Tomb Raider: Legend of Lara Croft T.1

Esta série de animação retira inspiração do reboot da franquia, da autoria da Crystal Dynamics. No que diz respeito a cronologia, a ação decorre após os eventos de Shadow of the Tomb Raider, numa fase em que Lara tenta fazer o luto pela morte de Conrad Roth, o seu mentor.

Os primeiros episódios ocorrem a um ritmo lento, em que vamos sendo introduzidos ás diversas personagens, criando a ligação emocional necessária para compreender a premissa que envolve esta aventura. Após o furto de uma peça da sua coleção, Lara persegue uma misteriosa personagem, Charles Devereaux, que pretende libertar o poder das Danger Stones. De forma relutante, a nossa heroína vai contar com o apoio de Jonah e Zip, dois dos seus amigos mais próximos.

As cenas de ação estão muito bem conseguidas e a inserção da sociedade The Light ajuda a adensar o mistério, que acaba por ser relevado nos derradeiros três episódios. Como habitualmente, vou evitar os spoilers mas diria que The Legend of Lara Croft foi uma experiência agradável, embora esteja longe de deslumbrar. O casting conta com nomes sonantes, dos quais destaco Hayley Atwell, Richard Armitage, Earl Ballon e Allen Maldonado.

Os derradeiros cinco minutos lançam o impasse narrativo necessário, para impulsionar a segunda temporada, que está confirmada para 2025. Se são fás dos videojogos, diria que esta série é uma escolha óbvia, embora ofereça uma narrativa apelativa para aqueles que desconhecem por completo o universo de Lara Croft.

Lego Star Wars: Rebuild the Galaxy

Dan Hernandez e Benji Samit são os argumentistas responsáveis pela lufada de ar fresco desta mini série de quatro episódios. A premissa é simples e acompanha Sib e Dev Greebling, dois irmãos que habitam o planeta Fennesa. O quotidiano de ambos é monótono e consiste em guardar rebanhos de Nerfs.

Numa das suas aventuras pelos campos de pasto, Sib manifesta a Força, que lhe permite reconstruir ou criar o que bem entender. Dev fica surpreendido e tenta convencê-lo a sair do planeta, em busca de aventura e algo que garanta um propósito para a sua existência. É nessa altura que encontram um antigo templo Jedi, onde se vão deparar com um artefacto antigo. De forma ingénua, Sib remova a peça transparente, dando origem a uma sequência de eventos que reconfigura, de forma drástica, toda a Galáxia.

O guardião do tempo, o Mestre Jedi Bobarian Afol explica a situação o ao nosso herói, reforçando que apenas os dois mantiveram a memória dos eventos passados. É dessa forma que inicia a aventura de Sib e Jedi Bob, com o intuito de reverter o dano causado pela remoção do arfectado designado como “Cornerstone”. A animação é fantástica, conciliando de forma quase perfeita o universo Lego e Star Wars. A criatividade utilizada para reinventar os vilões é assinalável, com destaque para Darth Devastator, Darth Jar Jar e os Ackbar Troopers.

Como é habitual, evito os spoilers mas fica a minha recomendação para aquele que é, na minha opinião, o melhor produto do universo Star Wars desde o lançamento de The Mandalorian. Resta apenas confirmar se teremos uma sequela, tendo em conta os eventos que concluem o episódio quatro.

One Punch Man T.2

Saitama está de regresso para dar continuidade à sua aventura. Esta temporada inicia com uma ida à mercearia, em que encontram King, o número 7 do ranking da classe S, dando início a um arco narrativo, que envolve momentos hilariantes e a criação de uma espécie de equipa em redor do nosso herói.

Paralelamente, é  introduzido Garou, um humano que se considera um monstro, iniciando uma caça aos super-heróis. O humor característico permanece inalterado, assim como as cena de ação verdadeiramente épicas. Parece-me importante realçar a presença de Fubuki, Tatsumaki, Mumen Rider, Metal Bat e Suiryu, que conferem alguma diversidade, através de sub-narrativas, em que as suas personagens são desenvolvidas.

O derradeiro episódio desta temporada coloca Silverfang Fang, Bomb e Genos num embate com Elder Centipede. Quando tudo parece perdido, King atrai o monstro para um frente a frente com Saitama, que o derrota facilmente. O momento mais interessante deste desfecho é o diálogo com King, que explica a importância da viagem, em detrimento do destino, numa clara metáfora que visa manter o nosso herói motivado, de forma a garantir a proteção dos habitantes de Z-City.

Na cena pós créditos, Phoenix Man explica a um derrotado Garou que o vai levar para ser apresentado a Orochi, o líder da Monster Association. One Punch Man é, inquestionavelmente um anime muito peculiar, que apresenta uma simbiose quase perfeita entre ação e comédia. O meu ponto preferido é o facto de Saitama, apesar de todo o seu poder, necessitar de ir conhecendo e aprendendo lições de vida com várias das personagens, que se convertem em amigos ou membros da sua equipa.