Ant-Man and the Wasp: Quantumania

A MCU tem passado por uma fase mais conturbada, resultado de decisões questionáveis e uma gigantesca quebra de qualidade na narrativa. Dito isto, foi com bastante moderação que resolvi investir duas horas no terceiro filme de Ant-Man.

O primeiro acto introduz o status quo das personagens principais, com destaque para a vida pessoal e profissional de Scott Lang, que tenta recuperar o tempo perdido com a sua filha. Durante uma reunião familiar, Scott, Hope, Hank, Cassie e Janet são catapultados para o Quantum Realm, dando início a uma aventura que irá trazer de volta alguns fantasmas do passado.

A narrativa assenta na relação existente entre Janet e Kang, que procura desesperadamente reconstruir o Multiversal Power Core. Ficamos igualmente a conhecer o seu plano e as ramificações para o Multiverso, numa clara alusão à série de Loki. O Quantum Realm é retratado de forma cativante, englobando várias raças que se unem no sentido de criar uma Resistência e combater as forças de Kang.

Destaque para as personagens de Jentorra, Quaz e Veb, que acrescentam alguma profundidade e humor à narrativa, que acaba por ser muito previsível. No entanto, o ponto mais desapontante deste filme é o vilão, que nunca atinge o patamar (narrativo) necessário para elevar esta aventura. Adicionalmente, Cassie e Janet são claramente as personagens mais fortes deste filme, que relega Scott Lang e Hope  para um papel secundário, o que não deixa de ser surpreendente.

No global, Quantumania tem efeitos especiais soberbos e alguns momentos de humor que o convertem numa experiência agradável. No entanto, está distante de ser uma adição relevante para a MCU, que continua a ter dificuldade em replicar o sucesso da fase 3. E nem sei o que dizer acerca do caminho seguido para M.O.D.O.K.!Recomendo que aguardem pelas duas cenas pós-créditos, que são relevantes para os eventos de Loki.

Mediano
66%

Ant-Man and the Wasp

O envolvimento de Scott Lang em Civil War teve duras consequências a nível pessoal e o primeiro acto mostra-nos precisamente essa realidade. Hope van Dyne e o Dr. Hank Pym são foragidos da Lei, perseguidos pela SHIELD e o nosso herói tenta equilibrar a sua vida familiar e profissional, sem a preciosa ajuda do seu fato.

No entanto, Scott permanece ligado à Quantum Realm, existindo a possibilidade de Janet Van Dyne estar ainda viva nessa dimensão. Esta é a premissa inicial do filme, que vai juntar novamente a equipa, na busca pela mãe de Hope. Ainda no primeiro acto, vai aparecer um novo vilão, de nome Ghost, que parece conseguir mover-se entre várias dimensões, tornando-se numa ameaça muito real, complementada com Sonny Burch, um criminoso interessado em vender tecnologia no mercado negro.

As cenas de ação estão muito bem conseguidas, com perseguições épicas (Micromachines ftw) e coreografias de luta soberbas, sempre com muito humor, algo que se tornou numa característica de Ant-Man. Gostei particularmente da Quantum Realm, que vai ser importante na narrativa de Avengers: Endgame.

A dinâmica de Ruud e Lilly é evidente e contribui para que a narrativa seja mais fluída, sendo igualmente relevante destacar as interpretações de Michael Douglas, Michelle Pfeiffer, David Peña e Walter Goggins. Numa nota menos positiva, esperava mais de Hannah John-Kamen e Laurence Fishburne.

Em conclusão, esta segunda aventura de Ant-Man é superior ao original, embora permaneça num patamar inferior aos mais recentes projetos da Marvel (Ragnarok, GOTG2, Infinity Wars e Black Panther).

Mas se procuram entretenimento puro, com alguma comédia à mistura, este pode ser o filme ideal para começar o ano de 2019.

Mediano
70%