Avatar, The Last Airbender

M. Night Shyamalan é o realizador encarregue de transpor a famosa série americana para o cinema. O hype gerado pelo filme foi enorme, mas infelizmente os meus maiores receios foram confirmados: grande parte do enredo fica “esquecido” e o filme é dominado por efeitos especiais (que são excelentes BTW), desvirtuando por completo a obra de Michael Dante DiMartino.

O filme até começa relativamente bem, com uma pequena introdução ao Mundo dos Quatro Elementos mas rapidamente entramos num ritmo frenético, em que Aang tenta evitar a guerra e vencer a Nação do Fogo. Poucas explicações são fornecidas em termos de enredo, embora sejamos ocasionalmente presenteados com fragmentos do passado do nosso herói.

Faço uma pequena nota para informar que a partir desta fase vão começar os spoilers. O filme relata parte da viagem de Aang no sentido de se tornar no Avatar, o único ser capaz de controlar os 4 elementos. Apesar de ter sido o escolhido, o jovem herói não termina o seu treino e foge, permanecendo “congelado” durante cerca de 100 anos, após um acidente. Durante esse período a Nação do Fogo inicia uma violenta guerra e extermina todos os membros da Nação do Ar, na esperança de impedir o renascimento do Avatar. Como em qualquer boa história de animação, a Natureza encontra sempre forma de manter equilíbrio e Katara e Sokka vão ajudar o nosso herói na sua demanda.

Esta é essencialmente a premissa deste filme, que termina sensivelmente a meio da aventura. É evidente que teremos uma sequela, o que me deixa algo confuso em relação à abordagem de Shyamalan. Não faz sentido que o enredo seja direccionado a fãs da série, omitindo pontos importantes.  As receitas do filme ascendem neste momento a 129 milhões, o que prova a minha teoria.

Em suma, estamos perante um filme que não vai agradar à grande maioria dos cinéfilos, excepção feita a quem gosta da série animada. Vale essencialmente pelos efeitos especiais, dado que o 3D é muito fraco, para não variar. Aliás, esta “brincadeira” da ZON em cobrar 2 euros a mais pelo visionamento 3D é uma palhaçada… e só por si valeria um novo post!

Star Trek: Enterprise

Não me considero um Trekkie, mas posso dizer-vos que sou um grande fã de ficção científica. Ao longo dos anos, tenho falado no blog sobre séries como Stargate, Babylon 5 ou Battlestar Galactica, que na minha opinião definem o que de melhor se fez no género. Há algumas semanas atrás, iniciei o visionamento do “patinho feio” da saga Star Trek, mais conhecido por Enterprise.

Esta série remete-nos para os primórdios da aventura humana no espaço, com a primeira nave da classe NX, capitaneada por Jonathan Archer. As comparações com Picard, Kirk ou Janeway são inevitáveis, mas essa é um debate que pouco ou nada interessa para a avaliação da série. O facto de alguns dos episódios serem realizados por Levar Burton leva a que a personagem de Archer seja completamente diferente de todos os outros capitães, o que faz todo o sentido.

Star Trek Enterprise é composta por 4 temporadas, com uma premissa inicial essencialmente direccionada para a exploração. As duas primeiras temporadas, sem serem brilhantes, desenvolvem a narrativa e as respectivas personagens, criando um ambiente muito agradável e familiar ao Universo Trekkie. A relação com os Vulcan, a história de Zefram Cochrane e as disputas com os Klingons são uma constante, com a introdução dos Andorian e uma Guerra que envolve elementos que viajam no tempo. Os episódios são fluidos e bem estruturados, com os vários elementos a encaixarem de forma quase perfeita.

Pelo contrário, as duas últimas temporadas são uma desilusão completa, apesar de terem claramente mais acção. Perde-se muita da ligação entre personagens e tudo parece muito apressado, a um ritmo quase frenético. Alguns episódios são interessantes, dado que fazem ligação com o criador de Data e dos híbridos de Khan, mas considero que o caminho seguido em termos de narrativa foi completamente errado. A série termina em declínio completo, sem rumo e com sinergias falhadas com Star Trek The Next Generation.

Na minha opinião, é importante que os fãs de ST vejam esta série, que tem algumas virtudes e faz pontes interessantes com elementos do Universo Trekkie. Parece-me evidente que é a mais fraca deste franchise, mas seria extremamente difícil superar a fasquia imposta por Picard e ST: TNG.

A tentativa foi de louvar, mas Enterprise fica muito aquém do esperado, o que me entristece, porque honestamente acredito que tinha potencial para bem mais.

They tried to boldly go where no man has gone before… but failed miserably

quote by Hugo Cardoso 😆

Lojas  – uma experiência única!

No nosso cantinho à beira mar plantado temos lojas como a m.Store Chiado, que são Premium Resellers. Mas a realidade é que nada bate o design e a classe de uma verdadeira Apple Store. Deixo-vos com esta curta visita à nova loja de Covent Garden.

É uma pena que o mercado português seja pequeno, porque seria fantástico uma Apple Store em território Nacional. Oh well, um Homem pode sonhar 8)