Carmen Sandiego T.2

Torna-se complexo falar da segunda temporada sem colocar spoilers, mas posso adiantar que iremos ter mudanças significativas de facção e muito desenvolvimento de personagens. A equipa, liderada por Carmen recebe três novos elementos, que iremos conhecer lentamente ao longo destes dez episódios.

Contem com missões em países como o Brasil, Grécia, Inglaterra, Rússia e Australia, assim como muita ação e uma nova realidade para a Agente Argent, que passa fazer parceria com a Agente Zari. Os meus episódios preferidos são o primeiro e o sétimo, que se focam em personagens da temporada anterior, lançando algumas ideias interessantes e que poderão ser revisitadas no futuro.

Previsivelmente, o passado desconhecido de Carmen volta a ter um papel fundamental, sobretudo com a informação divulgada acerca da identidade do seu Pai. Gostei do facto da VILE e ACME terem segredos ocultos, o que cria algumas dúvidas na fronteira que separa o Bem do Mal.

The Deep Dive Caper é o ultimo episódio desta temporada, em que se torna evidente o objetivo de Carmen: encontrar o paradeiro da sua Mãe. A narrativa termina igualmente com a reintegração do Inspector Chase Devineaux , que é claramente a minha personagem preferida desta série.

Pessoalmente, considero esta temporada inferior à primeira, mas continuo a recomendar esta série, que já tem a terceira temporada disponível via Netflix.

Spider-Man

Esta série é um reboot de Ultimate Spider-Man e narra as aventuras de Peter Parker, que é aceite na Horizon High, uma escola para jovens com talentos científicos. Contem com a habitual relação com Harry Osborn, assim como o aparecimento de grande parte dos vilões clássicos, com destaque para Doctor Octopus, Hammerhead, Kraven, Venom, Vulture, Scorpion, Sandman, Rhino e Green Goblin.

Max Modell, o criador da Horizon High, converte-se no mentor de Peter, que tem dificuldade em equilibrar a sua vida pessoal com a identidade secreta e que, inevitavelmente, irá ter repercussões severas na narrativa que vamos acompanhando.

A primeira temporada é focada maioritariamente em Doc Ock, com o soberbo arco narrativo associado a Spider Island, em que grande parte de Nova Iorque adquire os poderes do nosso super-herói. Miles Morales converte-se igualmente no aprendiz de Parker, que passa a contar com a ajuda de Spider Gwen e Spider-Girl.  E claro, tenho de mencionar a presença de Felicia Hardy, aka Black Cat.

A segunda temporada é claramente a minha favorita, que se baseia na obra de Dan Slott, apresentado-nos Superior Spider-Man, uma “versão alternativa” de Peter Parker. Existem episódios soberbos, que envolvem Miss Marvel, Iron Man e The Hulk mas o grande destaque vai para a Goblin War, que fecha esta temporada de forma absolutamente épica.

Se procuram uma série de animação que capte a essência de Spider-Man e Peter Parker , esta é uma escolha sólida. Os valores que vão sendo partilhados ao longo dos 51 episódios assentam na amizade, família, confiança e crescimento, o que faz todo o sentido para esta personagem icónica da Marvel.

Loki

WandaVision colocou a fasquia elevada mas tendo em conta as implicações desta série na MCU, o meu nível de entusiasmo era extremamente elevado. Vamos finalmente descobrir o que ocorreu após os eventos de Avengers Endgame, numa narrativa que introduz a Time Variant Authority, uma agência dedicada a manter a integridade da linha temporal.

Sou um grande entusiasta do universo cósmico da Marvel e Loki não desilude, apesar de ter as suas falhas. Os primeiros dois episódios são soberbos, com o equilíbrio necessário entre humor e as principais premissas da narrativa. Tomamos igualmente conhecimento das personagens principais, mais especificamente Mobius, Ravonna Renslayer e Hunter B-15, que pretendem apreender um fugitivo da TVA, que tem atacado as equipas de Minutemen.

Vou evitar entrar em detalhes,  mas posso adiantar que existe muita inspiração na BD, criando um desafio único para Loki. Ao longo da temporada, vamos assistindo ao desenvolvimento da amizade entre Mobius e o Prince of Mischief, embora permaneça a dúvida acerca de uma possível agenda oculta. O quinto episódio é verdadeiramente épico, levando-nos ao Void, para uma aventura que envolverá diversas versões de Loki e que apresenta uma adaptação interessante de Alioth.

O ponto mais alto é sem dúvida o derradeiro episódio, em que somos apresentados a um dos vilões da próxima fase da MCU, algo inédito numa série da Disney+. Confesso que foi uma decisão inesperada mas que faz todo o sentido, dado que Jonathan Majors está confirmado para o terceiro filme de Ant-Man.

Loki tem apenas seis episódios, mas é uma montanha russa de informação, repleta de easter-eggs e com uma narrativa interessante, que abre várias opções para o futuro da MCU. Discordo de algumas decisões, sobretudo no que diz respeito ao terceiro episódio, em Lamentis e confesso que o comportamento de Loki, em determinados momentos, é completamente desviante da sua personagem, mas no global esta é uma série que recomendo sem hesitação.

Destaque para a participação da fabulosa Tara Strong , que dá a voz a Miss Minute e para a extraordinária interpretação de Owen Wilson, no papel de Mobius. Resta agora aguardar pela segunda temporada, que irá certamente explorar a criação do Multiverso, algo que era previsível face aos detalhes partilhados acerca do próximo filme de Spider-Man e Doctor Strange.