um novo inimigo e esta é a informação disponível até ao momento. Será suficiente para alcançar o objetivo? É difícil de afirmar mas estou sempre disponível para ficção científica, sobretudo se for o universo Star Trek.

47 Ronin

Este filme tem inspiração numa história verídica que ocorreu há muito tempo atrás, no Japão feudal. Nesse período o Shogun era o líder escolhido pelo Imperador para gerir as várias regiões, cabendo aos Senhores ou Lordes a função de garantir a segurança e paz.

47 Ronin fala-nos do assassinato de Lord Asano, pelas mãos de uma bruxa e que vai gerar uma história de vingança e dedicação sem paralelo. Um Ronin não é mais do que um Samurai sem Mestre e a missão destes 47 homens passa por recuperar Mika Asano, que foi forçada a casar com Lord Kira, o rival de Asano, de forma a evitar rivalidades entre os dois clãs. Pelo meio, temos a típica ligação amorosa com Kai (Keanu Reeves), um ocidental que foi criado entre os samurais mas que nunca conquistou o seu respeito.

47 Ronin está igualmente repleto de elementos sobrenaturais, com animais místicos, bruxas e claro os Tengu, que educaram e treinaram Kai, tornando-o num homem diferente de todos os outros samurais. E com esta premissa, estão lançados os dados para uma narrativa mediana, com boas cenas de batalha mas que nunca consegue tornar-se memorável. É um filme interessante mas que fica a milhas por exemplo de Hero, um verdadeiro marco neste género. Para quem é entusiasta ou interessado pela cultura nipónica recomendo a ida ao cinema, caso contrário sugiro que aguardem pelo DVD ou Bluray.