Stranger Things T.3

A responsabilidade dos irmãos Duffer aumenta exponencialmente em cada temporada, dado que Stranger Things se converteu definitivamente numa série de culto. Dito isto, posso começar por adiantar que, na minha opinião, a qualidade se mantém. Os próximos parágrafos vão servir para justificar a minha afirmação e como sempre, convido-vos a partilhar a vossa opinião.

Os jovens que fazem parte do elenco estão (fisicamente) a crescer, algo que se torna muito evidente nesta temporada. Mas a realidade é que continua a funcionar, fruto de pequenas adaptações e a introdução de algumas personagens novas. Sem colocar spoilers, como é apanágio, posso adiantar que a narrativa decorre em 1985, na outrora pacata cidade de Hawkins.

Pode parecer estranho mas a abertura dum novo centro comercial (Starcourt Mall) é a premissa essencial para a narrativa desta temporada. Paralelamente, vamos assistir à evolução da relação de Eleven e Mike, que parece deixar o Xerife Jim Hopper à beira de um esgotamento, criando momentos verdadeiramente hilariantes.

Umas estranhas flutuações energéticas revelam-se cruciais para desvendar o mistério, sendo fundamental a intervenção de Dustin, com a ajuda de Steve e Robin, uma das novas personagens desta terceira temporada.

Apesar de estar a ocultar (deliberadamente) informação fundamental, posso adiantar que o Upside Down continua a servir de suporte para a narrativa, que termina num gigantesco cliffhanger.

Para concluir, sugiro que após os créditos finais, aguardem por uma cena que serve de teaser para a quarta temporada, que ainda não tem data confirmada.

Star Trek: Discovery T.2

A segunda temporada está muito bem conseguida, essencialmente pelo facto de ter (finalmente) uma identidade própria. A narrativa tem o dom de transportar as personagens mais relevantes da primeira temporada, adicionando elementos como o Controlo e a Secção 31, para uma missão de pesquisa relacionada com sete misteriosos sinais que apareceram no espaço.

O Capitão Pike é o escolhido para liderar este missão, abandonando a USS Enterprise para o efeito. Há uma preocupação em desenvolver as personagens e contar mais acerca da sua história, como forma de justificar algumas acções que irão ser tomadas.

Como habitualmente, não gosto de colocar spoilers, motivo pelo qual vou ser muito superficial na análise. Apesar de discordar de algumas decisões, a realidade é que a segunda metade desta temporada é extremamente bem conseguida, criando o crescente de emoção e mistério necessário para a batalha final, que lança os eventos para a terceira temporada.

A presença de Spock acaba por ter um efeito positivo na narrativa, assim como saúdo a adição de Leland e Jet Reno, que conferiram uma dinâmica muito interessante enquanto antagonista e membro da tripulação.

A presença de Ash, Saru e Georgiou são fundamentais enquanto complemento para Michael, que assume finalmente o seu papel de personagem principal da série. Discovery está ainda longe de ser um êxito mas a melhoria significativa nesta temporada deixa-me com esperança que estejamos a ir na direcção certa.