65

A narrativa decorre precisamente há 65 milhoes de euros, focando«se na luta pela sobrevivência, num terreno inóspito e em que existem inúmeros predadores. Mills é o piloto da Zoic, uma nave espacial que tem uma missão de exploraçáo para dois anos. Uma inesperada chuva de asteróides causa danos significativos, originando uma aterragem forçada, no planeta Terra, que era habitado por dinossauros.

Para complicar ainda mais a situação, Mills encontra uma sobrevivente, junto a uma cápsula que foi claramente projectada após o impacto. De forma a ganhar a confiança da jovem Koa, o nosso herói insiste que os pais estão no topo da montanha, a bordo da Zoic, que se encontra em modo de auto-reparação. O ponto mais marcante desta aventura é a ligação entre ambos, por motivos que vão sendo revelados e que definem a história de vida de Mills.

Teremos a batalha final, contra um enorme T-Rex, na tentiva de escapar ao impacto do meteorito que causou a extinção dos dinosauros. 65 fez parte da minha lista de dark-horses. mas está longe de ser brilhante. Adam Driver e Ariana Greenblatt são competentes na sua interpretação mas, no global, este é um projecto mediano e que tem alguns conceitos inspirados em After-Earth.

Mediano
68%

The Beekeper

O primeiro acto introduz Eloise Parker, uma professora que é vítima de um ataque cibernético, perdendo todas as poupanças pessoais e da instituicáo de caridade que gere.

Adam Clay é um apicultor, que arrenda um espaço na quinta de Eloise e que confrontado com o seu suícidio, resolve punir os responsáveis. Esta é a premissa da narrativa, que retira alguma inspiração da saga John Wick. Ficamos igualmente a saber que Clay é um agente reformado de uma organização conhecida como The Beekeeper, que opera sem qualquer supervisáo, com o intuito de manter a ordem na sociedade.

A partir deste momento, tem início a uma sequencia de eventos, que resulta na destruiçáo das instalações dos scammers. Mas o nosso herói pretende chegar ao topo da organização, que é liderado por um elemento que é considerado intocável. O segundo acto coloca novos obstáculos ao nosso herói, que irá ter um confronto com o seu substituto, para além das equipas de SWAT e Forças Especiais. As cenas de açáo estáo bem coreografadas e a personagem de Clay está ao nível de Wick ou Robert McCall, no que diz respeito a invincibilidade. Se procuram um bom filme pipoca, esta é sem dúvida uma excelente escolha.

Para terminar, apenas destacar o elenco, que conta com Emmy Raver-Lampman, Minnie Driver, Jeremy Irons e Josh Hutcherson, nos papéis principais.

Mediano
70%

Damsel

Millie Bobby Brown continua a ser a estrela mais em voga na plataforma da Netflix. Desta vez, o projecto foca-se no reino de Aurea e a sua invulgar ligação a um dragão. O primeiro acto introduz Elodie, a jovem filha de Lord Bayford, que recebe uma proposta de casamento do Príncipe Henry, herdeiro do trono.

A escassez de recursos e o clima feroz do Norte torna irrecusável a proposta, que permite alimentar e garantir a sobrevivência de toda a região. A chegada do clã Bayford à corte real é celebrada de forma efusiva, embora seja evidente a existência de um segredo obscuro, que sustenta este matrimônio de conveniência.

O segundo acto explora precisamente esse ponto, que culmina com a revelação do acordo realizado entre a família Real e o Dragão. Damsel tem uma narrativa simples e previsível, mas garante entretenimento. Diria no entanto que o leque de actores de qualidade, dos quais destaco Ray Winstone, Shohreh Aghdashloo e Angela Bassett merecia um produto final mais refinado.

Parece-me importante salientar que parte do filme foi filmado em Portugal, nomeadamente no Douro e Batalha. Se procuram aquele filme pipoca, típico de domingo, esta é sem dúvida uma escolha acertada.

Mediano
65%