Wonder Woman

Com o aproximar da estreia de Justice League, a minha apreensão aumenta, fruto de projectos pouco conseguidos e inexistência de filmes que nos apresentem os restantes membros da equipa. A minha derradeira esperança residia em Gal Gadot, que me impressionou nos poucos minutos em que entrou no filme Batman vs Superman.

Wonder Woman conta-nos a história de Diana, a Princesa de Themyscira e a sua necessidade de combater Ares, libertando a Humanidade para uma nova era de paz. Começamos por viajar até aos primórdios da infância da nossa heroína, do treino que recebe por parte de Antiope e da relação que mantém com a sua mãe, a Raínha Hippolyta.

As cenas na Ilha são soberbas, demonstrando côr e beleza, que contrasta com tudo o que se passa ao redor da mesma. Gostei francamente do primeiro acto, que faz uma introdução relevante e focada no que vai suceder a partir desta fase. Decorre a Primeira Grande Guerra Mundial e durante uma perseguição com os alemães, o avião do Capitão Steve Trevor é abatido, caindo dentro da barreira que protege a Ilha.

Após ser resgatado por Diana, e em seguimento de uma batalha na praia, as amazonas derrotam os invasores alemães, embora sofram baixas importantes. Trevor possui informações confidenciais que podem derrotar o inimigo e a nossa heroína parte com ele para Londres, com o objetivo de ir para a frente da guerra e derrotar Ares, o Deus da Guerra.

A introdução de Diana ao mundo do Homem é hilariante, proporcionando momentos épicos. As cenas de acção estão muito bem coreografadas e as personagens de Sameer, Charlie e The Chief são um bom complemento à equipa. Do lado dos vilões, gostei particularmente de Dr. Maru e Ludenforff, embora a batalha final esteja longe de ser brilhante.

Para terminar, é importante salientar que Wonder Woman é o melhor filme da DC desde a trilogia de Nolan. O casting, o guião e sobretudo a interpretação de Gadot e Pine são fantásticas, catapultando o filme para um nível elevado. Resta saber se será suficiente para tornar a Liga da Justiça em algo interessante.

Alien Covenant

A narrativa decorre em 2104, dez anos após os eventos de Prometheus, a bordo da nave colonizadora Covenant, que se encontra numa viagem de sete anos para Origae-6. A cena introdutória é muito interessante, destacando a personalidade de David, que demonstra pouca propensão em servir Peter Weyland, o seu criador.

Rapidamente, somos catapultados para o espaço sideral, onde uma explosão de neutrinos danifica significativamente a nave, matando o Capitão Branson no processo, que se encontrava em pleno sono criogênico. Assim sendo, Oram passa a assumir as funções de liderança e opta por responder a um estranho sinal que tem como origem um planeta inexplorado mas que tem potencial para colonização. A decisão é aceita pela tripulação, que demonstra pouca vontade em regressar ao estado de sono criogênico, com excepção do primeiro imediato, Daniels, que alerta para potenciais perigos.

Após uma aterragem complicada, a equipa divide-se em dois grupos, que tem como missão explorar e garantir que o planeta tem condições para ser habitável. Dois dos elementos são rapidamente contaminados por um agente tóxico, iniciando uma série de eventos que vai terminar em várias baixas e a explosão da nave.

Os sobreviventes acabam por ser resgatados por David, que se encontra no planeta desde os eventos de Prometheus. Ficamos a saber que a Dra Elisabeth Shaw faleceu na aterragem e que existiu um acidente, onde foi libertado o agente tóxico para a superfície, que está coberta de esporos.

Sem colocar spoilers, vamos ter batalhas com os xenomorfos e uma luta pela sobrevivência, em que nem tudo parece ser o que é. Covenant está longe de ser brilhante, padecendo de uma narrativa algo previsível e que pouco acrescenta ao universo Alien, sendo francamente inferior a Prometheus.

John Wick 2

Confesso que o primeiro filme me apanhou completamente de surpresa, tornando-se num “instant classic”. Nesta sequela, acompanhamos a vida de John, quatro dias após os eventos da aventura original.

A primeira cena é absolutamente soberba, elevando Wick a uma categoria de badass que está somente reservada a Deuses como “John McClane, Dirty Harry ou John Rambo”. Depois dessa descarga inicial de testosterona, temos a premissa da narrativa: o pagar de uma promessa (marker) feita a um Mafioso, de nome Santino D’Antonio.

John é forçado a assassinar a líder da Camorra, que é irmã de D´Antonio, para evitar que o código de honra seja quebrado, o que colocaria a sua cabeça a prémio. Escusado será dizer que o vai fazer sem grande dificuldade, ficando reservado o resto do filme para a sua vingança, que assume proporções ÉPICAS.

Gostei francamente de rever Keanu Reeves e Laurence Fishburne a trabalhar em conjunto, assim como a presença de Common (Cassian) e Ruby Rose (Ares), que são dois dos antagonistas mais ferozes de John Wick 2.

Contem com cenas over the top, sempre com a serenidade habitual do nosso anti-herói, que parece ser imune a balas ou tentativas de assassinato. A sua relação com Winston, o gerente responsável pelo Hotel Continental, é igualmente abordada, sendo muito interessante a cena final, em que John fica a saber que foi banido do Hotel, por ter quebrado o código de conduta (sem spoilers).

Nessa altura, é lançado o enquadramento para o terceiro filme, com Wick a fugir por Nova Iorque, na companhia do seu fiel cão, após dizer a Winston o seguinte:

“Tell them, tell them all, whoever comes, whoever it is, I’ll kill them, l’ll kill them all…”