Mythic Quest T.4

A quarta temporada foca-se parcialmente no desenvolvimento de personagens consideradas secundárias, mais especificamente David, Jo, Brad, Dana e Rachel. Confesso que gostei desta mudança, embora continuemos a receber informação acerca de  Elysium, a expansão criada pelo duo dinâmico da Mythic Quest.

Contem com os habituais momentos hilariantes, que visam retirar algum do peso emocional, sobretudo no que diz respeito à relação platónica entre Poppy e Ian. No que diz respeito a esta temporada, destaco os episódios 4 (The Villain’s Feast), 5 (Second Skeleton) e 8 (Rebrand), que complementam a narrativa de forma soberba, introduzindo novos elementos.

No entanto, nota-se claramente uma quebra de qualidade significativa, face ás temporadas anteriores, pelo que não foi surpreendente a notícia do cancelamento. De acordo com Rob McElhenney, será lançado mais um episódio, para dar um desfecho para esta maravilhosa família disfuncional da MQ, que irá deixar saudades.

Se procuram algo diferente e com uma foco na indústria dos videojogos, esta é, sem dúvida, uma recomendação com o selo de qualidade do Portal Pessoal.

The Ark T.2

A aventura continua e a tripulação da Ark 1 vai ser testada de forma recorrente. Após os eventos da temporada anterior, o plano passa por alcançar o planeta Trappist-1D, onde deverá ter sido estabelecida a colónia terrestre.

Ao longo destes doze episódios, vamos ter desenvolvimento de personagens, com ênfase no passado de Eva Mitrovic e do Tenente James Bryce. Paralelamente, vamos descobrir a real motivação de Kimimela Joma e o segredo do Dr. Marsh.

No entanto, o momento mais marcante é o falecimento de um dos membros, que vai despoletar eventos que honestamente, pouco acrescentam à série. Nas actuais séries do Syfy, raramente temos um grande foco no argumento, mas esta segunda temporada é bastante inferior à anterior, embora consiga recuperar algum do meu interesse nos derradeiros dois episódios.

Sem revelar pormenores, teremos a chegada a Trappist-1D, que criaram uma nova premissa narrativa, que será certamente explorada na terceira temporada, que já se encontra confirmada.

Sinceramente, torna-se difícil recomendar esta série, sobretudo a quem não investiu tempo na primeira temporada. Recomendo que direcionem a vossa atenção para outros projectos, que serão muito provavelmente uma escolha mais acertada.

Legends of Tomorrow T.6

A sexta temporada leva-nos para inúmeros períodos temporais, mas foca-se nas relações interpessoais dos vários membros da tripulação. Conforme referi noutras ocasiões, os guionistas focam-se em criar cenários extremos, com humor constante, que acaba por funcionar, na maior parte dos casos.

A adição de Spooner traz uma energia diferente, assim como o papel mais relevante de Gary, que se converte finalmente num membro da equipa. Adicionalmente, a relação de Astra e Constantine continua a ser extremamente complexa, após os eventos no Inferno. Ava e Sara tentam desesperadamente iniciar a sua vida a dois, sem sucesso.

Diria que o arco narrativo inerente a Bishop, é um dos pontos mais positivos desta temporada, assim como a perda dos poderes mágicos de Constantine. O episódio 10, Bad Blood, é um dos meus preferidos, introduzindo uma fonte mágica, vampiros e uma mudança na dinâmica narrativa, que se converte num dos pontos mais interessantes.

Os derradeiros episódios ficam reservados para a saga dos Zagurons, que se converte em algo verdadeiramente épico e hilariante. Sem revelar demasiado, envolve uma ligação inesperada entre Mick e Kayla, que marcará o fim de um era na equipa. No global, esta sexta temporada tem 15 episódios divertidos, na sua maioria. Está longe de ser algo que recomende, mas tomei a decisão de ver a sétima e derradeira temporada, com o consequente artigo acerca do desfecho desta disfuncional equipa de heróis.