The Desolation of Smaug

Após um fenomenal início de trilogia foi com toda a pompa e circunstância que me desloquei ao IMAX para ver a continuação da aventura de Thorin, na companhia de alguns entusiastas da obra de Tolkien. O início do filme é francamente positivo, com um breve relembrar do ponto em que nos encontramos e com o desenrolar fluido da narrativa. No entanto, com o avançar do filme o ritmo quebra, apesar das fantásticas cenas de acção, cortesia de Legolas e Tauriel.

Não me considero um purista da obra de Tolkien, pelo que até aceitei bem a introdução de duas personagens que não constam do livro. A ligação à narrativa está relativamente bem executada e compreendo a necessidade de apresentar algo que faça ligação com o Senhor dos Anéis mas este filme torna-se demasiado longo, ficando uma sensação de exagero face ás quase 2 horas e meia.

Recuperei algum do entusiasmo após a chegada a LakeTown, especialmente com a personagem de Bard, que me parece muito bem representada por Luke Evans. A chegada à Montanha é claramente o ponto mais alto do filme, superando a entrada em cena de Smaug. A escala e carga emotiva atribuída ao dragão está muito bem conseguida e Peter Jackson consegue recuperar crédito precisamente nesse ponto com a escolha de Benedict Cumberbatch. A sua voz e “presença” torna as cenas dentro da montanha são excelentes e por breves instantes somos catapultados para a Terra-Média em toda a sua glória.

No global, considero este capítulo inferior ao primeiro, com a agravante de terem sido reavivadas as minhas preocupações relativas ao excesso de filme para contar uma história relativamente curta. Paralelamente, fiquei surpreendido pela negativa com o ponto em que termina “The Desolation of Smaug”, o que me faz crer que a terceira parte terá um ritmo frenético. Para terminar, parece-me importante destacar o desinteresse em redor da personagem de Beorn, algo que não consigo compreender, dado que na minha óptica é uma personagem importante desta aventura.

Como pontos positivos, salientar a presença de Stephen Fry, Stephen Colbert e a breve aparição de Peter Jackson logo no início do filme. E agora basta aguardar ansiosamente pelo terceiro e última parte: There and Back Again. Até lá recomendo que vejam este filme, que não deixa de ser excelente, apesar de ter pontos que poderiam ter sido mais bem explorados.

 

Os Filmes de 2014

Agora que o ano está quase a terminar está na altura de elaborar a minha lista pessoal para 2014. O artigo de 2013 teve bastante aceitação por parte dos visitantes do blog, pelo que me parece importante manter a tradição. Volto a frisar que se trata apenas da minha preferência pessoal em termos cinematográficos, pelo que estão convidados a deixar a vossa opinião nos comentários.

Andrew Garfield está de volta em The Amazing Spider-Man 2, que conta com dois vilões (Electro e Rhino) e promete ser uma sequela de qualidade. Confesso que sou fã deste reboot e estou entusiasmado com a estreia em Maio. Mantendo a toada da Marvel, teremos igualmente em Maio o fantástico X-Men Days of Future Past, que tem tudo para ser simplesmente épico. Os trailers/spoilers são muito interessantes e o elenco original foi reunido para algo que pode e deve ser um dos melhores filmes do ano. Espero não ficar desiludido dado que estou níveis de hype semelhantes ao do lançamento dos Avengers. Para terminar, temos o regresso do Capitão América, que desta vez irá lutar contra uma sombra do passado: Bucky Barnes, mais conhecido por Winter Soldier. Este filme conta com a participação alargada de Black Widow e penso que será um sucesso.

Em Março, chega aos cinemas a sequela de 300 e pelo trailer há que esperar por algo interessante. Zack Znyder continua envolvido no projecto mas é Noam Murro que realiza algo que  espero possa pelo menos fazer justiça ao original de 2006. Mantendo a temática das sequelas, parece-me importante destacar Sin City – A Dame to Kill For, que conta com o elenco original e adiciona nomes como Joseph Gordon-Levitt, Josh Brolin e Stacy Keatch. Robert Rodriguez e Frank Miller sabem exactamente como fazer algo que me deixe de olhos colados à tela e vou estar bem atento!

