Inside Job – Part 2

A segunda metade de Inside Job foca-se em Reagan, que tem a difícil missão de lidar com a loucura do seu Pai, que se (re)converteu no líder da Cognito. Ao longo destes oito episódios, vamos obter mais informação acerca dos Illuminati e das restantes quatro facções (Reptoids, Atlanteans, Catholic Church, Juggalos)  que controlam secretamente o Mundo.

Gostei particular da rivalidade entre Rand e Dietrich, que culmina num confronto épico, que muda o rumo narrativo desta temporada. Adicionalmente, vamos explorar a vida pessoal de Reagan, que acaba por iniciar uma relação com Staedtler, um membro dos Illuminati. Na minha opinião, os episódios 13 e 14 são os mais marcantes desta série, introduzindo Keanu Reeves como namorado de Tamiko e uma missão à cidade de Roma, que visa salvar a Humanidade do Apocalipse.

O humor é uma constante que complementa a narrativa de forma muito competente. Apesar do foco em Reagan, existe algum desenvolvimento das restantes personagens, que culmina num derradeiro episódio, repleto de ação e com a linha temporal em risco de colapsar, em resultado do Projeto X37.

Shion Takeuchi fez um excelente trabalho, sendo relevante destacar o incrível casting a nível de voz. Esta série tem efectivamente muito potencial mas não terá continuidade, em virtude do seu cancelamento pela Netflix. Considero no entanto que existe material e qualidade para investirem tempo nos dezoito episódios que compõem esta temporada.

Batman Beyond

Em janeiro de 1999 a DC lançou uma nova série de animação, que decorre no ano de 2040. Bruce Wayne encontra-se reformado e Gotham está á mercê de vários gangues criminosos, com destaque para os Jokerz. Os primeiros episódios introduzem a premissa necessária para que Terry McGinnis, um jovem com um passado conturbado, assuma o papel de Batman.

Conforme seria expectável, a curva de aprendizagem é acentuada, o que leva a inúmeras missões repletas de desafios, em que o nosso herói é sistematicamente testado. Bruce Wayne vê-se relegado para um plano secundário, convertendo-se num mentor e fornecendo apoio táctico através da Batcave. Paralelamente, somos introduzidos a Dana, a namorada de Terry, assim como Maxine, que vai tomar conhecimento da sua identidade secreta.

O sucesso deste tipo de série depende muito da qualidade dos vilões e Batman Beyond não desilude, reintroduzindo alguns vilões clássicos tais como Mr Freeze, Bane e The Royal Flush Gang, mas apostando numa nova geração, das quais destaco Blight, Inque, Spellbinder e Shriek.

No que diz respeito a casting, temos a presença do mítico Kevin Conroy, complementado por Frank Weller, Will Friedle e Angie Harmon, num total de 52 episódios, repartidos em três temporadas. A DC é brilhante no que diz respeito a animação, criando um universo futurista, em que temos uma simbiose entre o passado e o futuro do Dark Knight. A grande maioria dos episódios não tem uma continuidade narrativa, mas é evidente a mudança em McGinnis, que vai ganhando maturidade e aprendendo com os conselhos de Bruce Wayne.

O último episódio foi lançado em dezembro de 2001, convertendo esta série num clássico, superado apenas, na minha opinião, por Batman, The Animated Series. Parece-me igualmente relevante destacar os diversos easter eggs que são disponibilizados em vários episódios, assim como a presença de Starro The Conquerer, num dos poucos episódios duplos, que se foca na Justice League.

Se procuram uma boa série de animação, esta é sem dúvida uma recomendação. Para os restantes, gostaria de ler a vossa opinião sobre Batman Beyond e quem sabe, iniciar uma troca de ideias saudável.

The 100 T.4

Clarke e Bellamy continuam a procurar alternativas que permitam a sobrevivência do maior número de habitantes de Arkadia. No entanto, a tensão em Polis vai subindo de nível, o que leva à exploração de novas alianças e consequentes traições. C

Esta temporada, apesar de ter pontos interessantes, tem uma primeira metade monótona, que reincide de forma exagerada nos mesmos argumentos narrativos. Dito isto, Clarke e Abby tomam uma decisão complexa, que viola muita da sua conduta moral, em prol da sobrevivência, algo que é comum nesta série.

Após a descoberta que a radiação das centrais nucleares está exposta ao ambiente , por deterioração dos selos, chega a terrível conclusão que o prazo de sobrevivência é de apenas três meses. É nessa fase que Arkadia é sabotada, inviabilizando a única solução disponível para todas as tribos. Jaha tenta resolver a questão, procurando o bunker de uma seita religiosa, denominada Second Dawn, que tem claras ligações à cultura dos Grounders.

Uma vez mais, evitando os spoilers, vão existir traições de ambos os lados, que criam a necessidade de realizar um torneio, em que cada nação envia os seus dois melhores guerreiros para um combate. O vencedor ganha o direito de salvar o seu clã e tomar posse do bunker que Jaha encontrou. Octavia é a representante dos Skaikru e acaba por emergir vencedora, após um batalha sangrenta e, em certa medida, repleta de condicionantes.

Inesperadamente, decide por juntar todos os clãs, o que cria um novo problema, dado que o bunker tem apenas capacidade para quinhentas pessoas. Com o fogo radioativo (Praimfaya) cada vez mais próximo, o derradeiro episódio implica decisões impossíveis, em que todas as fações teem de salvar cem membros e sacrificar os restantes. A temporada termina com a entrada de uma estranha aeronave no planeta, que aparenta ter uma postura hostil para com os sobreviventes.

Esta série é uma montanha russa narrativa, em que estamos constantemente a ser bombardeados com novas premissas e a constante luta pela sobrevivência. Confesso que a minha curiosidade ficou aguçada com a aparente entrada de uma nova fação mas esse será o tópico para um artigo futuro.