Os Filmes de 2018

Este ano promete ser épico em termos de cinema, pelo menos para mim. São inúmeros os filmes que aguardo com antecipação, mas a lista que se segue representa os que mais me entusiasma. A viagem inicia-se a 16 de Fevereiro, data em que chega ao grande écran um dos mais recentes heróis da Marvel, Black Panther, numa aventura que nos levará a Wakanda, após a morte do Pai de T’Challa.

Um mês mais tarde, Lara Croft está de regresso, num reboot cinematográfico que vai acompanhar os jogos da Crystal Dynamics e que me aguçou a curiosidade. Ainda em Março, temos para mim o filme mais esperado do ano: Ready Player One, baseado na obra de Ernest Cline. Trata-se de um dos meu livros preferidos e o facto de estar a ser realizado por Spielberg é a cereja no topo do bolo.

Dia 4 de Maio chega-nos a primeira parte de Infinity Wars, naquele que será sem dúvida uma das aventuras mais épicas da Marvel e que espero estar à altura das minhas (elevadas) expectativas. Ainda no decorrer de Maio, mais concretamente dia 25, chega-nos Han Solo, um filme que tem passado por inúmeras alterações e que sinceramente me causa imensa preocupação. No entanto, resolvi dar-lhe uma oportunidade e espero ficar agradavelmente surpreendido.

Dia 1 de Junho marca o regresso de Deadpool, num filme que conta com a presença de Cable, ficando o papel de vilão a cargo de Domino, uma mutante com capacidades telecinéticas. No dia 2, temos igualmente o regresso de The Incredibles, um dos meus filmes preferidos de animação da última década. Para terminar Junho em grande, chega-nos Jurassic World: Fallen Kingdom, que conseguiu manter os actores principais e garantir o regresso do enorme Jeff Goldblum.

Julho começa com a sequela de Ant-Man, que vai finalmente juntar-se com Wasp, algo que pode vir a ser muito interessante em termos cinematográficos. Seguem-se alguns meses de acalmia, que serão quebrados em Outubro, com a chegada de Venom, interpretado por Tom Hardy e que pode vir a ser uma agradável surpresa.

Ainda no universo da Marvel, temos a 2 de Novembro X-Men: Dark Phoenix, baseado nos comics e que nos vai apresentar o Hellfire Club e a face mais obscura da nossa heroína. No final de Novembro, mais um regresso: Ralph Breaks the Internet, a esperada sequela de Wreck it Ralph, que conta com a presença de Vanellope von Schweetz, Fix-It Felix e a Sargento Calhoun.

No final do ano, temos finalmente o filme a solo de Aquaman, que conta as aventuras do Rei da Atlântida e que acredito possa vir a ser um dos melhores projectos da DC. Para terminar, deixo-vos os meus dark horses para 2018: Extinction, que estreia a 26 de Janeiro e que pode vir a ser um filme marcante no género de ficção científica. Mantendo o género, destaque igualmente para Annihilation (23 Fevereiro), que nos apresenta uma equipa de cientistas femininas que se vai aventurar na zona conhecida por Area X, para explicar os misteriosos desaparecimentos que aí ocorrem.

Por último, temos o filme de Predador, que estreia a 3 de Agosto e que será realizado por Shane Black, um dos actores do filme original. E já vos disse que este projecto conta com Olivia Munn e Boyd Holbrook?

Em suma, estes são os maiores destaques para o ano em curso, sendo que esta lista é direccionada para os meus gostos pessoais. Gostaria, como sempre, de ouvir a vossa opinião e recomendações.

Top 5 – 2017

O ano de 2017 foi excelente em termos cinematográficos, com o lançamento de vários projectos marcantes. Para manter a tradição, partilho as minhas escolhas, que são sustentadas pelas minhas preferências pessoais. Aproveito apenas para deixar uma menção honrosa a três filmes que ficam de fora, mas que recomendo sem hesitação: Wonder-Woman, John Wick 2 e Life.

Peço-vos que fiquem atentos ao blog, porque em breve estará disponível a minha previsão para 2018. Sem mais demoras, eis os meus cinco filmes preferidos do ano. Caso discordem, sugiro que partilhem a vossa opinião e escolhas para iniciarmos um debate construtivo.

Star Wars – The Last Jedi

The Force Awakens marcou o ressurgimento da franchise, com um enorme fan service mas que manteve uma ligação sentimental às suas origens. Como tal, fazendo jus ao equilíbrio da Força, The Last Jedi marca precisamente a mudança, com o abandonar da maioria dos dogmas que cultivámos durante as últimas quatro décadas.

Entrei na sala com um nível de expectativa moderado, face ao ruído que o Universo Star Wars cria. Confesso que há muito de positivo nestas duas horas e meia de filme, dos quais destaco a poderosa interpretação de Mark Hamill, a evolução de Kylo Ren e a passagem de testemunho de liderança da Resistência.

E esta é a fase em que vou começar a dar spoilers, pelo que sugiro que prossigam à vossa responsabilidade.

A missão de Rian Johnson era complexa, dado que era necessário romper com o passado e dar início à nova geração de heróis e vilões. A narrativa é dividida em várias mini-histórias, em que acompanhamos a missão de Finn e Rose, a luta pela sobrevivência da Resistência e o treino de Rey.

Há uma preocupação em desenvolver as personagens principais, dando a conhecer um pouco mais da sua história, fundamental para este filme e para o final da trilogia, que estreará em 2019. No entanto, existem falhas, nomeadamente com a personagem de Leia, que na minha opinião deveria ter realizado o derradeiro sacrifício que fica encarregue à Almirante Holdo, numa das cenas mais marcantes de todo o universo Star Wars.

Gostaria igualmente de ter recebido mais informação sobre as origens do Líder Supremo Snoke, para confirmar se é de facto o mítico Darth Plagueis. Sejamos honestos, onde estão as lutas de sabres de luz? E seria mesmo necessário aquela utilização da Força por parte da Comandante Leia Organa?

Nalguns pontos, a narrativa é algo previsível e retira inspiração em eventos da trilogia original, mas apresenta uma base sólida e dá espaço à nova geração para crescer e suportar esta franchise. Mark Hamill é fenomenal como Luke Skywalker, elevando o filme a um nível diferente sempre que está presente. BB8 continua a ser um digno sucessor de R2D2 e Chewbacca complementa muito bem estas referências originais que servem de farol para os fãs da faixa etária mais elevada.

Lamentavelmente o desaparecimento de Carrie Fisher cria uma necessidade de mudança para o derradeiro filme, dado que a ideia original consistia em criar uma trilogia em torno das personagens de Han Solo, Luke Skywalker e a Princesa Leia, respectivamente. Tendo em conta que está confirmado que não será utilizado CGI para recriar a personagem, o guião terá de sofrer algumas mudanças, o que me deixa algo curioso face à forma como termina The Last Jedi.

As minhas primeiras palavras após os créditos finais foram “este filme é difícil”, dado que marca claramente o fim de um Era, simbolizado na perfeição pelo diálogo final entre Kylo Ren e Luke Skywalker. Estamos perante o melhor filme da nova trilogia, carregado de simbolismo e carga emocional que vai claramente dividir os fãs. Pessoalmente, estou entusiasmado com a aventura que se segue mas mantenho algum cepticismo face a algumas das decisões.

(serei apenas eu a considerar aquela cena final como um teaser para a trilogia futura?)