Dragon’s Dogma

Esta ONA (original net animation) é baseada no jogo da CAPCOM e leva-nos ao mundo de Gransys, onde conhecemos Ethan, a sua mulher e Louis, um jovem órfão, que vivem nas montanhas. O primeiro episódio apresenta-nos a história triste de Ethan, que perde a sua família, após a cidade ser atacada por um dragão. Adicionalmente, o seu coração é removido, dando início a uma maldição que vai alimentar a narrativa desta série.

Ethan é ressuscitado por Hannah, uma Pawn, convertendo-se num Arisen, cujo objetivo é matar o dragão e manter um ciclo mágico que ocorre há várias eras. Os sete episódios seguintes de Dragon’s Dogma acompanham as aventuras de Hannah e Ethan, representando os sete pecados mortais, algo que será fundamental para o desfecho desta aventura.

Ao longo da série, o sobrenatural é uma constante, com a presença de goblins, griffins, hydras, lich e até um vampiro. A animação e o casting é competente, mas não consegue transportar-me para este universo mágico, em que os humanos tentam ultrapassar um cenário em que as probabilidades de sucesso são extremamente reduzidas.

Confesso que o desfecho, na Tainted Mountain, é o ponto alto da série, que no global, consegue ser interessante mas pouco memorável. Em conclusão, apesar de não conseguir recomendar este projeto de Shinya Sugai, fica a menção a mais uma adaptação da CAPCOM, que continua a ter em Resident Evil a sua franquia mais forte em termos de animação.

Mobile Suit Gundam: Char’s Counterattack

O ano é  UC 0093 e Char Aznable é o líder de Neo Zeon. O seu plano consiste em colocar o asteróide Fifth Luna em rota de colisão com a Terra. O Primeiro Ministro Adenaur Paraya e a sua filha conseguem escapar ao ataque e são resgatados pela Londo Bell, que está a cargo de Bright Noa, que conta uma vez mais com a ajuda de Amuro Ray.

O Nu Gundam utiliza a tecnologia psycho-frame, que amplifica os poderes “novotipo”, convertendo-se numa arma poderosa. Adicionalmente, o Comandante Bright reencontra o seu filho, Noah, que se encontrava a bordo da nave em que o Primeiro Ministro escapou.

Paralelamente, iniciam-se conversações de paz entre a Federação e Neo Zeon. As exigências são simples: o desarmamento da fação liderada por Char e em contrapartida, a cedência definitiva do asteróide Axis. No decorrer destas conversações, Amuro encontra Char, dando início a mais uma discussão acesa. Quess, um dos membros da Londo Bell, acaba por desertar, estando muito alinhada com a filosofia de Neo Zeon, algo que não cai bem junto de Noa Hathaway.

Ao longo do segundo acto, vamos ter informação adicional acerca do verdadeiro plano de Char, que não pretende obviamente um acordo de paz. Ficamos igualmente a saber que o asteróide Axis é parte integrante do plano de destruição da Humanidade. Segue-se uma missão de destruição ao asteróide, que culmina com uma batalha épica entre o Nu Gundam e Alpha Azieru, que resultará no desaparecimento de um elemento importante para esta narrativa.

Adicionalmente, temos uma nova batalha entre Amuro e Char, que termina numa demonstração épica de poder por parte do Nu Gundam, com o objetivo de salvar a Humanidade da destruição. O final é bastante emotivo e simboliza o fim de uma era em termos de Mobile Gundam.

Pessoalmente, entendo que este filme não é tão forte como os originais mas tem a vantagem de fechar o arco narrativo que envolve os “novotipo” e batalha entre a Federação e Neo Zeon.

Mediano
70%

The Idhun Chronicles

O necromante Ashran conquista Idhun, iniciando um reinado de terror que apenas poderá ser evitado através de uma profecia que envolve o derradeiro dragão e unicórnio. Essa premissa é uma constante ao longo dos dez episódios, em que somos apresentados aos vilões e heróis desta aventura.

Jack tem a sua vida radicalmente alterada após uma ataque de Elrion e Kirtash. Após ser resgatado por Shail e Alsan, passa a fazer parte da Resistência, criando igualmente uma ligação imediata com Victoria, uma humana que tem igualmente poderes mágicos.

O lore tem potencial mas peca por uma narrativa muito previsível e que é claramente focada num público alvo muito jovem. A primeira metade está razoavelmente bem conseguida, no entanto a segunda metade tem uma quebra notória de qualidade, com algumas decisões que, na minha opinião, fazem pouco sentido.

A batalha em Idhún fica igualmente aquém das minhas expectativas e o final da temporada termina em aberto. Tendo em conta a fraca receptividade deste projeto, não existem planos para concluir a história, pelo que não consigo recomendar esta série. No entanto, caso pretendam investir tempo em The Idhun Chronicles, recomendo que utilizem o audio em inglês.