The Mandalorian T.1

No início de setembro subscrevi a Disney+, com o intuito de rever muito do catálogo da Pixar e Marvel, mas com o objetivo principal de acompanhar The Mandalorian, o mais recente projeto do Universo Star Wars, que cronologicamente situa-se cinco anos após os eventos de Return of the Jedi.

A narrativa é simples e descreve as aventuras de Din Djarin, mais conhecido como Mando, um caçador de recompensas que é confrontado com um dilema profissional, convertendo-o no guardião de The Child, uma criatura muito semelhante a Yoda e que aparenta ter ligação à Força.

Ao longo dos episódios vamos conhecendo a cultura dos Mandalorian e acompanhando as aventuras de Djarin, que é forçado a aceitar missões secundárias, como forma de sobrevivência. O que mais aprecio é o feeling de western espacial, em que o herói solitário vai superando desafios e encontrando aliados para uma batalha final, que ocorre nos dois últimos episódios da primeira temporada.

As personagens de Greef Karga, Kuiil, IG-11 e Cara Dure são essenciais para o desfecho final, assim como para lançar a premissa para a segunda temporada, que irá estrear no próximo mês de novembro. E como em qualquer narrativa que se preze, o vilão (Moff Gideon) é simplesmente soberbo.

A Disney tem acertado pouco nos últimos anos, no que diz respeito ao universo Star Wars (com excepção de Rogue One e The Clone Wars) mas tem nesta série um diamante por lapidar, que pode vir a converter-se numa referência essencial. Jon Favreau faz um trabalho extraordinário, conseguindo que o espectador crie laços de proximidade com as personagens, o que é essencial para o sucesso de qualquer projeto.

Recomendo sem hesitação que invistam tempo nos oito episódios de The Mandalorian, independentemente de serem fãs de Star Wars. Acreditem quando vos digo que não vão sentir-se desapontados.

Enola Holmes

A pandemia impossibilitou o lançamento deste filme nas salas de cinema mas, felizmente, a Netflix adquiriu os direitos, o que me permite partilhar convosco a minha opinião.

Enola é a irmã mais nova do clã Holmes, que foi educada em casa pela sua mãe, Eudoria. Ao celebrar os seus 16 anos, a jovem vê-se privada da companhia da matriarca, que desaparece misteriosamente, dando início à narrativa principal deste filme.

Mycroft e Sherlock regressam à sua casa de infância, com o intuito de desvendar o mistério e garantir o futuro de Enola. Sherlock fica encarregue de encontrar o paradeiro de Eudoria e Mycroft assume a responsabilidade de tutor legal da jovem, com o claro intuito de promover o seu estatuto social.

Millie Bobby Brown tem um desempenho fantástico, conseguindo passar a imagem de uma jovem “maria-rapaz”, culta e perspicaz mas com uma vontade própria inabalável, que se converterá num desafio constante a tenacidade de Mycroft.

Enola acaba por fugir para Londres, na esperança de encontrar a sua mãe. Para tal, tenta interpretar algumas pistas, descodificar cifras e confiar no seu instinto, algo que a vai colocar em perigo constante.

Na viagem inicial de comboio, a jovem depara-se com o Conde Tewkesbury, que se encontra igualmente em fuga da sua família e que irá adensar ainda mais a narrativa, por motivos que vou ocultar (sem spoilers). A dedução e o raciocínio lógico são uma constante, bem complementado com  momentos de humor, sobretudo nas cenas de ação e na escola de Miss Harrison.

Destaque para  a participação secundária de Henry Cavill, Sam Claflin, Fiona Shaw e Helena Bonham Carter, que dão o toque extra de qualidade que converte Enola Holmes num filme competente e que fornece o entretenimento necessário.

Apesar de estar longe de ser uma obra prima, tem ideias muito interessantes, motivo pelo qual recomendo que invistam duas horas neste projeto da Legendary Pictures.

Mediano
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