Transformers: Revenge of The Fallen

Finalmente consegui dar um salto ao cinema para ver a sequela dos Transformers. Como habitualmente, li algumas críticas (boas e más) ao filme, mas fui com algum optimismo. Ao intervalo, era fácil perceber que a sessão seria longa e recheada de efeitos especiais e cenas a de acção, bem ao estilo de Michael Bay.

O enredo do filme é minimalista, o que até nem é chocante, tendo em conta o autêntico festival visual que nos é apresentado durante as 2h3o de filme. As transformações estão muito melhores, as personagens cómicas são uma constante e claro temos a Megan Fox no seu melhor.

Optimus Prime, Megatron, Starscream, Soundwave, Ravage, Bumblebee, Ironhide e Devastator são alguns dos (muitos) robots que têm parte integrante na aventura, que nos leva ao Egipto para a descoberta da Matriz, essencial para derrotar os Decepticons.

Outro dos pontos a favor de Transformers é o facto de conseguirem manter todos os actores, o que confere sempre uma continuidade credível ao filme. No geral, gostei desta nova aventura, penso que está mais sustentada em termos de acção, contudo o enredo poderia ter sido mais envolvente. Ficarei a aguardar o terceiro filme, supostamente em 3D.

Terminator Salvation

Levei cerca de uma semana a escrever esta review mas tenho estado concentrado em preparar as minhas férias. Finalmente pude ver o primeiro dos três filmes da saga final de Terminator. Aproveitando o sucesso que a série teve durante estes anos, Hollywood resolveu adicionar Christian Bale e bombardear-nos novamente com futuros alternativos, exterminadores e claro o fim do mundo!

Apesar de ser fã da saga,  tenho uma costela old school, pelo que estava com algum receio. No global, é um bom filme de acção, com excelentes efeitos especiais mas peca pelo facto de não acrescentar nada à narrativa anterior. Existem pormenores deliciosos, como a frase i´ll be back, a música dos GNR e até um cameo de Schwarzenegger mas o resultado final não entusiasma.

Christian Bale tem uma boa presença, mas claramente não é suficiente para atingir o nível dos dois primeiros Terminators. Apesar de desiludido, posso garantir que irei ver os próximos filmes. Como franchise, é uma mina de ouro, como podemos facilmente comprovar pelos cerca de 210 milhões de dólares em lucros de bilheteira.

Star Trek 2009

JJ Abrams aproveitou uma paragem do Lost para realizar um dos mais aguardados filmes do ano. A expectativa era enorme, o hype frenético e as primeiras críticas francamente animadoras. Mas faltava a derradeira prova: o visionamento do filme. São duas horas e uns pozinhos de puro entretenimento, com uma storyline interessante, que cobre o início de carreira de James T Kirk.

Somos igualmente presenteados com a infância de Spock e os seus demónios e sentimentos. Aliás, durante todo o filme notamos a preocupação em contar uma história, o que atribui uma dinâmica interessante e nos deixa “colados” ao écran.

Alerto que a partir de agora vão começar os spoilers. Achei interessante o facto de Spock e Uhura terem uma relação, mas imagino que os Trekkies não tenham achado muita piada. Quanto a James T Kirk é retratado como um mulherengo, embora com uma atitude rebelde e cool. O vilão, interpretado por Eric Bana está realmente fantástico, Simon Pegg cria um bom Scotty e claro a cereja no topo do bolo é a presença de Leonard Nimoy, como Spock, proveniente do futuro.

No global, este revamp de Star Trek ganhou o meu respeito, é de facto muito bom embora no fundo continue a dar preferência à Revolta de Khan. Fico no entanto a aguardar ansiosamente pela sequela, que entretanto já se encontra confirmada.