The Incredibles 2

Catorze anos após a estreia do original, a família Parr está de regresso. O filme começa com uma perseguição brutal, que termina com inúmeros danos materiais na cidade, forçando o Governo a dar como terminado o Programa de Realocação de Super-Heróis.

No entanto, o magnata das telecomunicações, Winston Deavor, em conjunto com a sua irmã Evelyn, propõe que Helen Parr seja a nova imagem dos super-heróis, mostrando o seu lado mais humano e evitando que se tornem novamente ilegais.

Para que tal suceda, cabe a Bob ficar em casa e tentar gerir as tarefas diárias da família. Existem momentos francamente cómicos, com a necessidade de ajudar Dash com os seus trabalhos de casa, ao mesmo tempo que Jack-Jack´s começa a demonstrar (vários) poderes. Para piorar ainda mais o cenário Violet começa a lidar com sentimentos amorosos típicos de um adolescente, algo que deixa Bob à beira de um colapso nervoso.

Helen começa a ter sucesso na sua missão, granjeando simpatia da população em geral, mesmo com o aparecimento de Screenslaver, um mega vilão, que consegue controlar a mente com imagens provenientes de qualquer écran.

Seguem-se batalha épicas, em que Dash e Violet serão fundamentais, dado que Screenslaver consegue controlar a grande maioria dos heróis, levando-os a colaborar num plano que visa destruir a imagem pública dos mesmos, com a premissa de os ilegalizar.

Gostei imenso desta sequela, apesar da narrativa não ser muito distinta do original. Mas a realidade é que funciona muito bem, sobretudo a inversão de papéis, que confere uma dinâmica diferente, com a pitada de humor certa.

Uma vez mais a Pixar conseguiu apresentar um produto final de qualidade e como tal, só tenho a recomendar The Incredibles 2.

Mediano
72%

Ant-Man and the Wasp

O envolvimento de Scott Lang em Civil War teve duras consequências a nível pessoal e o primeiro acto mostra-nos precisamente essa realidade. Hope van Dyne e o Dr. Hank Pym são foragidos da Lei, perseguidos pela SHIELD e o nosso herói tenta equilibrar a sua vida familiar e profissional, sem a preciosa ajuda do seu fato.

No entanto, Scott permanece ligado à Quantum Realm, existindo a possibilidade de Janet Van Dyne estar ainda viva nessa dimensão. Esta é a premissa inicial do filme, que vai juntar novamente a equipa, na busca pela mãe de Hope. Ainda no primeiro acto, vai aparecer um novo vilão, de nome Ghost, que parece conseguir mover-se entre várias dimensões, tornando-se numa ameaça muito real, complementada com Sonny Burch, um criminoso interessado em vender tecnologia no mercado negro.

As cenas de ação estão muito bem conseguidas, com perseguições épicas (Micromachines ftw) e coreografias de luta soberbas, sempre com muito humor, algo que se tornou numa característica de Ant-Man. Gostei particularmente da Quantum Realm, que vai ser importante na narrativa de Avengers: Endgame.

A dinâmica de Ruud e Lilly é evidente e contribui para que a narrativa seja mais fluída, sendo igualmente relevante destacar as interpretações de Michael Douglas, Michelle Pfeiffer, David Peña e Walter Goggins. Numa nota menos positiva, esperava mais de Hannah John-Kamen e Laurence Fishburne.

Em conclusão, esta segunda aventura de Ant-Man é superior ao original, embora permaneça num patamar inferior aos mais recentes projetos da Marvel (Ragnarok, GOTG2, Infinity Wars e Black Panther).

Mas se procuram entretenimento puro, com alguma comédia à mistura, este pode ser o filme ideal para começar o ano de 2019.

Mediano
70%