Rendez-Vous com RAMA

No distante ano de 1973, Arthur C. Clarke publicou esta história de ficção científica, que decorre no ano 2130, quando um misterioso objeto cilíndrico entra no nosso sistema solar. Após inúmeras análises e testes, os cientistas concluem que se trata de uma nave especial, de origem desconhecida. Assim sendo, o comandante Bill Norton é destacado para pilotar a Endeavour até ao objeto, que é apelidado de Rama, em homenagem ao deus hindu da Proteção.

Ao longo dos capítulos vamos acompanhando a exploração da nave, que tem um ecossistema próprio e desafia várias das leis de Newton, graças ao seu invulgar comportamento. Adicionalmente, é confirmado que Rama é um cilindro perfeito, com vinte quilómetros de diâmetro e cinquenta de largura.

O autor consegue manter sempre um manto de mistério, através de uma escrita inteligente e muito descritiva, que nos mantém sempre na esperança que exista um encontro com uma entidade alienígena. Gostei igualmente do conceito do comité dos Planetas Unidas, uma espécie de ONU intergaláctica, que tem como função proteger os planetas do nosso sistema solar.

Rendez-Vous com RAMA é um clássico do género e que recomendo sem hesitação. É um livro que aborda a exploração espacial e a forma como o ser humano lida com o desconhecido. O desenvolvimento narrativo dos membros da tripulação e as suas diferentes crenças é um mais valia narrativa, aumentado a nossa empatia para com a missão e  com o desfecho desta aventura, que é certamente invulgar.

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Warriors of Future

Em 2055, o planeta foi devastado por guerras, poluição e o inevitável aquecimento global, que causou danos significados na atmosfera. Em consequência, existem muitas mortes prematuras e uma panóplia de defeitos genéticos de nascença, o que leva à criação de cúpulas, designadas como Skynets, que protegem os habitantes das cidades.

A narrativa ocorre na Skynet B-16, que corresponde a Hong Kong, local fustigado pela queda de um meteorito que contém um organismo alienígena, denominado como Pandora, que cresce com a pluviosidade. Os cientistas determinam que a planta tem a capacidade de purificar o ar, embora esteja a expandir-se a um ritmo incontrolável e que irá acabar por consumir a cidade. A equipa da ASU, liderada pelo Dr Chan, descobre uma forma de alterar o genoma de Pandora, impedindo a sua expansão e garantindo a recuperação da atmosfera.

Tyler e Johnson Cheng, são os soldados encarregues de localizar a planta e injectar a fórmula do Dr Chang, numa missão que vai relevar-se desafiante. Ao bom estilo de Hollywood, existe um prazo de poucas horas para garantir o sucesso da missão e evitar o bombardeamento da cidade. Ao longo da narrativa vamos tendo algum desenvolvimento das personagens, com os inevitáveis sacrifícios, um sabotador interna  e muita ação. Warriors of Future é realizador por Ng Yuen-fai e garante entretenimento ao longo dos seus 100 minutos.

As interpretações são medianas, embora as cenas de ação estejam bem coreografadas e o CGI utilizado seja de qualidade aceitável. A narrativa é francamente previsível e repleta de clichés, mas para uma tarde de inverno é uma escolha sólida e que ajuda a passar o tempo.

Mediano
60%

Hit Monkey T.1

Baseado na BD da autoria de Daniel Way e Dalibor Talajić, temos disponível na Disney+ a versão animada. Ao longo de dez episódios, vamos conhecer a história de Bryce Fowler, um assassino profissional que é contratado para eliminar Ken Takahara, que está na corrida pela posição de Primeiro-Ministro do Japão.

Após concluir com sucesso a missão, é perseguido por um esquadrão de mercenários, culminando numa execução sangrenta no topo de uma montanha, em conjunto com uma tribo de macacos da neve. O único sobrevivente é um macaco que tinha sido expulso do clã, que ao constatar aquele massacre, utiliza as armas de fogo de Bryce para eliminar de forma brutal os assassinos.

Bryce Fowler permanece na forma de fantasma, convertendo-se no mentor de Hit Monkey, que passa a ter como missão localizar o responsável pelo ataque. Ao bom estilo da Marvel, a narrativa é completamente over the top e incrivelmente sangrenta, convertendo esta série numa recomendação imediata.

No que diz respeito a casting, contamos com nomes sonantes tais como Olivia Munn, George Takei, Fred Tatasciore e Jason Sudeikis. As personagens de Haruka, Ito e Akiko estão bem conseguidas, sendo igualmente de destacar a presença de Silver Samurai e Yuki, que terão um papel relevante no derradeiro episódio.

Vou evitar os spoilers, mas posso adiantar que está muito fiel ao material original, que foi lançado em 2010. A animação é de elevada qualidade e Lady Bullseye converte-se na minha antagonista preferida desta primeira temporada. Apesar de existir um desfecho nesta aventura, as ações de Hit Monkey e Bryce vão ter consequências, que serão exploradas na segunda temporada, que deverá ser lançada em 2023.

Hit Monkey é inspirado no Agent 47, da franquia HitMan e garante entretenimento e algum humor, com desenvolvimento de personagens, o que é invulgar neste tipo de projeto. Fica sem dúvida a minha recomendação.