Dungeons & Dragons: Honor Among Thieves

Baseado no universo de D&D, mais especificamente na campanha Forgotten Realms, este filme narra as aventuras de Edgin Darvis, um bardo que se encontra emprisionado com a bárbara Holga Kilgore. O primeiro acto introduz a premissa principal, descrevendo os eventos que levam ao seu aprisionamento, após uma traição de Forge Fitzwilliam e da sua estranha mágica, Sofina.

O humor é uma componente relevante neste filme, que combina ação com alguns elementos característicos do jogo de tabuleiro, adicionando a realização de missões paralelas, com o objetivo de adquirir artefactos que aumentam a probabilidade de sucesso. Após o recrutamento de Simon Aumar (feiticeiro) e Doric (druida elfa), a equipa fica completa e preparada para entrar em Neverwinter e derrotar Forge, com o intuito de resgatar a filha de Edgin.

É importante salientar o inevitável desenvolvimento de personagens, com foco nas suas fraquezas e medos, que serão fundamentais para a obtenção do Elmo da Disjunção, um elemento crucial para o sucesso desta demanda épica. Adicionalmente, vamos conhecer o passado de Darvis como um membro dos Harpers e a lenda de Xenk Yendar, um paladino que será fundamental na viagem até Underdark e a consequente batalha com Themberchaud, um lendário dragão vermelho.

O terceiro e derradeiro acto ocorre na arena dos High Sun Games, em Neverwinter, em que a equipa terá de derrotar uma poderosa maga necromante (sem spoilers). Ao bom estilo de D&D, os artefactos adquiridos são fundamentais para o sucesso nesta batalha, garantindo um final satisfatório e com o humor característico desta aventura.

No global, Honor Among Thieves proporciona diversão e entretenimento, com alguns momentos de fan-service, dos quais destaco a referência a Baldur’s Gate e o cenário de Neverwinter, que me traz memórias da minha adolescência.

No entanto, parece-me justo salientar que se trata do típico filme pipoca, que faz sentido numa tarde de domingo, num sofá, com a companhia da família.

Mediano
68%

Dragon’s Dogma

Esta ONA (original net animation) é baseada no jogo da CAPCOM e leva-nos ao mundo de Gransys, onde conhecemos Ethan, a sua mulher e Louis, um jovem órfão, que vivem nas montanhas. O primeiro episódio apresenta-nos a história triste de Ethan, que perde a sua família, após a cidade ser atacada por um dragão. Adicionalmente, o seu coração é removido, dando início a uma maldição que vai alimentar a narrativa desta série.

Ethan é ressuscitado por Hannah, uma Pawn, convertendo-se num Arisen, cujo objetivo é matar o dragão e manter um ciclo mágico que ocorre há várias eras. Os sete episódios seguintes de Dragon’s Dogma acompanham as aventuras de Hannah e Ethan, representando os sete pecados mortais, algo que será fundamental para o desfecho desta aventura.

Ao longo da série, o sobrenatural é uma constante, com a presença de goblins, griffins, hydras, lich e até um vampiro. A animação e o casting é competente, mas não consegue transportar-me para este universo mágico, em que os humanos tentam ultrapassar um cenário em que as probabilidades de sucesso são extremamente reduzidas.

Confesso que o desfecho, na Tainted Mountain, é o ponto alto da série, que no global, consegue ser interessante mas pouco memorável. Em conclusão, apesar de não conseguir recomendar este projeto de Shinya Sugai, fica a menção a mais uma adaptação da CAPCOM, que continua a ter em Resident Evil a sua franquia mais forte em termos de animação.

Game of Thrones T.5

A obra prima de George R.R. Martin regressa em toda a sua glória, com várias narrativas de interesse, das quais destaco a ascensão de Jon Snow, a viagem de Tyrion e Varys, a transformação de Arya e a mudança de poder no Norte, com traições no seio do clã Bolton.

Esta temporada adapta material dos livros A Feast for Crows e A Dance with Dragons, adicionando igualmente conteúdo original, sobretudo ao nível do desenvolvimento de algumas personagens. Jon Snow toma uma decisão inesperada, permitindo que os Selvagens entrem para a zona interior da Muralha, na tentativa de angariar forças para combater o Exército dos Mortos.

Stannis Baratheon marcha para Winterfell, com a convicção que derrotará os Bolton mas rapidamente se apercebe que a sua viagem será longa e repleta de desafios. Em King´s Landing, uma ordem religiosa, conhecida por Sparrows, vai ganhar força e instituir a Faith Militant, que lhes permite controlar o Povo e julgar os membros da Nobreza, com destaque para Cersei Lannister, Margaery e Loras Tyrell.

Noutro continente, continua a luta de Daenerys para garantir que a escravatura termina mas a resistência dos Sons of the Harpy coloca-a em perigo real. Durante as diversas batalhas, Grey Worm é gravemente ferido e Selmy assassinado, abrindo caminho para Tyrion e Varys, que conseguem rapidamente colocar um plano em movimento para ajudar a sua nova Rainha.

Finalmente, no Norte, Lady Sansa consegue escapar das garras de Ramsay, graças à proteção de Brienne e Podrick, iniciando uma longa viagem para a Muralha, com o objetivo de pedir auxílio a Jon Snow. O ponto mais marcante desta temporada está reservado para os dois últimos episódios, em que ocorre uma enorme traição, que leva à morte de Jon Snow, criando um enorme cliffhanger para a  sexta temporada.