Annihilation

Este filme faz parte da minha lista para 2018, mas ao contrário do expectável, acabou por ser disponibilizado em Portugal via Netflix, em detrimento da sala de cinema. A narrativa é uma adaptação da Trilogia Southern Reach, escrita por Jeff VanderMeer, em 2014 e que ganhou inúmeros prémios.

Vamos acompanhar a expedição de uma equipa de cientistas, lideradas por Jennifer Jason Leigh, a um fenómeno apelidado de Shimmer, que tem efeitos estranhos na fauna e flora local, assim como no ADN humano. O epicentro é um farol, que se encontra próximo da costa e é precisamente esse o destino da equipa. Para complicar, ficamos a saber que todas as tentativas anteriores, resultaram em alucinações, demência e consequente morte.

A excepção é o Sargento Kane, marido da Dra. Lena (Natalie Portman), único sobrevivente da derradeira expedição militar, mas que se encontra em estado crítico. Todos os elementos da equipa têm motivações distintas para embarcar nesta missão, que é considerada por muitos como suicida. Annihilation é um filme poderoso, que nos coloca questões a nível psicológico e metafísico, desafiando o espectador a tirar as suas próprias conclusões.

As interpretações são muito consistentes e os efeitos especiais e fotografia são dignas de registo, aliadas a um sentimento constante de insegurança e aventura. Confesso que não é um filme fácil de digerir mas tem o potencial para se tornar numa referência de culto para o género.

Alex Garland realiza de forma muito inteligente esta adaptação, que se foca essencialmente em apresentar dados e cenários, que podem ser interpretados de forma distinta pelos espectadores. E esse tipo de interação é cada vez menos frequente nos dias que correm. Recomendo Annihilation para todos os fãs de ficção científica e thrillers psicológicos.

Como sempre, convido-vos a partilhar a vossa opinião utilizando a caixa de comentários abaixo.

Black Panther

Após uma curta aparição em Civil War, vamos conhecer a história do Príncipe T’Challa e a sua ascensão ao trono. A narrativa retoma o atentado que vitimou o seu Pai, o rei T’Chaka e apresenta-nos Wakanda em todo o seu esplendor.

Confesso que sempre considerei fascinante o conceito da nação mais poderosa e tecnologicamente mais evoluída do Mundo optar por se “camuflar” no continente africano, como um país de agricultores.

Mas passemos à minha opinião. Black Panther consegue ter quatro actos bem definidos, que nos apresentam na perfeição os heróis e vilões, assim como as suas motivações. Como é habitual, vou manter este texto livre de spoilers, mas realço uma narrativa muito dinâmica, com fortes referências culturais, que aposta numa banda sonora apropriada e no humor típico que tem marcado os últimos projectos da Marvel.

Paralelamente, vamos conhecer a “fonte” do poder de Black Panther, mais concretamente as ervas em formato de coração, que terão um papel relevante no desfecho desta primeira aventura. O casting é francamente soberbo, com destaque para Michael B Jordan, Andy Serkis, Lupita Nyong’o, Letitia Wright e Danai Gurira.

A simbiose entre a componente tecnológica e ancestral é alcançada na perfeição, fazendo de Black Panther um dos melhores filmes da Marvel dos últimos anos. Nota de destaque para os efeitos especiais e para as excelentes coreografias de luta.

Para terminar, recomendo vivamente a ida ao cinema e, como sempre, convido-vos a partilhar a vossa opinião acerca deste tema.

Killing Gunther

Arnold Schwarzenegger é o nome mais sonante do elenco de Killing Gunther, um filme absolutamente hilariante e que tem um enredo improvável. A premissa assenta na lógica de eliminar Gunther, o maior assassino profissional de todos os tempos. Para tal, Blake vai reunir uma equipa, composta por peritos em explosivos, informática e venenos raros. Para documentar toda a operação, resolve contratar uma equipa de filmagens, que os acompanham nesta aventura.

O primeiro objetivo é identificar Gunther, que é um perfeito desconhecido para todo o Mundo. A missão revela-se complexa, sendo frequentemente frustrada, até um encontro em que a equipa parece ter ferido a perna deste assassino fantasma. Seguem-se uma série frenética de eventos, completamente surreais, que terminam com a morte de alguns membros da equipa e que lança Blake num estado de desespero completo.

É nessa fase que a narrativa se foca no desenvolvimento de personagens, mostrando os verdadeiros motivos que levam à criação da equipa. Sem colocar spoilers, posso acrescentar que as cenas de ação estão muito bem conseguidas e que Schwarzenegger tem uma interpretação fantástica como Gunther.

Não esperem  algo memorável mas tenho a certeza que ficarão surpreendidos com este filme, que é realizado por Taran Killam, que interpreta igualmente a personagem de Blake, o líder da equipa. Aguardem por uma cena final pós-créditos, que responde a uma questão pertinente.