Shannara Chronicles T.2

A aventura de Will está longe de terminar, dado que o regresso do Warlock Lord é eminente, graças aos esforços de Bandon. Uma vez mais, Allanon terá de utilizar toda a sua magia para levar de vencida esta ameaça, contando com a preciosa ajuda do Rei Ander, Eretria, Cogline e Gareth Jax, um caçador de recompensas.

Nesta segunda temporada vamos conhecer mais das Quatro Terras, mais concretamente o reino de Leah, governado pela Rainha Tamlin, que tenta forjar uma aliança com os Elfos. Após a sangrenta batalha pela Ellcrys, os Crimson tornaram-se uma ameaça, liderados pelo General Riga, que abomina a utilização de magia. Em consequência, todos os simpatizantes ou praticantes da arte são perseguidos e eliminados, o que coloca um obstáculo adicional para os nossos heróis.

O ritmo é frenético, com batalhas em Paranor, após Bandon ter raptado Flick, o tio de Will, dando início à libertação do Warlock Lord. Sem colocar spoilers, digamos que Allanon terá uma dura batalha, sendo igualmente necessário preparar um novo Druida para o futuro.

Eretria vai igualmente tornar-se numa peça fundamental para a narrativa, sendo finalmente explicada a sua história. Confesso que a primeira temporada é claramente superior, não cometendo os erros básicos que assolam este segundo acto. No geral, o enredo é insípido, com o descartar constante de personagens sem relevância ou impacto para a história, deixando a sensação de um sacrifício inglório. E penso que é nesse ponto que a adaptação da obra de Terry Brooks falha redondamente nesta segunda temporada.

Não gostei igualmente do episódio final, que abre claramente a porta para uma terceira temporada, que, a existir, promete ser um fail de proporções épicas, na minha opinião.

The Big Bang Theory T.10

Sou um enorme fã de TBBT, embora reconheça que a qualidade global tem vindo a decair substancialmente nas últimas duas a três temporadas. Mas passemos à minha opinião acerca da décima temporada e do que poderemos esperar para o futuro.

Ao longo destes vinte e três episódios, temos três premissas principais para a narrativa: a construção do sistema de navegação para o Governo, a vida a dois de Sheldon e Amy e o nascimento da filha de Howard e Bernardette. Continuam a existir episódios hilariantes, que intercalam com outros mais fracos, mas no geral a série continua a ter um humor fantástico.

Parece-me evidente que caminhamos para o final da série, que está em fase descendente, sobretudo com os mais recentes desenvolvimentos (sem spoilers). Acredito que tenhamos mais uma temporada para dar o final feliz que é mais do que previsível e fechar com chave de ouro uma série que marca uma era.

A expressão “nerd is the new cool” foi muito nem aproveitada pelos actores, que conseguiram criar uma empatia com o público, produzindo níveis de humor sensacionais. As primeiras temporadas são absolutamente soberbas e o desenvolvimento das personagens foi muito nem conseguido, face à evolução da própria série.

Sheldon permanece como o núcleo de TBBT, bem acompanhado por Amy, com destaque nesta temporada para Stewart, Raj e Bert, que conseguem ser hilariantes. Vou continuar a acompanhar as aventuras do grupo e espero que exista a coragem de terminar enquanto ainda existe qualidade no trabalho apresentado.

Salvation T.1

Numa das minhas pesquisas pelo repositório do Netflix deparei-me com esta série e resolvi dar-lhe uma oportunidade. A premissa reside no fim da humanidade como a conhecemos, fruto do embate de um asteróide com o nosso planeta, num espaço de 6 meses.

A narrativa tem o seu início no MIT, em que um aluno desenvolve um projecto que consiste na monitorização das estrelas, conseguindo identificar a vinda de um enorme asteróide. Aproveitando uma palestra na universidade, apresenta as suas descobertas a Darius Tanz, um magnata da tecnologia, também ele formado no MIT, que confirma as suas alegações.

Apesar das poderosas ligações de Tanz com o Governo, vamos entrar numa conspiração profunda, que envolve o Pentágono e altas instâncias do Governo, que parecem estar dispostas a tudo para controlar o destino da Humanidade. Darius e Liam vão desenvolver tecnologia que permite enviar uma sonda na direcção do asteróide, com o intuito de a desviar do seu destino final.

As personagens no geral estão bem conseguidas, embora a narrativa tenha algumas inconsistências. Há um desenvolvimento claro das personagens, apesar de termos apenas treze episódios, com a vantagem de não ficarmos apenas pela “habitual” conspiração governamental. Existe espaço para dramas familiares, assim como a necessidade de alguns dos nossos heróis lidarem com o peso desta informação, sem a divulgar a terceiros.

Em suma, Salvation é uma série interessante, que me conseguiu cativar, apesar de não ser brilhante. Caso tenham algum tempo livre, sugiro que invistam o tempo, sendo que a segunda temporada estará disponível apenas no segundo trimestre de 2018.