Twisters

Este projecto tem inspiração clara no mítico Twister, de 1996, que contava com Helen Hunt, Bill Paxton, Allan Ruck, Philip Seymour Hoffman, Cary Elwes e Jeremy Davies.

O acto inicial introduz Kate Carter, uma estudante de Metereologia que pretende lançar poliacrilato de sódio para o tornado, na tentativa de o anular. Durante esta operação, os seus cálculos menosprezam a intensidade do evento, que acaba por matar Jeb, Addy e Praveen. Os dois sobreviventes seguem caminhos opostos, que se irão cruzar cinco anos mais tarde, em Nova Iorque.

Javi fundou a empresa StormPAR e convida Kate para testar um sistema de radar que, caso funcione, poderá salvar milhares de vidas e evitar milhões em prejuízos materiais. Esta operação irá ocorrer no estado de Oklahoma, sendo a derradeira oportunidade de redenção para Kate, que continua a viver assombrada com os eventos do passado.

Para tornar a narrativa ainda mais interessante, somos introduzidos a Tyler Owens, mais conhecido como “Tornado Wrangler”, uma personalidade do YouTube, que faz stream das suas aventuras no mundo dos tornados. A aptidão natural de Kate para sentir os tornados capta a sua atenção, alimentando uma narrativa previsível e com algumas similaridades com o filme de 1996.

Como sabem, não gosto de partilhar spoilers mas posso adiantar que Twisters garante entretenimento, sem nunca deslumbrar. Honestamente, diria que é o filme ideal para uma tarde de outono ou inverno, em que queremos apenas desligar da azáfama do quotidiano.

Mediano
68%

Thrash

O mais recente “fenómeno” da Netflix é essencialmente uma luta pela sobrevivência, em que acompanhamos três histórias paralelas.

O estado da Carolina do Norte vai ser afectado por uma gigantesca tempestade, que atinge a categoria 5, convertendo-se num furacão. A pequena cidade de Annieville está na rota de colisão com este gigantesco evento da Natureza, o que leva a uma ordem de evacuação para os residentes.

Esta é a premissa original de Thrash, que nos introduz de seguida as personagens principais desta aventura: Lisa, uma jovem grávida que é apanhada pela tempestade quando tenta abandonar Annieville, Dakota, que aparenta sofrer de agorafobia, o Dr Dale Edwards, um biólogo marinho que é tio de Dakota e Dee, Ron e Will, três jovens que estão numa família de acolhimento.

Sem revelar spoilers, vamos acompanhara sequência de eventos que levam à destruição do dique e ao vazamento de um camião de desperdício animal, que vai transformar as águas da cidade num viveiro de tubarões de cabeça chata.

A narrativa é bastante simples e Thrash, apesar de ser uma produção low budget, consegue criar um ambiente de ansiedade e angústia, que gera empatia para com o destino destas personagens. Na minha opinião, o ponto mais polémico será a abordagem do terceiro acto, que segue na direção de um Sharnado, com algumas cenas completamente ridículas e que destoam do rumo traçado inicialmente.

No entanto, considero que este é um filme em que vale investir 86 minutos. Sugiro que entrem com expectativas baixas, dado que não existem interpretações deslumbrantes ou efeitos especiais épicos. Mas na sua essência, Thrash cumpre a função de entretenimento, abrindo espaço para uma potencial sequela, que até ao momento, não está confirmada.

Mediano
60%