Troll

Esta produção norueguesa utiliza a mitologia como pano de fundo para um monster movie. O primeiro acto tem início na construção de um túnel nas montanhas de Dovre, onde ocorre um aluimento de terras. Rapidamente constatamos que não se tratou de um acidente, dando início a uma investigação, que é liderada por Nora Tidemann, uma paleontóloga.

O cepticismo da Primeira Ministra e dos seus conselheiros esbarra nas provas inequívocas de que estamos na presença de um Troll, uma criatura mítica que tem uma ligação à Família Real. É evidente que existem muitos clichés ao longo da narrativa mas, no global, este é um projeto interessante e que garante entretenimento.

A personagem de Tobias Tidemann garante alguns momentos de humor, que são bem complementados pelas cenas de ação, que apresentam um CGI bastante respeitável. Para quem procura um filme para ver num domingo de inverno, esta é sem dúvida uma escolha sólida.

Mediano
65%

Heart of Stone

O primeiro acto leva-nos a uma estância de ski, em que uma equipa do MI6 tenta capturar Mulvaney, um perigoso traficante de armas. Um dos membros da equipa é Rachel Stone, que tem a seu cargo o hacking e suporte digital da missão. Tudo corre bem até ao momento em que a missão é comprometida, resultado da intervenção de uma jovem hacker indiana.

Segue-se uma colossal cena de ação, em que é revelado o grande segredo de Rachel, que irá sustentar a narrativa deste filme. Essencialmente, iremos conhecer a organização Charter, que é composta pelos melhores espiões e que garante a paz mundial, através da utilização de um processador quântico. Sem colocar spoilers, a equipa de Stone é destacada para uma missão em Lisboa, que se converte no catalisador narrativo que alimenta o segundo acto.

Sinceramente, a narrativa é terrivelmente previsível, com inúmeros clichés, que são complementados com excelentes cenas de ação. Diria que a inspiração reside em franquias como Os Vingadores e Missão Impossível, ajustada para os tempos modernos e muito assente na tecnologia. O terceiro acto ocorre na Islândia, onde decorre o confronto final entre Parker e Stone, que tem um desfecho pouco satisfatório, na minha opinião.

Este projeto foi mais uma aposta da Netflix, que juntou Gal Gadot, Jamie Dorman, Matthias Schweighöfer, Sophie Okonedo, BD Wong e conta com a participação especial de Glenn Close. Está longe de ser uma referência no gênero mas cumpre a sua quota de entretenimento. Diria no entanto que esperava mais em termos de narrativa, sobretudo pelo facto de Greg Rucka estar envolvido na sua concepção. Até ao momento não existe confirmação de uma sequela, apesar do filme ter obtido bons resultados na plataforma de stream norte americana.

Bom
70%

Super Pets

Krypto é um labrador que faz companhia a Kal-El na sua viagem para a Terra. Essa relação vai sendo reforçada ao longo dos anos, até ao ponto em que se converte no seu parceiro de luta contra o crime.

A narrativa foca-se na entrada de Lois na vida do Super-Homem, retirando protagonismo ao nosso herói canino, que acaba por reagir de forma menos positiva. Para complicar ainda mais o cenário, Lex Luthor tenta extrair “orange kryptonite” de um cometa que se encontra próximo do planeta Terra.

Com a preciosa ajuda de Krypto e da Justice League, os seus planos são frustados, mas Lulu, um porquinho da índia, consegue utilizar esse minério para ganhar poderes, convertendo-se na vilã desta aventura. Ao longo da narrativa, o nosso herói canino terá de ultrapassar inúmeros desafios, sem os seus poderes, que foram inibidos precisamente pela ingestão de “orange kryptonite”.

Há uma componente cómica constante, que funciona bem, mostrando um lado mais divertido de vários dos membros da Justice League. Tenho obviamente de destacar a presença de Keanu Reeves, no papel de Batman, convertendo-se  num dos momentos altos de Super Pets. Dwayne Johnson, Kevin Hart e Kate McKinnon são os maiores destaques, num elenco composto por nomes como John Krasinski, Diogo Luna, Ben Schwartz,  Olivia Wilde e Keith David.

Super Pets é sem dúvida um filme divertido, que garante entretenimento, merecendo a minha recomendação.

Mediano
68%