Doctor Who T.14

Após os eventos do especial de Natal, o novo Doutor dá início ás suas aventuras, contando com a jovem Ruby Sunday como a sua companheira de viagem. Os primeiros episódios garantem entretenimento e humor, lançando a premissa narrativa associada à identidade da mãe de Ruby.

No entanto, à medida que vamos avançando nos episódios, a qualidade começa a decair, terminando num fecho de temporada que, na minha opinião, fica bastante abaixo das minhas expectativas. Parece-me relevante salientar que existem ideias interessantes, nomeadamente a entidade “One Who Waits”, assim como o misticismo que envolve Ruby e a introdução de Rogue, um caçador de recompensas.

Mas, à semelhança de tantos outros projetos recentes, os argumentistas caem no erro de introduzir uma agenda inclusiva, que nada acrescenta à narrativa e que ofusca quase por completo os bons episódios que compõem esta temporada. Ncuti Gatwa tem bastante carisma, algo que faltou a Jodie Whitaker, mas que deve ser espontâneo e, na minha opinião, existem vários momentos forçados que não ajudam ao desenvolvimento da narrativa ou da personagem.

Dito isto, e como sou um optimista por natureza, vou dar uma nova oportunidade a Russell T. Davies. Diria que os fãs da série original e mesmo do reboot de 2004 estão algo alienados desta visão, que tem potencial para converter Gatwa num digno sucessor de Tennant, Smith e Capaldi, que foram de longe os melhores desta era moderna.

Caso pretendam acompanhar esta temporada, a mesma encontra-se disponível via Disney +. Para terminar, convido-vos a partilhar a vossa opinião e contrapor alguns dos argumentos que mencionei.

Fallout

A qualidade das adaptaçóes de videojogos tem deixado muito a desejar, no que diz respeito a filmes e séries. No entanto, o sucesso de The Last of Us fez-me ter alguma esperança neste projecto da Amazon Video.

Apesar de ter jogado os dois títulos iniciais, o meu conhecimento do IP era relativamente limitado, mas o primeiro episódio consegue envolver-nos neste universo, criando empatia pelas personagens introduzidas. Graham Wagner e Geneva Robertson-Dworet fornecem uma narrativa fluída, que vai dando contexto ao status quo actual, retratando uma sociedade em que os recursos sáo fundamentais para a sobrevivència.

Sem colocar spoilers, posso adiantar que a narrativa decorre num futuro apocalíptico, em que a tecnologia aparenta ser proveniente da década de 50 ou 60. Existem duas façóes, que tentam localizar um cientista, que tem em sua posse algo que pode mudar o curso da História e que será revelado no final desta temporada.

As personagens principais são Lucy MacLean, uma habitante do Vault 33 , que tenta resgatar o seu Pai, Thaddeus, um escudeiro da Brotherhood of Steel e The Ghoul, um invulgar caçador de recompensas. Apesar de existirem outras narrativas relevantes, é a viagem destes três personagens que alimenta os primeiros oito episódios, que culmina numa batalha sangrenta e que lança os elementos necessários para a próxima etapa desta aventura.

O desenvolvimento das personagens é realizado em paralelo com o desvendar de momentos relevantes do passado, que vão acrescentando peças ao puzzle que compoe a narrativa de Fallout. Em termos de interpretaçoes, destaque para o fantástico Walter Goggins, sem esquecer Ella Purnell, que tem uma interpretação muito competente no papel de Lucy.

Aguardo ansiosamente pela segunda temporada, que terá a dificil missão de superar os primeiros oito episódios. Na minha opinião, este projecto pode vir a converter’se numa sẽrie de culto, se conseguir manter a qualidade demonstrada até ao momento.

X-Men 97

Beau DeMayo é o responsável pelo regresso da mítica série de animaçáo dos X-Men, que emitiu o seu último episódio no longínquo ano de 1997.

O primeiro episódio ocorre um ano após a tentativa de assassinato do Professor Xavier e reintroduz Peter Gyrich na narrativa. A equipa de mutantes é composta por Jean Grey, Storm, Rogue, Wolverine, Jubilee, Morf, Beast e Gambit, ficando a liderança a cargo de Cyclops.

Lentamente, vamos sendo reintroduzidos ás Sentinelas, que continuam a ser controladas por Trask. Esta temporada inclui uma série de histórias icónicas dos comics, com destaque para a saga da Goblin Queen, assim como Mutant Extinction e até um pouco de Days of Future Past.

Adicionalmente, teremos algum enquadramento acerca do Império Shi’ar e da sua ligação ao Professor Xavier. É algo complexo escrever acerca desta série sem partilhar spoilers, mas posso adiantar que teremos momentos penosos, sobretudo no ataque a Genosha, que serão fundamentais para a conclusão do arco narrativo.

Quero apenas destacar o episódio Motendo, que conta com Mojo e que é uma homenagem fantástica aos videojogos dos X-Men. Existem igualmente inúmeros cameos, de personagens icónicas da Marvel e o regresso de dois vilões ićonicos, cujo nome permanece no anonimato.

Pode ser a nostalgia a falar, mas este é, na minha opiniáo, o melhor conteúdo da Marvel desde a saga Infinity War/Engame. A fasquia fica bem alta para a segunda temporada, que termina com a introdução de mais um vilão ÉPICO.