Lisboa Games Week 2014

Para os amantes de videojogos, consolas, pc gaming, jogos de tabuleiro, novas tecnologias e mesmo retro gaming a ida à Lisboa Games Week é obrigatória. A exposição está disponível na Fil de Lisboa até Domingo, dia 9 de Novembro e inclui diversos eventos, desde sessões de autógrafos, workshops, torneios de competições variadas e apresentação de software e hardware a ser lançado no mercado a curto prazo. Podem igualmente realizar algumas compras nas bancas dedicadas para o efeito e testar os mais variados produtos e jogos.

O espaço é amplo, está bem dividido e permitiu-me testar quase tudo o que pretendia, durante as largas horas em que permaneci no recinto. As competições foram algo curtas mas proporcionaram o entretenimento desejado e as workshops são interessantes. A nível de preços, penso que a maioria das bancas não exagerou, como muitas vezes é apanágio, pelo que acabei por fazer algumas compras, que poderão verificar através do meu Twitter ou Instagram (link na barra lateral).

Em relação a surpresas, devo destacar alguns “You-Tubbers” portugueses, que desconhecia por completo e que passarei a acompanhar com mais atenção. Não fiquei fã do stand do Mortal Kombat X, que apresentou um secretismo excessivo e alguma agressividade na forma como solicitavam para não tirar fotos ou gravar vídeo.

Paralelamente, o preço do bilhete (7 euros) é exagerado, apesar de recebermos merchandising que cobre esse valor facilmente, mas tendo em conta o que a FIL cobra por cada espaço o valor podia ser bem mais inferior. Recomendo no entanto a visita, sendo que estamos perante uma exposição para um público alvo específico, o que pode não garantir as 50000 visitas que a organização prevê.

Curioso como se vê muitos pais a levar os filhos a estes espaços (sobretudo à zona retro) para passar um pouco da experiência dos primórdios dos videojogos. Como os compreendo, foram tempos fantásticos e que apenas foram vividos por uma geração mais antiga. Foi um verdadeiro privilégio e percorrendo aquelas mesas a nostalgia invadiu-me de forma intensa, trazendo memória de outros tempos. Confesso que só essa experiência fez valer o preço do bilhete.

Para terminar, gostaria apenas de ouvir a vossa opinião e caso sintam vontade, partilhem as vossas experiências. Disponibilizo algumas fotos do evento, mas caso pretendam ter acesso a mais podem aceder ao meu Instagram. E agora… venha de lá a Comic-Con de Matosinhos.

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A nova geração de consolas

A batalha pela “conquista da sala” continua em aberto mas parece-me claro que a Microsoft está a tentar realizar um push nesse sentido. Com o lançamento da Xbox One o objetivo claro é disponibilizar uma consola que possa aglomerar vídeo, jogos, conteúdos web e claro stream, permitindo que toda a família possa disfrutar da experiência. Do lado da Nintendo e Sony a perspectiva imediata é diferente, embora a PS4 esteja mais próxima do ideal mencionado.

Sou em entusiasta de jogos, até porque o faço desde os meus 9,10 anos mas não me considero um gamer. É um facto que adquiri várias consolas, como já diz questão de mencionar mas a minha disponibilidade de tempo impede que cometa algumas loucuras. Voltando ao tema deste artigo, ficao com a sensação que a era das consolas poderá efetivamente terminar dentro de alguns anos, tal a panóplia de soluções que foram e serão implementadas. Hoje em dia um tablet tem capacidade para correr títulos de qualidade e o computer modding continua a ser uma solução fantástica para os hardcore gamers.

É uma realidade que a indústria dos videojogos fatura largos milhões anualmente e que as consolas são um dos grandes responsáveis mas na minha honesta opinião o DRM vai aniquilar a longevidade destes sistemas. Não há nada mais frustrante do que comprar mapas, enredos paralelos ou mesmo armas, quando o utilizador já gastou 50-65 euros, o que é extremamente caro e deveria justificar que estes conteúdos fossem gratuitos.

Para complicar ainda mais a situação, a nova consola da Microsoft é demasiado cara para o que oferece e tem a clara limitação do DRM e dos jogos usados não correrem no sistema (fala-se que pode ser lançada uma taxa para o permitir). Por outro lado, a Wii-U está longe de competir em termos de especificações técnicas, o que pode afundar por completo a consola. Mas foi dito o mesmo na altura do lançamento da Wii e as vendas falam por si, sobretudo na zona da Ásia. Por último, a Sony parece ter feito tudo bem no lançamento da PS4, permitindo que corra jogos antigos e usados, numa consola que custa “apenas” 399 euros e que tem claramente as melhores especificações técnicas.

Veremos quem será o campeão de vendas no Natal mas tendo em conta os dados disponíveis atualmente, o cenário está muito inclinado para a Sony. No que diz respeito à luta entre gaming computers e consolas… talvez seja melhor falar disso noutro artigo no blog. Concordam comigo acerca desta questão das consolas? Qual a vossa preferida? Estão tentados a investir? Enquanto dono de uma DS, Wii, iPad, Xbox e PS2 posso garantir-vos que não está no meu horizonte o investimento a curto/médio prazo.

Retrode

Os fãs de jogos e sistema retro adoram emuladores mas nada bate a experiência de utilizar os cartuchos e comandos originais. Curiosamente nos últimos 2 anos está em voga recuperar esse espírito, com o consequente aumento do preço dos jogos e o aparecimento de projectos como o Retrode.

Essencialmente este dispositivo/adaptador funciona em qualquer sistema operativo, com conectividade USB e permite reviver os clássicos da Mega Drive e SNES. Podem igualmente ligar os comandos originais (na versão 2 do Retrode) e recriar uma experiência digna dos ano 90. Foram excelentes momentos que vivi com a minha Mega Drive e confesso que ainda hoje mantenho o gosto pelos jogos retro, conforme podem facilmente comprovar se acompanham o blog.

O preço poderia ser mais atractivo (65 euros aproximadamente) mas com a desvantagem de implicar custos de importação. Honestamente ainda não encontrei um site/loja em terras lusas que comercialize este produto. Deixo-vos a sugestão, sobretudo para os leitores que possuem jogos destes dois sistemas. Esta é uma excelente forma de “preservar” as consolas antigas e melhorar a experiência com o hardware actual.

E a parte mais interessante é que o criador já prometeu lançar uma versão compatível com Atari, Neo-Geo e Nintendo 64.