Uma casa + inteligente?

Diria que ainda estamos algo distantes da minha visão para 2020, mas estamos lentamente a evoluir em termos de tecnologia e automação para o lar. Existe neste momento uma disputa interessante entre a Amazon e a Google, pelo controlo da quota de mercado inerente ao assistente pessoal. No final do ano, será a vez da Apple entrar nesta batalha, com o lançamento do HomePod. (que entretanto, à data de hoje, foi adiado para 2018)

Da minha parte, reconheço as potencialidades do assistente pessoal, mas ainda existem demasiadas limitações em termos de compatibilidade para o mercado português, pelo que resolvi começar pelo HomeKit, da Apple. Existem outras alternativas, que requerem um investimento menor, mas optei pela qualidade dos produtos da Philips e Elgato, que funcionam de forma quase perfeita.

Tendo em conta o custo, comecei por adquirir o Starter Kit da Philips, que inclui três lâmpadas e um Hub, permitindo o acesso via Wifi para controlo remoto e criação de regras/cenários para as divisões que desejarmos. Posteriormente, adicionei o Light Dimmer, que permite controlar fisicamente a luz, substituindo o meu interruptor convencional.

No que concerne à Elgato, existem dois produtos que nesta fase me faziam mais sentido, nomeadamente o Eve Door e o Eve Degree. O primeiro é um sensor que pode ser utilizado em portas ou janelas, sendo possível configurar notificações e mesmo alertas para o telemóvel. O Degree permite medir a temperatura, humidade e densidade do ar, o que é particularmente útil para ter noção das medidas a tomar para melhorar a qualidade do ar dentro do meu apartamento.

A parte mais interessante é que estes produtos são totalmente compatíveis com o HomeKit, permitindo uma série de eventos e configurações que são despoletados automaticamente. Passo a explicar:

  1. O Eve Door envia alertas de abertura e fecho da porta de entrada.
  2. A abertura e fecho da porta despoleta uma acção (acender ou apagar as luzes).
  3. Ás 8:00 as luzes da sala acendem-se a 30% da capacidade, para dar início ao dia, desligando-se 15m mais tarde.
  4. Criei um cenário para “Cinema”, que apaga todas as luzes, deixando apenas um candeeiro ligado, junto ao sofá.
  5. Todos os cenários podem ser geridos pela aplicação ou via Siri, com comandos de voz.

Uma nota importante: a utilização do HomeKit fora da residência requer um iPad ou uma Apple TV para funcionar como HUB.

Estes são alguns dos exemplos, sendo que de futuro irei adicionar mais alguns produtos, direcionados para iluminação LED de tecto e com opção de cores, assim como o Eve Weather. Confesso que estou apenas relutante em adquirir uma câmara de vigilância compatível com o HomeKit, face ao custo. A que tenho atualmente permite-me ter acesso ao que necessito e representou um investimento bastante baixo, face ao que existe no mercado actual. Mas esse será um artigo que irei disponibilizar um pouco mais tarde, com a minha visão em termos de prós e contras.

Para terminar, recomendo que façam a vossa pesquisa em termos de necessidade e custos. A Ikea lançou a sua gama de “produtos inteligentes“, que à data deste artigo já são compatíveis com o HomeKit, pelo que são igualmente uma alternativa viável. Existe uma panóplia de oferta complementar, que abrange os padrões de sono, aspiradores, colchões e mesmo fechaduras inteligentes.

Acredito que a automação será uma realidade cada vez mais atractiva no futuro, embora represente nesta fase um investimento considerável. Mas com base na minha experiência, posso adiantar que estou extremamente satisfeito e que vou continuar a caminhar nesta direcção.

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SNES Classic Mini

Quase um ano após o lançamento da NES Classic Mini , a Nintendo disponibiliza o mesmo conceito, mas para a Super Nintendo, vulgarmente conhecida por SNES. Existem pequenos upgrades ao emulador, (peço desculpa, consola) nomeadamente um cabo mais longo, dois comandos e o preço de venda, que se situa nos 89.99 euros.

