Monster Hunter: Legends of the Guild

A CAPCOM continua a produzir filmes de animação baseados nas suas franchises mais populares. Legends of the Guild é realizado por Steve Yamamoto e conta a aventura de Aiden, um jovem caçador que tenta salvar a sua aldeia de um dragão ancião.

O universo de Monster Hunter incorpora uma lógica de fantasia, ao bom estilo do jogo, que é um dos RPG mais populares da última década. Vamos conhecer Julius, Lea, Nadia e Ravi, caçadores consagrados, que por motivos distintos, carregam um fardo emocional que será partilhado ao longo  dos 58 minutos de duração desta aventura.

Não tenho qualquer ligação aos jogos, pelo que vou focar-me exclusivamente na qualidade desta adaptação. Está longe de ser brilhante e o estilo de animação é CGI, algo que não me agrada particularmente. Confesso que tenho alguma dificuldade em lidar com a ausência de sincronismo entre o audio e o movimento dos lábios das personagens, algo que tem sido recorrente nos projetos mais recentes da CAPCOM.

A narrativa é simples mas envolvente, focando-se no desenvolvimento de Aiden, que vai lentamente evoluindo na difícil missão de caçar monstros. Diria inclusivamente que este é o ponto mais alto de Legends of The Guild, que consegue replicar a experiência do jogo, mais especificamente a evolução da personagem criada.

Caso sejam subscritores de Netflix, fica a sugestão de investir uma hora do vosso tempo em Monster Hunter, que consegue proporcionar entretenimento em quantidade aceitável.

Voltron Legendary Defender T.7

A sétima temporada acompanha a viagem de regresso ao planeta Terra, com alguns episódios secundários, focados no desenvolvimento de personagens e da própria narrativa.

A coexão da equipa é testada constantemente e o trabalho de equipa será fundamental em episódios como Garfle Warfle Snick e The Road Home. Ao longo desta temporada, a equipa vai sendo fragmentada (sem spoilers), com o intuito claro de manter a rebelião activa.

Finalmente, a equipa alcança a Via Láctea, apenas para verificar que o planeta foi conquistado pelos Galra, que montaram uma armadilha no sentido de capturar Voltron e utilizar o seu poder para dominar o Universo.

Na minha opinião, esta é a melhor fase da série desde as temporadas iniciais, com destaque para os episódios dedicados à resistência terrestre, que é liderada por Samuel Holt. Com a inclusão da tecnologia Alteana, é possível a criação da Atlas, uma nave muito semelhante ao Castle of Lions, que foi destruído na temporada 6.

Há igualmente um desenvolvimento significativo de personagens e das raízes dos diversos membros da equipa, lançando algumas ideias interessantes para a oitava temporada.

Gantz

Kei Kurono é um adolescente que apresenta as inseguranças e o interesse pelo sexo oposto típico da sua idade. No entanto, tem uma atitude passiva e despreocupada, algo que contrasta com a sua postura enquanto criança.

Um dia, reencontra no metro um amigo de infância,  Masaru Kato, envolvendo-se numa tentativa de salvar a vida a um sem-abrigo, que caiu na linha. Tudo corre da pior forma possível, originando a morte de ambos.É desta forma que somos introduzidos a Gantz, uma estranha esfera negra, que coloca humanos aparentemente falecidos num cenário de batalha, em que necessitam de matar alienígenas para garantir o seu regresso ao mundo dos vivos.

A premissa é no mínimo intrigante, colocando uma série de estranhos,  que passaram pela mesma experiência de morte, num cenário em que necessitam de cooperar para alcançar o objetivo do jogo.

Ao bom estilo nipónico, existe uma influência gigante da cultura pop, aliado a conteúdos claramente sexuais, que convertem as duas temporadas de Gantz numa experiência diferente, mas que claramente não é para todos os gostos. São explorados inúmeros dilemas morais, que colocam os nossos heróis em situações de stress máximo, com uma pitada de humor constante.

Gosto particularmente das cenas de batalha, com imprevistos constantes e sobretudo do desenvolvimento de personagens,. que terão de lidar com a perda e, em muitos casos, realizar o sacrifício máximo. O  anime não explora tanto o universo Gantz como a manga, mas partilha as premissas necessárias para que consigamos compreender as regras do jogo e ansiar pelo sucesso da equipa de humanos.

Caso sejam assinantes do Netflix, sugiro que deem uma oportunidade à obra de Hiroya Oku, que foi adaptada para anime por Ichiro Itano.