Motion Control – o futuro?

Após ter experimentado o motion control das três consolas no mercado, quero fazer uma breve análise ao que já temos e ao que ainda está para vir. Realço que este artigo reflecte apenas a minha opinião sobre este tema em concreto.

A minha primeira experiência foi com o Wii Motion Plus. É de facto um sistema que para jogos de desporto, nomeadamente ténis,  é bom. Seguidamente foi lançado a PlayStation Move, que trouxe mais precisão ao sensor de movimentos e por último a Kinect, que abrange os movimentos do corpo todo.

O controlo da WII é muito parecido com o da PSM, contudo penso que a Nintendo deve estar a desenvolver uma solução melhorada, pois o comando/tecnologia já está um pouco desactualizado. A Move poucas novidades trouxe, além de melhorar ligeiramente a precisão.

No caso da Kinect, trata-se de uma grande evolução, embora ainda não tenha atingido o seu potencial máximo. Creio que o futuro do motion sense reside na Kinect, mas será necessário melhorar o reconhecimento do corpo e respectivos  movimentos. No meu entender, o grande contra é precisamente a ausência de comando, dado que faz com que o utilizador não tenha noção dos limites (a Wii alerta com a vibração do comando por exemplo).

No actual cenário de “guerra”, a Kinect leva uma vantagem clara, mas tem nos jogos o seu grande calcanhar de Aquiles. A Microsoft ainda tem poucos títulos disponíveis e os existentes não se enquadram no meu conceito de jogos, sendo essencialmente direccionados para a faixa etária compreendida entre os 5 e os 15 anos.

Concordam com a minha opinião? São fãs da tecnologia? Tal como eu acreditam que o futuro será o motion control?

Rango

Johnny Depp dá a voz a Rango, um camaleão “doméstico” que se perde no deserto de Mojave. A sua aventura vai levá-lo a um cidade perdida no tempo (Dirt), que atravessa um misterioso período de seca. Fruto da sua imaginação e capacidade de “inventar histórias”, Rango acaba por se tornar no xerife da cidade, assumindo a responsabilidade de desvendar este mistério.

Para o auxiliar, conta com a preciosa ajuda dos habitantes locais, com destaque para Priscilla, Beans e Roadkill. Os perigos são constantes e os inimigos acumulam-se, o que torna a tarefa do nosso “herói” ingrata. Será possível que sobreviva ás investidas dos predadores naturais ou sucumbirá ás mãos de Rattlesnake Jake, o fora de lei deste western animado?

Em primeiro lugar, é uma lufada de ar fresco ver um filme sem 3D, tendo ficado novamente comprovado que essa tecnologia é uma “gimmick” para aumentar os resultados de bilheteira. Estamos sem dúvida perante um western (adorei o pormenor do “Espírito” do Oeste), que tem os seus momentos cómicos, aliados a excelentes cenas de acção. Não destrona Despicable Me, que na minha opinião continua a ser o melhor filme de animação dos últimos 6 meses, mas proporciona 107 minutos de entretenimento.

As personagens são bem mais densas do que estaríamos à espera num filme do género, mas a simbiose funciona muito bem. O desenvolvimento de Rango é evidente desde a primeira cena até ao derradeiro frame e a interacção com as restantes personagens é excelente.

Aliás, por breves instantes quase que nos esquecemos que estamos a ver um filme de animação. Penso que esse é o maior elogio que posso fazer a Johnny Depp, perdão Rango.

Combate desleal

Longe vai o tempo em que ansiava pelo dia da semana em que passava o episódio do “Lost” ou do “Prison Break”. Onde estão as séries como o “24”? O que fizeram aos “4400”? Onde está escondida a agente secreta de “Alias”? Para que planeta foram “Stargate” e “Battlestar Galactica”? Ou melhor, onde está a criatividade dos escritores e produtores das series que vieram “revolucionar” as audiências das séries a nível mundial? Pelos vistos a “crise” está em todo o lado…

Temos vindo a assistir a uma sequência de estreias da Fox, ABC, enfim, de grandes cadeias televisivas norte americanas que produziram grandes programas como o Lost e Prison Break (devo de admitir que estas são as minhas das favoritas dentro do género) e que tem sido um falhanço comercial completo, ainda não sei bem porquê… séries como “Flashforward” ou “The Event” começam com grande força, uma publicidade tremenda mas depois são canceladas por falta de audiências, dizem eles… Eu não sei se é bem assim, porque as histórias que servem de base a estas duas em concreto são bastante interessantes.

Eu tenho uma teoria: talvez não seja falta de criatividade mas sim uma questão de submissão às audiências. Ou seja, acho que tem tudo a ver com dinheiro! As séries tentam fazer concorrência directa com os reality shows e acaba por ser uma combate desleal. Porque o povo americano é burro! Os americanos gostam é de programas de caça de talentos, como o American idols. E o que me parece é que os produtores tentam criar séries que captem as audiências desses programas.

Francamente, não acho que seja por aí. Porque o americano que gosta de ver o “Fringe” não irá com certeza apreciar o “Dancing with the Stars”. Infelizmente, como a maioria dos americanos gosta é de “Carnaval”, resta-nos aguardar uma revolução dos cravos no mundo das séries americanas.

Enquanto isso, vou seguindo algumas sobreviventes que, na minha modesta opinião, ainda são séries de alguma qualidade: Modern Family, The Big Bang Theory, V, Criminal Minds e Fringe. Há com certeza mais, mas estas são as minhas eleitas no momento.