Frustração

Depois de uma época fantástica, poucos acreditariam que a temporada actual fosse um fracasso colossal. Jorge Jesus escolheu o plantel que pretendeu e na minha modesta opinião cometeu vários erros, nomeadamente em dispensas (Miguel Vítor, Urreta, Yedba, David Simão, Yartley, etc) e na “teimosia” táctica que custou a presença em duas finais.

É igualmente incompreensível as vendas de Ramires e David Luiz em fases cruciais da temporada e sem possibilidade de encontrar substitutos à altura. A preparação física é questionável, tendo resultado em várias lesões, num plantel cansado e curto de soluções.

Os responsáveis devem assumir as suas (más) decisões e corrigir os erros. Não sou apologista de despedimento de treinadores, mas urge reformular o plantel, removendo os elementos mais fracos em termos técnicos e mentais.A grande meta deve ser encurtar a distância para esta grande equipa do FCP. Parabéns ao campeão, que foi claramente superior e acima de tudo viva o Benfica!

Que todo o plantel sinta a camisola como o Fábio Coentrão!

Sinais dos tempos

O tempo que dedico à TV mudou radicalmente nos últimos 5 anos, chegando ao ponto de apenas me interessar em documentários do Discovery Channel ou canais de informação. Com a globalização da internet, somos confrontados com uma nova realidade, em que não existe lugar para mentalidade retrógada. A notícia da morte de Bin Laden é um claro exemplo do (mau) jornalismo que temos em Portugal.

Os primeiros ecos da notícia começaram nas redes sociais, mas concretamente no Twitter e rapidamente se alastraram pela internet.

É evidente que a CNN e outros canais noticiosos não falharam, com uma cobertura extensa e que abrangeu os social media, uma parte integrante e fundamental de informação. Não é por acaso que o Twitter foi considerada uma das fontes responsáveis pela divulgação da notícia da morte de Bin Laden, mesmo antes do Presidente Obama o anunciar com toda a pompa e circunstância.

Por terras lusas, a informação fervilhava através do Twitter, porque os supostos canais informativos estavam demasiados ocupados com outros assuntos da actualidade nacional, tendo passado completamente ao lado deste comunicado histórico. Não é a primeira vez que tal situação ocorre (#sismopt é um bom exemplo), mas confesso que é angustiante constatar a importância atribuída ao futebol e casamento real em detrimento de informação realmente marcante e importante.

Felizmente, a CNN continua a ser o expoente máximo a seguir e tive a oportunidade de acompanhar a emissão, com o complemento do Twitter. Numa era em que se questiona o futuro da imprensa escrita, penso que a análise deve ser mais profunda. O jornalismo e a informação televisiva em Portugal está a tornar-se cada vez mais escassa e com uma falta de qualidade gritante.

Mas esta é a minha opinião… e confesso que gostaria imenso de ouvir a vossa. Participem!

Thor

Com o aproximar do Verão, inicia-se um ciclo repleto de filmes de super-heróis da Marvel. O mais recente projecto é Thor, que nos conta a história do Deus Nórdico do Trovão.

É importante relembrar que estamos perante uma adaptação, o que significa que a storyline sofre várias alterações em relação à BD. Confesso que nunca fiquei muito entusiasmado com os trailers, mas o envolvimento no projecto de Kenneth Branagh, Anthony Hopkins, Rene Russo e Natalie Portman permitia-me um certo grau de conforto.

Os primeiros 20 minutos são reservados a Odin, explicando de forma detalhada as suas decisões e batalha com os Ice Giants. Ficamos a saber que Thor é o escolhido para a sucessão ao trono, mas uma decisão precipitada do nosso herói (estou a evitar spoilers) vai ter um resultado catastrófico. Após ser banido para a Terra, desprovido de poderes, Thor vai procurar o martelo Mjolnir, na tentativa de regressar a Asgard e recuperar o seu lugar entre os Deuses.

Pelo meio, vai encontrar Jane Foster (o alter-ego Dr. Donald Blake fica de fora da adaptação), uma cientista empenhada em desvendar o mistério das pontes espaciais e de viagens no tempo. Com a preciosa ajuda de Jane e respectiva equipa, o nosso herói vai estabelecer laços sentimentais, que se provarão fundamentais na demanda poe Mjolnir, que sofreu um encantamento de Odin.

Em termos de narrativa, existe um equilíbrio entre enredo e acção, com imagens fantásticas de Asgard. Existe oportunidade de conhecer Volstagg, Honun, Fandral e Sif, os guerreiros que acompanham o Deus do Trovão nas suas aventuras. Não poderia igualmente faltar Loki e Heimdall, o guardião das portas do reino de Asgard. O inevitável cameo de Stan Lee está presente, assim como um plug aos Avengers, com uma breve aparição de Clint Barton, mais conhecido por Hawkeye.

No global, posso afirmar que o filme foi bem melhor do que o esperado. Branagh foi inteligente na forma como ligou as peças do puzzle, embora tenha arriscado um pouco nalgumas das adaptações. Chris Emsworth é credível na personagem de Deus do Trovão e Hopkins enche o écran, como habitualmente. Para os fãs da Marvel, recomendo sem hesitação este filme. Quanto aos restantes, talvez seja boa ideia concentrarem-se noutras salas.

Recomendo igualmente que aguardem pelo fim dos créditos, dado que existe um pequeno teaser, em que os intervenientes (Nick Fury e o Dr Erick Selvig) fazem uma breve introdução ao filme do  Capitão América. Nessas imagens, é visível o “Cubo Cósmico”, um artefacto que vai ser objecto de cobiça de Red Skull na próxima aventura da Marvel.