Legends of Tomorrow T.5

A loucura narrativa permanece uma constante nesta temporada, levando-nos a uma batalha épica com Rasputin no primeiro episódio. Um das premissas principais é a libertação de almas assassinas do Inferno, com o objetivo de semear o caos na Terra.

A magia continua a ter um papel fundamental, forçando John Constantine a recorrer a medidas extremas para salvar Ray, que foi possuído por Neron, assim como o resgate da alma de Astra Logue. Adicionalmente, ficamos a descobrir a verdadeira identidade de Charlie e a sua ligação ao Tear do Destino.

Os eventos da temporada anterior impactam igualmente a composição da equipa, com a adição de Behrad Tarazi e uma alteração profunda na personagem de Zari. Ao longo dos episódios, como é apanágio, acontece de tudo um pouco, sem grande preocupação com a qualidade da narrativa. Destaque para um episódio absolutamente fabuloso que envolve uma horda de zombies, assim como arco narrativo que envolve Mick e a sua filha.

Nora Darhk acaba por ter o seu arco de redenção e os últimos episódios colocam as Lendas contra as Fates, entidades dívinas que pretendem controlar e eliminar o livre arbítrio da Humanidade. A temporada termina num impasse, em que o Mundo aparenta ser controlado por Atropos, Lachesis e Clotho.

Stranger Things T.4

Oito meses após os eventos da terceira temporada, a separação geográfica cria alterações drásticas no relacionamento da equipa. Ao longo do primeiro episódio, vamos acompanhar três narrativas paralelas, em que somos apresentados ao Hellfire Club, um grupo de Dungeons & Dragons que será relevante para o desfecho da temporada.

Adicionalmente, acompanhamos o quotidiano de Eleven, Will e Jonathan, que recebem a visita de Mike nas férias de Verão. Rapidamente constatamos que a adaptação à Califórnia está a revelar-se desafiante, com muito bullying e peripécias escolares à mistura. Lentamente o tom da narrativa torna-se mais sombria, sobretudo a partir do momento em que estranhas mortes começam a acontecer em Hawkins, revelando Vecna, o vilão que tem ligações fortes ao passado de Eleven.

Temos igualmente o regresso do Dr. Martin Brenner e do Dr. Sam Owen, que ajudam Eleven a recuperar os seus poderes, no sentido de evitar a abertura de um portal que possibilita a entrada das criaturas do Upside Down na nossa realidade. Para terminar, temos a odisseia de Hopper, que se encontra encarcerado em Kamchatka, uma prisão soviética onde decorrem estranhas experiências com Demogorgons.

Vou evitar os spoilers, mas a essência de Stranger Things permanece imaculada, com aquela incrível vibe de 1986 e com cenas incríveis que elevam a música de Kate Bush e Metallica a um patamar de culto! A nível de personagens, a adição de Eddie Munson e Vecna são os grandes destaques, convertendo esta temporada numa experiência agradável e que recomendo sem hesitação.

A temporada termina num gigantesco impasse, que lança a premissa para uma batalha épica entre os nossos jovens e as forças do Upside Down, algo que só deverá ocorrer em finais de 2023. Para concluir, gostaria de recolher o vosso feedback acerca de Stranger Things. Gostaram desta temporada ou consideram que a introdução de três sub-narrativas foi excessiva?

The Flash T.6

As ultimas temporadas teem sido uma desilusão, mas resolvi dar uma oportunidade ao evento designado como Crisis. Os primeiros seis episódios são focados precisamente na passagem de testemunho de Barry, que está convicto da inevitabilidade do seu destino. Confesso que no geral, o resultado final é aceitável, embora fique com a sensação que a equipa criativa optou por uma saída demasiado diplomática.

Barry consegue derrotar Bloodwork e a equipa Flash tenta lidar com as alterações na linha do tempo. Essencialmente, passa a existir apenas uma Terra, designada como Earth-Prime, que agrupa todos os heróis que acompanhamos em Super-Girl, Legends of Tomorrow, Black Lightning e Arrow.

Sem entrar em detalhe excessivo, os episódios seguintes exploram as fragilidades da equipa, integrando alguns vilões cativantes como Amunet, Gorilla Grodd e Solovar. A segunda parte da temporada traz-nos Eva McCulloch, que através do Mirrorverse, cria clones que irão substituir vários elementos da Team Flash.

Este conceito de dimensão alternativa é efetivamente interessante e consegue equilibrar uma narrativa dispersa, que continua demasiado focada nos erros do passado. Gostei particularmente da adição de Sue Dearborn, que irá criar uma parceria única com Ralph Dibney e proporcionar os melhores episódios desta sexta temporada.

Os derradeiros dois episódios ficam reservados para a batalha entre a Team Flash e Eva, com a vitória conclusiva da vilã e a perda de mais um membro da equipa. O arco final desta história fica reservado para a temporada 7, dado que a produção da série foi parada, em seguimento do cenário de pandemia.

Confesso que, nesta fase, estou apenas a acompanhar a série na (ténue) esperança de existir uma inversão na qualidade da narrativa. Discordo de praticamente todas as decisões e continuo sem compreender o papel secundário de personagens como Cisco e Wells, que são a grande mais valia da série.