Lego Batman Movie

Após uma participação memorável em The Lego Movie, Batman está de regresso para uma aventura exclusivamente dedicada a Gotham City e ao melhor detective do Mundo. A narrativa apresenta-nos um Bruce Wayne perfeitamente confortável no seu papel de herói solitário, sem necessidade de ligações emocionais de qualquer tipo.

A acção inicia-se com uma batalha épica, em que vários vilões se unem sob a liderança do inimitável Joker, na tentativa de conquistar a cidade. Escusado será dizer que Batman supera este desafio mas comete o erro de minimizar os seus inimigos, que acabam por se entregar ás autoridades, com o objetivo de serem enviados para a Zona Fantasma, onde poderão libertar os mais perigosos vilões da História.

Paralelamente, Bruce vai adoptar um jovem orfão (Dick Grayson), que se vai converter no seu parceiro na luta contra o crime. Outro ponto de interesse da narrativa é a reforma do Comissário Gordon, que é substituído pela sua filha, Barbara, que pretende uma parceria distinta entre as forças policiais e Batman.

Estamos perante um excelente filme, com um casting soberbo e que consegue equilibrar os momentos cómicos com a cultura geek. O leque de inimigos libertados pela zona fantasma é fenomenal, com destaque para os Daleks, Sauron, Agent Smith, Voldemort e King Kong. A banda sonora é igualmente digna de registo, num projecto que no global é soberbo.

Recomendo vivamente que invistam 104 minutos neste filme, que tem o selo de qualidade do Portal Pessoal.

Life

Daniel Espinosa é o realizador deste filme de ficção científica, que nos apresenta a descoberta da primeira forma de vida em Marte. A acção decorre na Estação Espacial Internacional, onde vamos acompanhar a recolha da sonda proveniente do planeta vermelho e os primeiros testes ao organismo multi celular.

O entusiasmo a bordo é contagiante, sobretudo a partir do momento em que o organismo sai de hibernação e começa a demonstrar alguns indícios de inteligência. Este sentimento propaga-se ao Planeta Terra, que encara com optimismo a descoberta, sendo inclusivamente baptizado como Calvin.

Life conta com a participação de Ryan Reynolds, Jake Gyllenhaal, Rebecca Ferguson e Hiroyuki Sanada, conseguindo transmitir bem o sentimento de claustrofobia do espaço. Diria que existem algumas similaridades com Alien ou Gravity, embora não atinja o nível destes dois clássicos do género.

Escusado será dizer que o organismo vai evoluir e tentar aniquilar toda a tripulação, numa tentativa de sobreviver. Especula-se que a espécie de Calvin seja a razão pelo qual Marte não apresenta fauna ou flora e torna-se fundamental evitar que saia da Estação e inicie a colonização do Planeta Terra.

Confesso que este filme foi uma agradável surpresa e como tal, se são fãs de ficção científica, fica a minha recomendação.

The Mummy

Quando a Universal anunciou a criação do Dark Universe, confesso que fiquei entusiasmado com o conceito. O primeiro reboot traz-nos The Mummy, que junta Tom Cruise e Russell Crowe, entre outros, para nos narrar a história de Ahmanet, uma princesa egípcia que é enterrada viva, após assassinar o Faraó.

A narrativa tem início em pleno conflito no Médio Oriente, onde vamos acompanhar Nick Morton e Chris Vail, dois marines que tentam resgatar tesouros perdidos para vender no mercado negro. O seu plano falha miseravelmente, mas permite-lhes encontrar um túmulo que vai mudar a vida de ambos. Nick torna-se parte integrante de uma maldição, convertendo-se no receptáculo humano para a entrada de Set no Mundo dos Vivos.

Vamos ter igualmente a presença da Dra Jenny Halsey, que demonstra um interesse peculiar em estudar o túmulo e os seus segredos. Por último, Russell Crowe interpreta a personagem do Dr. Henry Jekyll, o líder de uma organização governamental que lida com este tipo de ameaças e que tentará frustrar os planos de Ahmanet.

A grande maioria da acção decorre em Londres e no global, o filme é bastante fraco, nunca conseguindo cativar a minha atenção. Nenhuma das interpretações é particularmente envolvente, o que resulta na despreocupação absoluta em relação ao destino das personagens principais. A narrativa é francamente previsível e o casting de Cruise e Crowe pouco acrescentou em termos qualitativos.

Para terminar, apenas salientar que A Múmia de Brendan Fraser é francamente superior a este reboot, que é parcialmente inspirado nesse filme. Diria que o Dark Universe começa de forma muito negativa, deixando pouco espaço de manobra para o próximo projecto, que será a Noiva de Frankenstein.