The Flash T.1

My name is Barry Allen and i´m the fastest man alive. É assim que começa a série acerca do herói mais rápido do Planeta mas será que com toda esta celeridade, a narrativa sofre uma quebra? A resposta é não. Começamos por conhecer Barry, um cientista forênsico que trabalha para a Polícia de Central City e que tem uma vida aborrecida e rotineira até ao dia em que o acelerador de partículas dos Laboratórios Star  explode, criando as condições necessárias para a transformação em The Flash. Seguem-se alguns meses de coma até ao inevitável acordar, dando assim início à narrativa.

Com a ajuda de Dr Wells, Cisko e Caitlin, dos Laboratórios Star, Barry forma uma equipa que tem como objetivo capturar os meta-humanos (indivíduos que à semelhança de Barry foram alterados pela explosão do acelerador de partículas) e acabar com o crime. À semelhança de Arrow, existem alguns atritos entre a equipa, amores impossíveis e obstáculos constantes, que apenas ajudam a solidificar a união entre todos. O casting é brilhante, com destaque para Grant Gustin (Flash), Carlos Valdes (Cisko) e Tom Cavanagh (Dr. Wells), que são os grandes pilares da série.

Gosto bastante da evolução das personagens, da ligação com a série de Arrow e do avanço gradual dos poderes de Allen, fruto dos obstáculos que vai ultrapassando. Curiosamente, mesmo ao ser confrontado com situações complexas e nalguns casos sem escolha possível, o nosso herói mantém a sua nobreza e honra acima de interesses pessoais.

A DC tem acertado claramente nas suas escolhas em termos de série, em contraste com quase tudo o que saiu da Marvel e The Flash apresenta uma primeira temporada fantástica, com inúmeros vilões épicos, com destaque para The Reverse Flash, aka Eobard Thawn. O final é um verdadeiro cliff-hanger, deixando tudo em aberto para a segunda temporada, que deverá estrear em Outubro deste ano. A minha sugestão é que acompanhem esta série mas evitem pestanejar, caso contrário podem perder alguma da acção.

Cut The Rope

Muitos de vós já ouviram falar de On Nom, a famosa personagem do jogo Cut The Rope, que tem feito enorme sucesso, sobretudo em plataformas móveis. O conceito é simples, alimentar o nosso herói, ajudando-o a ingerir os doces necessários para saciar a sua fome. A física envolvida no jogo está muito bem conseguida e a curva de aprendizagem é aceitável, tornando Cut The Rope num vício saudável.

Sugiro que acedam e testem a versão desktop, que capta de forma excelente a essência do mobile e apresenta uma jogabilidade fantástica. Divirtam-se!

Terminator Genisys

A franchise do Terminator tem sido maltratada nos últimos dois filmes, que foram penosos e nada acrescentaram à narrativa. Pelo meio, tivémos uma série que apesar de mediana, conseguiu fazer bem mais pela saga, o que me coloca numa situação complexa para abordar Genisys, a mais recente aventura.

Houve uma tentativa de tornar o filme cool, com a adição de Emilia Clarke (Sarah Connor), Matt Smith (Skynet) e Jai Courtney (Kyle Reese), mantendo algumas das premissas iniciais do filme. A storyline é no início essencialmente a mesma: os rebeldes derrotam (aparentemente) as máquinas, que enviam um Exterminador para 1984, no sentido de eliminar Sarah Connor. Nessa  altura Kyle Reese voluntaria-se para regressar ao passado de forma a proteger a progenitora de John Connor, o líder da Resistência.

O grande twist começa a partir desta fase, com a transformação de Connor num novo tipo de Exterminador, algo que é visível nos trailers, não sendo dessa forma um spoiler. Há momentos interessantes, sobretudo com o humor de Schwarzenegger e algumas cenas de acção, nomedamente a batalha entre o T800 e T1000. Existe claramente uma tentativa de ligar os dois primeiros filmes, com a menção de Miles Dyson mas no geral Genisys está longe de ser um filme memorável.

Talvez a grande dificuldade esteja no facto dos dois primeiros filmes serem tão icónicos mas pessoalmente sinto que deveriam deixar esta franchise em suspensão criogénica durante pelo menos uma década. Apesar de ser melhor do que Rise of the Machines e Salvation, este filme é mediano e não trouxe nada de inovador para a narrativa. Por esse motivo, apenas posso recomendar a fãs da saga ou a quem pretenda ver um filme de acção.