Nightmare of the Wolf

A adaptação de Witcher ao formato de série revelou-se um sucesso, criando espaço para projetos paralelos, baseados no mesmo universo. Nightmare of the Wolf conta-nos as aventuras de Vesemir, um jovem Witcher que tem uma ligação importante a Geralt.

O primeiro ato incorpora uma cena de ação fantástica, que envolve a batalha com um leshen, dando início a uma série de eventos que culminará numa conspiração maliciosa e que terá consequência desastrosas para a ordem dos Witcher.

Começamos por revisitar a infância de Vesemir, tomando conhecimento das suas motivações e a sua ligação a Illyana, uma jovem que partilha o seu destino enquanto servo. A chegada de um Witcher de nome Declan cria as condições necessárias para que o jovem herói opte por ir treinar para Kaer Morhen, em busca de glória e riqueza.

A narrativa alterna entre o passado e presente, focando-se na floresta de Kitsu e no pedido de ajuda de Filavandrel, que informa Vesemir do estranho desaparecimento de jovens elfos. Como habitualmente, vou evitar os spoilers, embora possa adiantar que existirá uma aliança improvável entre o nosso Witcher e Tetra, uma humana descendente da linhagem original de magos. Contem com algumas batalhas, magia negra e  uma conspiração que visa destruir Kaer Morhen.

O terceiro acto contém a derradeira batalha pela sobrevivência dos Witcher e tem um desfecho previsível, mas que faz sentido tendo em conta os eventos futuros. Kwang Il Han é o realizador de Nightmare of the Wolf, que cumpre a sua função de entretenimento e cria a ponte necessária para compreendermos a ligação entre Vesemir e Geralt, algo que será certamente explorado na segunda temporada de The Witcher.

Sem atingir patamares de brilhantismo, este projeto tem a minha recomendação e garante 83 minutos de diversão.

Mediano
70%

Crawl

O que podem ter em comum uma nadadora semi-profissional, um furacão de categoria 5 e uma casa na Florida? À partida nada, mas esta é a premissa deste filme, que narra a aventura de Haley Keller, uma jovem nadadora, que a pedido da sua irmã Beth, decide deslocar-se a casa do seu pai, durante uma tempestade tropical.

Seguindo a lógica da Lei de Murphy, tudo o que pode ocorrer para piorar a situação vai concretizar-se, deixando Haley e o seu Pai, Barry, numa luta pela sobrevivência. Contem com momentos de cortar a respiração, que envolve crocodilos e a subida do nível de água na cave onde se encontram aprisionados.

Gosto particularmente da componente de terror psicológico, que combina bem com a animosidade existente entre Pai e Filha. À medida que as probabilidades de sobrevivência vão reduzindo, nota-se uma clara mudança na postura de ambos, apostando na reaproximação como forma de redenção dos actos passados.

Saliento igualmente a constante adição de obstáculos, que gera uma empatia brutal para com o destino das personagens, o que torna ainda mais satisfatório o terceiro acto de Crawl. Está longe de ser um filme brilhante mas é, sem hesitação,  uma recomendação da minha parte.

Caso sejam subscritores do serviço, podem ver este filme através da plataforma Netflix.

Mediano
68%

Jungle Cruise

Este projeto é baseado numa atracção turística da Disney, com o mesmo nome, o que considero ser um facto curioso e invulgar. A narrativa assenta na história de Don Aguirre, um conquistador espanhol que tenta localizar a Árvore da Vida, que possui extraordinários poderes curativos, no sentido de salvar a vida da sua filha.

O primeiro acto apresenta-nos as personagens principais, apostando numa simbiose entre ação e humor, muito ao estilo de Piratas das Caraíbas ou A Múmia. A Dra Lily Houghton (Emily Blunt) está obcecada em retomar a missão de Don Aguirre, com o intuito de revolucionar a Medicina moderna e conquistar o respeito dos seus pares. Cronologicamente, este eventos decorrem em 1916, numa era em que a mulher tem um papel secundário, algo que é explorado de forma inteligente ao longo de Jungle Cruise.

A acção decorre maioritariamente na Amazónia. a bordo do La Quila, capitaneado por Frank Wolff (Dwayne Johnson), que tem um sentido de humor único e aceita auxiliar Lily e o seu irmão MacGregor Houghton. Como é evidente, tem de existir um antagonista, que neste caso é o Príncipe Joachim, um membro da realeza germânica que pretende utilizar as propriedades regenerativas da flor para garantir a vitória dos nazis na Guerra.

Temos inúmeras cenas de acção, humor constante e algumas revelações (previsíveis) no que diz respeito à narrativa e principais motivações de algumas das personagens. Aliás, diria que o ponto mais forte é precisamente o factor entretenimento, que foi alcançado com sucesso, resultando numa agradável experiência de 127 minutos.

Caso tenham oportunidade, fica a minha sugestão. Caso já tenham visto este filme, convido-vos a partilhar a vossa opinião na caixa de comentários. Para terminar, apenas a informação de que está a ser preparada uma sequela, o que faz todo o sentido, face ao desfecho do terceiro acto.

Mediano
70%