Extraction 2

Após a missão em Dhaka, Tyler Rake escolha a Austria como local para recuperar o seu corpo. É precisamente nessa altura que é contactado por Alcott (Idris Elba), que pretende resgatar Keteva, a irmã da sua ex-mulher e os dois filhos, Sandro e Nina. Neste tipo de aventuras, nada é simples, pelo que ficamos a saber que o seu marido é Davi Radiani, um dos líderes do maior sindicato criminoso da Georgia.

A equipa de extração é composta por Tyler, Nik e o seu irmão, Yaz, três elementos altamente treinados e que irão invadir a prisão para esta perigosa missão. Contem com as habituais cenas épicas de ação, com hordas de inimigos e alguns momentos que nos envolvem na atmosfera de uma guerra urbana.

O segundo acto cria a premissa necessária para o envolvimento de Zurab Radian, que tenta recuperar a todo o custo Keteva e os seus filhos. A narrativa é simples, mas repleta de ação, mudando radicalmente de cenário, para um assalto a um edifício, que retira alguma inspiração de Die Hard.

Vão existir decisões complexas, traições previsíveis e muitas mortes absolutamente brutais, algo que marca claramente esta franquia. No que diz respeito aos actores, destaque para o vilão (Tornike Gogrichiani) e para Golshifteh Farahani, que forma um duo de respeito com Tyler. A título de curiosidade, temos igualmente a presença de Olga Kurylenko, uma ex-Bond Girl e Levan Saginashvili, mais conhecido por Georgian Hulk, o actual número 1 do mundo em braço de ferro.

Esta sequela mantém os pontos fortes do primeiro filme, garantindo entretenimento e desenvolvendo um pouco o passado de Rake. A narrativa, conforme referi, é básica mas cumpre a sua função, lançando a premissa para o terceiro filme, que está confirmado pela Netflix.

Mediano
70%

The Creator

A narrativa decorre no ano de 2065, numa era dominada pela tecnologia. A parte ocidental da Humanidade, encontra-se em guerra com a Inteligência Artificial, que detonou uma ogiva nuclear na cidade de Los Angeles. No Continente Asiático, os humanos vivem em harmonia com a IA, evitando a captura do seu líder, Nirmata.

O primeiro acto introduz a NOMAD (North American Orbital Mobile Aerospace Defense), uma estação militar que lança ataques destrutivos da órbita do Planeta. Ficamos igualmente a conhecer o Sargento Joshua Taylor, que se encontra infiltrado, na tentativa de identificar e capturar o líder da IA.  Após um ataque não programado das formas humanas, a sua esposa  Maya Fey é confrontada com a traição de Taylor, sucumbindo ao ataque destrutivo dos humanos.

A narrativa avança cinco anos, mostrando um sargento destroçado com a morte da sua esposa, que se encontrava grávida. Após uma visita inesperada do General Andrews e da  Colonel Howell, Joshua aceita a missão de destruir a arma Alpha O, que terá sido criada pela IA para destruir a NOMAD. Esta é a premissa de The Creator, que é uma metáfora para o medo do desconhecido, que converte a Humanidade numa das grandes ameaças para o Planeta.

A IA acaba por ser a fação  inferior, que tenta sobreviver aos ataques sanguinários dos humanos, que justificam as suas ações com a necessidade de evitar a extinção da sua raça. Ao longo dos 133 minutos existem vários flashbacks que vão adicionando peças do puzzle, que são revelados no derradeiro acto final. As cenas de ação estão muito bem conseguidas e o CGI é de qualidade, convertendo este filme numa experiência agradável.

Este projecto foi uma agradável surpresa, conjugando uma narrativa fluida, com ação e uma mensagem subliminar, que é fundamental para a nossa evolução enquanto espécie. O final é satisfatório e ambíguo ao ponto de poder abrir caminho para uma sequela, algo que não foi sequer mencionado até ao momento em que este artigo foi publicado.

The Creator obtém o prestigiado selo de qualidade do Portal Pessoal e está disponível para visualização através da Amazon Prime Video.

Bom
75%

The Expendables 4

Passaram 13 anos desde o lançamento do primeiro filme, que é basicamente uma homenagem aos filmes de ação dos anos 80 e 90. A quarta aventura traz-nos de volta a equipa, que conta com Lee Christmas, Barney Ross, Gunner Jensen e Toll Road.

O primeiro acto decorre na Líbia e a missão passa por impedir o o roubo de ogivas nucleares. Tudo corre bem até ao momento em que o avião pilotado por Barney está prestes a ser abatido, originando uma decisão impossível. Christmas opta por deixar Suarto Rahmat fugir, para tentar desesperadamente salvar Barney. A decisão revela-se catastrófica, dado que o avião é abatido e Ross é dado como morto, criando a premissa que vai alimentar este quarto filme.

Lee é dispensado e Gina, a ex-namorada de Christmas passa a liderar a equipa, que recebe ordens para capturar Rahmat. Sem colocar spoilers, Lee está decidido a vingar a morte do seu amigo, unindo esforços com um ex-membro dos Expendables, Decha Unai. Contem com as habituais cenas de ação, embora neste caso a figura principal seja claramente Jason Statham.

As adições ao elenco são 50 Cent (Easy Day), Megan Fox (Gina), Tony Jaa (Decha Unai), Iko Uwais (Suarto Rahmat), Jacob Scipio (Galan), Levy Train (Lash) e Andy Garca (Marsh), que cumpre de forma competente o seu papel. As melhores cenas de ação ficam para Tony Jaa, que são insuficientes para sustentar uma narrativa francamente previsível e com poucos momentos memoráveis.

Este é claramente o título mais fraco da franquia, que tem vindo numa trajectória descendente desde o segundo filme. Resta saber se ainda haverá oportunidade para um quinto filme, que fica claramente em aberto após os eventos.

Mediano
64%