Nostalgia…

Bem, esta pode parecer uma forma muito elaborada de fazer um post sobre a nova aquisição: Nintendo DS Lite. Nunca encondi que sou um grande fã da marca nipónica, apesar de também possuir uma Playstation. Desde miúdo que me habituei a ter Gameboy e outros produtos, muito antes de a própria marca ter começado a ser comercializada em Portugal (vantagens de ter amigos com pais em Macau).

Sou apologista de que um bom jogo não requer necessariamente bons gráficos mas sim boas ideias, sendo que o aspecto visual deve ser apenas um complemento. Mas falemos então da nova máquina:

Não vos vou maçar com especificações técnicas, posso dizer-vos que em termos de som e imagem a consola está muito boa, sofreu um restyling muito interessante, sendo substancialmente mais pequena do que a anterior DS.

Para já estou a viciar-me no Mario Kart e aguardo ansiosamente por testar o wi-fi para uns torneios online. A autonomia é surpreendente e a jogabilidade e o manuseamento da DS está francamente melhor. No global, foi um excelente avanço relativamente ao seu predecessor e um upgrade que recomendo sem hesitação.

Babylon 5

Há vários anos atrás esta série passou na televisão portuguesa, sendo que devido ao seu horário intermitente, não tive oportunidade de a acompanhar na ìntegra. Hoje, graças ás novas tecnologias posso afirmar com alegria que terminei as 5 temporadas. Na minha modesta opinião, não existem séries perfeitas, mas sim de culto. Babylon 5 leva-nos anos luz para a frente, numa galáxia distante, em que humanos e dezenas de espécies alienigenas convivem diariamente.

Para quem não conhece minímamente o enredo, faço um resumo. B5 é uma estação especial, que se encontra em território neutro e que tem como principal função servir de porto de encontro para um sem número de civilizações. O grande objectivo é a tolerância racial e a resolução pacífica de problemas e disputas. Rapidamente nos apercebemos da complexidade da narrativa, dado que existem repercussões políticas, humanas e sentimentais a considerar. As cinco temporadas quase que podem ser consideradas actos, com todas as peças do puzzle a encaixar perfeitamente.

No melhor pano cai a nódoa, e embora reconheça que J. Michael Straczynski consegue manter a história extremamente credível, é com estranheza que algumas das personagens principais vão sendo substituídas durante as temporadas. Penso igualmente que o final da 5ªtemporada é demasiado “apressado”, sem que nos seja passada toda a informação do destino de algumas civilizações e personagens (exemplos: Londo Mollari , Bester, G´Kar e Lyta Alexander entre outros).

No cômputo geral, é sem hesitação que considero esta série uma das grandes referências de ficção científica. Tem a virtude de terminar no timing acertado, numa fase em que possívelmente seria “fácil” prolongar o enredo e quem sabe uma temporada adicional. É uma realidade que foram lançados alguns filmes, mas que apenas serviram para focar aventuras paralelas. Recomendo esta série sem hesitação e claro, gostaria de ouvir a vossa opinião sobre o assunto.