Arrival

Numa era que os filmes de ficção científica são essencialmente focados na acção e nas conspirações intergalácticas, é refrescante um enredo que assenta na exploração e tentativa de comunicação entre duas raças.

O que inicialmente começa por ser encarado por uma invasão, rapidamente se converte num esforço interplanetário para tentar interpretar e comunicar com os visitantes. Para tal, o Governo Americano recorre a Louise Banks, uma linguísta de renome mundial, que vai utilizar técnicas diferentes para atingir esse fim.

O elenco é composto por Forest Whitaker, Jeremy Renner e Amy Adams, que adicionam qualidade à narrativa com as suas interpretações. Arrival é um filme que procura conciliar ciência e a condição humana, mais concretamente a nosso medo pelo desconhecido. A premissa de que podemos comunicar de forma universal através de símbolos é muito interessante e é explorada de forma consistente e cativante.

A mudança de comportamento entre as várias nações, a partir do momento em que interpretam a mensagem dos visitantes de determinada forma, é francamente brilhante e altera o rumo da narrativa.O último acto está muito bem conseguido, apesar de algo previsível, mantendo sempre o foco em factos científicos. Está longe de ser um filme brilhante, mas que recomendo, sobretudo se gostaram de projectos como Contacto ou Interstellar, para citar alguns.

Resident Evil: Final Chapter

A saga Resident Evil tem um lugar especial no meu coração, sobretudo pela recordações de adolescência que tenho dos jogos. No que diz respeito aos filmes, confesso que são um guilty pleasure, desde o original em 2002. Como tal, era imperativo ver o derradeiro capítulo da história de Alice, que procura a todo o custo derrotar a Umbrella Corporation e salvar a Humanidade.

A narrativa começa em Washington, após uma emboscada de Albert Wesker, que elimina a derradeira resistência humana, com excepção da nossa heroína. Quando tudo parece estar prestes a terminar, a Red Queen faz a sua aparição, informando Alice da existência de um antivirus capaz de salvar o (pouco) que resta do Mundo. Para tal, será necessário regressar à origem, mais concretamente a Racoon City, num prazo máximo de 48 horas.

É com esta premissa que se desenvolve Final Chapter, que conta com o regresso de Claire Redfield e Dr Isaacs, numa luta desenfreada contra o tempo. Temos as habituais cenas de acção over the top, zombies, traições e algumas explicações que tentam dar uma sensação de conclusão à franchise.

Torna-se difícil recomendar este capítulo final a quem não é fã da saga, apesar de ter uma estrutura suficientemente forte para ser visto por alguém que desconheça por completo os cinco filmes anteriores. O enredo faz pouco sentido e a narrativa é extremamente previsível, mas uma vez mais, consegue ser interessante graças à performance de Milla Jovovich. Relativamente a receitas de bilheteira, os resultados são modestos, mas a franchise deve atingir o bilião de dólares (total combinado dos 6 filmes).

Na minha opinião, é um dos capítulos mais fracos, mas fica a sensação de dever cumprido. Não vou colocar spoilers acerca do final, mas gostaria de ouvir a vossa opinião acerca de Resident Evil. São fãs? Gostaram da conclusão da saga? O que mudariam?

TMNT – Out of the Shadows

A primeira aventura do reboot das Tartarugas Ninja (2014) esteve longe de me convencer, motivo pelo qual levei imenso tempo a ver Out of the Shadows. Nesta sequela, a equipa está de volta, mas irá contar com a adição de Casey Jones, que os vai auxiliar na batalha com Bebop, Rocksteady e Krang.

Se deixarmos de parte o CGI e nos focarmos na parte cómica, o filme até consegue ser competente, embora não tenha ficado com vontade de o rever. O enredo foca-se na necessidade de adquirir três artefactos, que permitem a criação de um portal, capaz de trazer para a nossa dimensão o Technodrome, a arma de guerra de Krang.

A personagem de Casey Jones está bem conseguida e traz algo de diferente, sendo bem complementada pela participação de Will Arnett. E apesar de me custar dizer isto, Megan Fox entra muito bem no papel de April O´Neill, tornando Out of The Shadows num filme melhor que o original. Continuo no entanto sem estar convencido com esta apresentação de Shredder, que me parece pouco ameaçador.

Se procuram um guilty pleasure ou um filme que vos ajude a passar hora e meia do vosso dia, esta será sem dúvida uma boa escolha. Se são fãs dos originais, diria que é melhor ficarem por essas memórias e esquecerem este reboot.