Pessoalmente, tenho ligações forte à NES e SNES, pelo que o factor nostalgia está presente, justificando em parte o investimento realizado. Mas passemos aos prós e contras do produto em si: com excepção de Chronotrigger e TMNT – Turtles in Time, diria que os melhores jogos estão inseridos neste pacote, com a grande novidade a ser StarFox 2, um título que nunca chegou a ver a luz do dia.

A consola é extremamente portátil, recriando fielmente a experiência vivida há mais de vinte anos atrás, permitindo revisitar memórias em glorioso HDMI. Mas apesar de todo este sentimento épico e de proporcionar horas de diversão contínua, a consola tem um preço exagerado, face à sua predecessora. Honestamente, não consigo justificar uma diferença de 40 euros para a Classic Mini, quando a board é exactamente a mesma e as roms utilizadas são da Nintendo, não existindo direitos de exclusividade a salvaguardar.

Deixo ao critério de cada um de vós a compra da SNES Mini, mas no global estou extremamente satisfeito com o produto, excepção feita ao ponto acima indicado. Fica apenas a ressalva de que StarFox 2 pode ser jogado após superarem o primeiro nível do Starfox original.

Para terminar, quero agradecer ao Odrakir a excelente lembrança do clássico Parodius, um jogo que se encontra ausente desta lista. Curiosamente, lembrei-me agora de Sunset Riders, Zombies Ate My Neighbors e Earthworm Jim, jogos que em breve poderão ser carregados via ROM na consola, à semelhança do que aconteceu com a NES Mini. E caso não saibam do que falo, sugiro uma breve pesquisa pelo Google.

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Divoom Aurabox

No Inverno de 2008, adquiri numa superfície comercial de Lisboa a AudioStation Express da Logitech, que tenho utilizado religiosamente e sem falhas. Por essa dock, já passaram o iPhone original, um 3GS e até o iPod Nano de 1ª geração. A qualidade de som é bastante satisfatória, mas tomei a decisão de investir numa coluna bluetooth, tendo iniciado a difícil missão de identificar o perfil pretendido.

Sou um entusiasta de LED e personalização de alertas/interações com o meu equipamento móvel, pelo que foi fácil fazer desta característica o ponto fundamental para a escolha final. Após alguma pesquisa, deparei-me com a Divoom, que disponibiza produtos com uma excelente relação qualidade/preço.

O mercado está saturado de colunas bluetooth, com características muito semelhantes mas o que separa a Aurabox dos restantes é precisamente o cool factor, aliado ao vasto leque de personalização para um produto que se situa na gama média/baixa. Podem adquirir uma unidade por valores a rondar os 60 a 90 euros, mas se forem pacientes e persistentes, podem encontrar um negócio ainda mais atractivo (no meu caso, 47 euros, já com portes incluídos).

A coluna tem um acabamento matte, com um painel composto por 100 LED, que podemos personalizar de acordo com as nossas preferências. Através da aplicação (disponível para iOS e Android) temos a possibilidade de utilizar um vasto leque de opções, que variam entre relógio, despertador, termómetro, passando por notificações de SMS, WhatsApp ou mesmo redes sociais. Podemos igualmente escolher os vários padrões e animações disponíveis e até dar asas à imaginação, criando esse mesmo tipo de conteúdos.

O UI é extremamente intuitivo e permite a personalização do produto ás nossas necessidades. No entanto, o ponto decisivo para um produto deste tipo é a qualidade de som e nesse campo, a Aurabox tem o meu aval. Os baixos e graves são uma constante e no global, temos um som límpido e sem interrupções na ligação por bluetooth. Fica a ressalva que a partir dos 90% de volume podem sentir alguma distorção mas para um produto dentro deste valor, confesso que fiquei agradavelmente surpreendido.

O ponto menos positivo, na minha perspectiva, é a autonomia de bateria. Diria que conseguirão utilizar cerca de três horas, com os LED ativos e até cinco horas com essa opção inibida. Para terminar, se procuram algo para melhorar o vosso setup, ou acrescentar aquele wow factor, este produto merece séria ponderação da vossa parte. Se procuram alternativas, numa gama mais elevada, posso recomendar a Timebox, também da Divoom, ou a Lametric.

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