Monster Hunter

Um dos meus dark horse para 2021 foi esta adaptação de mais um clássico da CAPCOM. Tendo em conta o género e a sua fraca taxa de sucesso, optei por entrar com expectativas muito baixas para este projeto.

A adaptação é extremamente livre e foca-se na Capitã Artemis, uma capitã dos Rangers que está numa missão de salvamento das Nações Unidas. Uma estranha tempestade transporta a sua equipa para outro planeta ou dimensão, apelidada de New World, em que estranhas criaturas estão no topo da cadeia alimentar.

O primeiro acto é repleto de ação e mostra a dizimação dos Rangers, cujos sobreviventes acabam por ser aprisionados por uma clã Nerscylla, que são essencialmente gigantescas aranhas. Paralelamente, somos introduzidos a outro sobrevivente deste planeta, que, de forma relutante, acaba por formar uma parceria improvável com a Capitã Artemis, no sentido de derrotar Diablos, um estranho monstro que habita nas areias do planeta.

Monster Hunter, na minha opinião, não consegue ocupar aquela posição de guilty pleasure, apesar do terceiro acto estar repleto de ação. Diria que a adaptação não favorece a narrativa, tornando a experiência algo monótona e com poucos momentos em que nos identificamos com as personagens. Adicionalmente, o CGI em alguns pontos é francamente terrível, o que faz pouco sentido face ao orçamento de 60 milhões.

O acto final introduz Gore Magala e Wyvern, numa batalha épica na Sky Tower, em que os nossos heróis tentam derrotar o monstro e garantir que a Capitã Artemis regressa ao seu planeta.

Existem algumas cenas “típicas” de Paul W.S. Anderson, que tentam lançar a premissa para uma sequela, que não vai garantidamente ocorrer, face ao terrível resultado de bilheteira. Milla Jovovich, Ron Pearlman e Tony Jaa não são motivo suficiente para tornar este filme numa experiência agradável e que consiga recomendar. Confesso que as minhas apostas para 2021 se revelaram verdadeiras desilusões, mas acredito que este mês o cenário pode ser bem diferente.

Mediano
60%

Monster Hunter: Legends of the Guild

A CAPCOM continua a produzir filmes de animação baseados nas suas franchises mais populares. Legends of the Guild é realizado por Steve Yamamoto e conta a aventura de Aiden, um jovem caçador que tenta salvar a sua aldeia de um dragão ancião.

O universo de Monster Hunter incorpora uma lógica de fantasia, ao bom estilo do jogo, que é um dos RPG mais populares da última década. Vamos conhecer Julius, Lea, Nadia e Ravi, caçadores consagrados, que por motivos distintos, carregam um fardo emocional que será partilhado ao longo  dos 58 minutos de duração desta aventura.

Não tenho qualquer ligação aos jogos, pelo que vou focar-me exclusivamente na qualidade desta adaptação. Está longe de ser brilhante e o estilo de animação é CGI, algo que não me agrada particularmente. Confesso que tenho alguma dificuldade em lidar com a ausência de sincronismo entre o audio e o movimento dos lábios das personagens, algo que tem sido recorrente nos projetos mais recentes da CAPCOM.

A narrativa é simples mas envolvente, focando-se no desenvolvimento de Aiden, que vai lentamente evoluindo na difícil missão de caçar monstros. Diria inclusivamente que este é o ponto mais alto de Legends of The Guild, que consegue replicar a experiência do jogo, mais especificamente a evolução da personagem criada.

Caso sejam subscritores de Netflix, fica a sugestão de investir uma hora do vosso tempo em Monster Hunter, que consegue proporcionar entretenimento em quantidade aceitável.

Andromeda T.2

A luta com os Magog encontra-se ao rubro e a tripulação tenta ultrapassar as mazelas psicológicas resultantes da batalha na WorldShip. Torna-se imperativo preparar a Galáxia para uma batalha cruel e sangrenta, que deverá ocorrer num período de três anos.

Esta é a premissa principal da segunda temporada, que continua a apresentar uma tripulação com segundas intenções, aliada a uma narrativa que nos apresenta os Caldarens e que coloca a equipa em diversas aventuras.

Grande parte dos episódios são ao bom estilo “monster of the week”, embora exista a preocupação de nos manter informados acerca da evolução da CommonWealth e do avanço dos Magog. Mas na minha opinião, a melhor parte é o aparecimento de uns estranhos guerreiros, que aparentam ser do futuro, que pretendem sabotar os planos do Capitão Hunt.

No global, gostei desta segunda temporada, que flui a um ritmo bastante consistente, com uma narrativa focada nos eventos relacionados com os Magog. Os últimos dois episódios abrem espaço para mudanças profundas, que me deixam entusiasmado para o que se segue.