Rings of Power T.1

Após o sucesso da adaptação cinematográfica da obra de J.R.R. Tolkien, a Amazon investiu (forte) na aquisição dos direitos do Index de Silmarillion, num projecto que será alegadamente composto por cinco temporadas. A narrativa decorre na Segunda Era da Terra Média e retrata a ascensão de Sauron, com a consequente queda do reino de Númenor.

A personagem central é Galadriel, uma guerreira elfa, que é obcecada em derrotar as forças do Mal, por motivos que serão explorados nos primeiros episódios. Adicionalmente, vamos acompanhar os Harfoots, que são essencialmente os antepassados dos Hobbits e a ligação entre os Anões e os Elfos, mais especificamente, na figura de Elrond e Durin.

Existem outras personagens relevantes, tais como Arondir, Elendil, Halbrand, Míriel e Isildur, que são lentamente introduzidas ao longo desta temporada. Apesar da narrativa ser o foco principal, existem igualmente várias cenas de batalha, que são suficientes para garantir o meu interesse ao longo destes oito episódios.

Diria que a verdadeira identidade de The Stranger, que é muito provavelmente um Istari, é um dos pontos mais relevantes desta primeira temporada. O ritmo de Rings of Power é fluido e apresenta com grande pormenor o reino dos Elfos, Anões e dos Homens. A grande maioria das personagens está muito bem conseguida, com elevado foco no seu desenvolvimento, convertendo esta série numa experiência muito agradável e que recomendo.

Existem obviamente algumas decisões com as quais não concordo, mas a adaptação com base no Index abre espaço para muita criatividade narrativa por parte dos argumentistas. Faço apenas o alerta para a cronologia da série, que irá ter poucos denominadores em comum com a trilogia original, que ocorre milhares de anos antes dos eventos que serão retratados em Rings of Power.

The King’s Man

Gostei imenso da primeira aventura da saga Kingsman, mas fiquei algo desiludido com a sequela, motivo pelo qual entrei com expectativas moderadas para o filme que vai retratar a história de origem da organização. O primeiro acto leva-nos a 1902, mais especificamente a um campo de concentração na África do Sul, em que assistimos a um evento que vai moldar a vida de Conrad e Orlando Oxford.

No entanto, a narrativa principal decorre em 1914, no período que precede os eventos da primeira Grande Guerra Mundial. Vamos acompanhar a criação de uma rede global de espiões, fomentado por empregados britânicos espalhados pelo globo. A primeira missão envolve uma missão à União Soviética, com um duelo épico com Rasputin, que faz parte de uma organização secreta denominada The Flock.

Gosto particularmente das personagens de Shola e Polly Watkins, dois empregados pessoais do Duque de Oxford, que irão converter-se em dois dos membros fundadores da King’s Man. Existe uma ligeira componente de humor, bem complementada por momentos de ação, tanto em missões como na frente da guerra, onde vamos acompanhar a saga de Conrad Oxford.

Como é habitual, não vou partilhar spoilers, mas diria que a previsibilidade da narrativa é o ponto mais fraco deste projeto, que consegue garantir entretenimento e enquadrar a história de origem da organização. Para os fãs desta saga, diria que será uma experiência agradável, motivo pelo qual recomendo o investimento de tempo.

Mediano
66%

Wishlist Natal 2022

Sentem este cheiro a azevinho? A época natalícia aproxima-se e a tradição no Portal Pessoal é para manter. Como tal, segue a lista de desejos para esta quadra.

Como sempre, saliento que o mais importante é aproveitar o tempo em família e desfrutar de refeições calóricas mas que fazem maravilhas á alma.

Omnibus - Flash by Geoff Johns Vol.3

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