Um dos filmes mais curiosos para 2014 é sem dúvida Noah, realizado por Darren Aronofsky e que conta a história de Noé (face a redundância) . Russell Crow é uma dos grandes nomes que participa neste projecto, que francamente me deixa curioso. Não sou por norma um fã de histórias bíblicas mas vou dar uma hipótese a Hollywood. Angelina Jolie regressa igualmente no próximo ano, dando a sua contribuição em Maleficent, uma adaptação moderna da história da Bela Adormecida. Um pouco à semelhança de Noah, penso que poderá ser uma agradável surpresa.

Não seria uma lista credível caso o nome de Tom Cruise estivesse ausente. Pois, muito bem, o filme da minha escolha é Edge of Tomorrow, que estreia no Verão. Estamos perante uma narrativa de ficção científica, em que decorre uma batalha entre humanos e extra-terrestres. O Tenente Coronel Bill Cage vai reviver o ultimo dia de batalha em loop e terá de encontrar forma de quebrar esse ciclo. Sem dúvida uma boa premissa mas que me deixa com algumas reservas.

Para terminar, deixo aquele que será um dos grandes sucessos do ano:  The Hobbit – Here and Back Again. Com o segundo filme muito próximo de estrear, poucas dúvidas restam da qualidade da adaptação da obra de JRR Tolkien. Façam um favor e vejam em IMAX se possível.

Quanto aos dark-horse para 2014, optei por três filmes: InterStellar, um filme de ficção científica sobre viagens no espaço, o remake de Mad Max  com Tom Hardy e a nova aventura dos Transformers, que só pode ser melhor do que o anterior. Espero que gostem deste artigo e claro fico a aguardar as vossas sugestões na caixa de comentários.

Thor: The Dark World

A sequela de Thor chegou finalmente ás salas de cinema e como fã convicto da Marvel não podia falhar. Confesso que fiquei algo preocupado com os trailers e com as sucessivas alterações a que o filme foi sujeito mas o facto de terem conseguido reunir o casting original fez-me ter fé em The Dark World.

A narrativa decorre essencialmente em Asgard, onde Thor continua a lutar pela paz. Loki encontra-se encarcerado e tudo parece correr pelo melhor, apesar de Jane Foster continuar na Terra. E é precisamente no nosso planeta que um raro alinhamento planetário vai convergir, algo que apenas ocorre a cada 5000 anos. O resultado prático desse fenómeno é a ausência de fronteiras entre os 9 reinos, o que se revela trágico para Jane Foster que acaba por ser “infectada” pelo Aether, uma força indestrutível que remonta aos primórdios da criação.

Christopher Eccleston é o líder dos Dark Elfs, uma raça que sobreviveu em estado de hibernação durante milénios, esperando pacientemente pelo reaparecimento do Aether. A partir deste momento o filme arranca em termos de acção, com batalhas épicas entre Asgardians e estes estranhos seres, com clara vantagem para Malekith, o vilão deste filme. Uma perda irreparável vai forjar alianças e traições inesperadas, com Thor e Loki a unirem esforços para combater e derrotar os Dark Elfs.

A batalha épica final vai decorrer no Planeta Terra, com o filho de Odin a ter de utilizar todos os seus recursos para salvar Jane Foster e os nove reinos. Sem colocar spoilers, posso confirmar que está assegurando um terceiro filme da saga, que vai certamente continuar a storyline desenvolvida em The Dark World.

Pessoalmente, gostei da experiência (2D) embora tenha ficado algo desiludido com a batalha final, que considero banal e sem grande interesse. O ponto mais forte é claramente o facto de terem mantido o elenco original e conseguirem equilibrar os momentos cómicos com a narrativa de forma quase perfeita. Mesmo assim, considero melhor o primeiro filme de Thor mas recomendo a sequela.

Não saiam da sala antes dos créditos finais, dado que temos 2 teasers (um para o Guardians of the Galaxy e outro para a sequela de Thor).