O Exorcista

Há muitos anos atrás o Exorcista fez as maravilhas dos amantes de filmes de terror. Tornou-se num clássico e ainda hoje dá arrepios a muito boa gente. Aproveitando a onda de remakes e sequelas que tem assolado Hollywood chega ao grande écran a prequela.

O Padre Merrin é um homem sem fé que se tornou arqueólogo. Aquando da sua estadia no Cairo é interpelado por uma misteriosa personagem que lhe fala de uma igreja que terá sido descoberta numa escavação de uma região remota do Quénia. Tudo parecia normal não fosse a igreja ter sido construída cerca de 2000 anos antes do Cristianismo ter chegado ao continente africano.

Merrin aceita o desafio e durante a aventura irá ser posto à prova assim como a sua fé. Talvez o grande handicap deste filme seja o facto de ser o seguimento de um clássico mas a verdade é que fiquei desiludido. Esperava muito mais e melhor! Até existem alguns momentos de terror bem conseguidos contudo ficamos com a sensação de vazio. Reforço que é difícil não fazer comparações e nesse aspecto a personagem interpretada por Linda Blair é única

Off topic: antes da exibição do filme houve lugar foi apresentado da primeira curta-metragem portuguesa de terror, “I’ll See You In My Dreams”, distinguida com o Meliés de Ouro, o mais importante galardão mundial neste género. Conta com a interpretação entre outros de Rui Unas, Sofia Aparício e Manuel Vieira. Não vou tecer comentários à curta-metragem pois não quero ser acusado de anti-patriotismo…

The Village

Que M. Night Shyamalan é um realizador que surpreende todos nós sabemos. Tal como Tarantino também gosta de ter breves “aparições” nos seus filmes. Esta semana fui ver este filme e adorei. A banda sonora, os cenários dark e os conceitos minimalistas aliados a uma história simples e cativante encheram-me as medidas. Estão perante um senhor que sabe o que faz.

Não é fácil hoje em dia ter ideias criativas e que surpreendam por serem arrojadas. Acrescento que o argumento é da sua autoria o que demonstra o seu talento. Começo a ficar fã deste senhor de pele escura e voz serena. Recomendo vivamente The Village, vão ver de preferência a uma sala com boas condições sonoras.

As crónicas de Riddick

Há três anos, se a memória não me falha vi o primeiro filme em que Riddick fez a sua aparição. Na altura o desconhecido Vin Diesel interpretava esta personagem que de herói não tem nada.

A semana passada estreou nas nossas salas as Crónicas de Riddick, cuja acção decorre cinco anos após a saída heróica do planeta assassino.

Eclipse Mortal (versão em português) foi um sucesso “inesperado” o que fez com que o segundo filme tivesse um orçamento francamente superior. A premissa envolve o planeta Helion, uma sociedade multicultural que é  invadida por Lord Marshall. Imam, um dos sobreviventes da aventura original, vai solicitar ajuda ao nosso anti-herói, que acaba  (relutantemente) por aceder e enfrentar o conquistador e a sua horda de guerreiros.

O filme contém efeitos especiais fantásticos e assenta numa narrativa frenética, com batalhas constantes e uma corrida contra o tempo para derrotar o exército invasor.

Há uma tentativa de desenvolvimento das personagens, assim como a explicação da origem dos Furyan e o evento que levou à sua destruição.  Pessoalmente, não o considero uma sequela mas uma história em que a personagem principal é a mesma de Pitch Black.

Diria que é uma experiência interessante para os fãs de ficção científica, embora o considere muito inferior ao filme original.