Cosmic Ghost Rider: Baby Thanos Must Die

Este arco narrativo contém os cinco volumes iniciais de Thanos Legacy e apresenta-nos um Frank Castle consumido pela dor. O facto de ter sido recompensado com uma estadia em Valhalla não  fez qualquer diferença nas suas convicções, o que leva a uma decisão inesperada de Odin.

Essencialmente, o All Father propõe devolver os poderes de Ghost Rider a Frank, colocando-o em qualquer momento da História à sua escolha. A escolha recai em Titan, numa era em que Thanos é ainda uma criança, no sentido de alterar drasticamente o seu futuro. Após utilizar o Penance Stare na criança e confirmar a inexistência de pecados, Frank torna-se no mentor de Thanos, levando-o para Markus-Centauri, um planeta que à primeira vista aparenta não ter qualquer significado.

Após uma sequência hilariante num bar, um velho conhecido chega ao planeta, no sentido de o consumir. Segue-me um diálogo épico entre Ghost Rider e Galactus, que resulta na intenção de destruir Thanos, algo que Frank discorda. É nesta altura que somos confrontados com as alterações na linha do tempo, resultantes das escolhas realizadas. Uatu, the Watcher aparece igualmente para testemunhar a “pior decisão do universo”, algo que nos é revelado algumas páginas mais tarde.

Uma versão alternativa dos Guardiões da Galáxia viaja no tempo para eliminar Thanos, o que origina uma batalha colossal, com a  vitória de Cosmic Ghost Rider. E com base no resultado desta batalha, é criada uma nova versão de Thanos, que surge com o traje típico de Punisher, num dos momentos altos do livro.

O acto final desta narrativa mostra-nos o futuro criado por Thanos, que permanece um  ditador. Ficamos igualmente a saber que Frank Castle foi assassinado por Thanos, precisamente por discordar das suas ações. E é nesta altura que temos a batalha final entre “Pai” e “Filho”, que culmina com a derrota do Mad Titan.

A premissa principal desta narrativa  é a tentativa frustrada de Frank, em redimir-se dos seus pecados, levando à inevitável aceitação de que Thanos será sempre um vilão, independentemente das escolhas realizadas. Baby Thanos Must Die é, na minha opinião, uma história divertida, que pode interessar a fãs de Ghost Rider, assim como aos seguidores mais acérrimos do trabalho de Donny Cates.

The Amazing Spider-Man Omnibus Vol.1

A minha introdução à banda desenhada começou na minha adolescência, mais especificamente nas bancas do passadiço da Costa da Caparica, onde comprava livros usados de Spider-Man, X-Men e Avengers. Com o avançar dos anos regressou algum saudosismo, que, em conjunto com a minha faceta de colecionador criou as condições necessárias para adquirir omnibus, que são essencialmente edições de coleccionador que compilam dezenas de capítulos de BD.

Hoje vou falar-vos do primeiro volume de Spider-Man, de 1962, que foi criado pelo fantástico trio de Stan Lee, Jack Kirby e Steve Ditko. Estamos perante 1088 páginas, que abrangem os primeiros 38 capítulos  e algumas histórias complementares. A arte é excelente, como seria de esperar mas fica desde já o alerta para a densidade de texto, que pode afastar os leitores que estão mais habituados a livros modernos.

Dito isto, é uma experiência interessante, sobretudo para quem é fã de Peter Parker. Contem com a dificuldade de conciliar a vida pessoal com a de super-herói, o que afecta irreversivelmente a  sua relação com Betty Bryant. Para além disso, há um foco inicial na rivalidade com Flash Thompson e a saúde debilitada de Aunt May.

Como seria expectável, este omnibus compila inúmeras primeiras aparições de vilões, com destaque para The Vulture, Tinkerer, Doc Octopus, Sandman, Lizard, The Living Brain, Green Goblin, Scorpion, Kraven e os Sinister Six. Acompanhamos igualmente a transição de Peter para a Universidade, que serve de ponte para a introdução de Gwen Stacy na narrativa.

Outro ponto interessante é o facto de Mary Jane Watson ter a sua primeira aparição neste omnibus, embora nunca seja visível a sua face. A parte mais cómica é a sucessão de eventos, que impossibilita Peter de conhecer aquela que será a personagem mais marcante da sua vida amorosa. Para terminar, quero destacar a presença de JJ Jameson, outra referência incontornável desta série e que consegue estabelecer uma relação de amor-ódio com o leitor.

Em conclusão, diria que esta é uma coleção direcionada aos fãs da origem de Spider- Man. Conforme mencionei, há muito diálogo, em que obtemos a informação detalhada dos planos dos vilões, ao bom estilo dos anos 60 e 70. Pessoalmente, gostei da experiência, embora tenha noção que os primeiros capítulos são lentos e repetitivos. Mas convido-vos a experimenter a leitura em formato digital e formar a vossa opinião. Garanto que a partir do capítulo 15 a ação melhora significativamente e vão ficar agradavelmente surpreendidos com a qualidade deste omnibus.

Injustice: Gods Among Us Omnibus Vol.1

Em 2013 fomos presenteados com um fighting game, que combina inúmeras personagens do Universo DC com uma narrativa assente na batalha épica entre duas visões distintas, em que o Bem e Mal se confundem facilmente.

O sucesso comercial deste título originou igualmente o lançamento de BD específica, que sem surpresa, converteu-se num sucesso de vendas. Estou claro a falar de Injustice, que nos retrata uma realidade em que o Super-Homem perdeu (quase) tudo o que o humanizava, seguindo por um caminho bem diferente daquele a que estamos habituados.

Conforme referi no primeiro parágrafo, o que me agrada nesta história é o facto da linha entre o Bem e Mal ser ténue. Existem duas facções, lideradas por Batman e Super-Homem, que recorrem a tácticas pouco heróicas, mas que visam alcançar o bem maior. E é precisamente nessa contradição que ocorrem batalhas épicas, mortes sangrentas e traições constantes.

O omnibus contém os três primeiros anos de histórias, num total de 1104 páginas, em que vamos acompanhando a evolução desta guerra, que passa rapidamente de planetária a intergalática. Inevitavelmente teremos a adição do Green Lantern Corps e do inevitável Sinestro, que se alia ao Super-Homem pelos piores motivos possíveis.

Preparem-se para inúmeras mortes (de super-heróis) e jogo duplo constante de vários elementos, numa narrativa fluida, repleta de painéis vibrantes e que nos cativa a atenção muito facilmente.

Se tiverem oportunidade de encontrar um exemplar físico, recomendo vivamente a aquisição, embora esteja neste momento OOP (out of print). O segundo volume já está igualmente disponível e faz sem dúvida parte das minha recomendação em termos de omnibus.