O Desafio – Mês 6

Em Março cometi o erro de afirmar que pouco iria mudar em termos da lista mas a realidade é bem distinta. Encontrei alguns bons negócios a nível da XBOX e aproveitei para adquirir alguns artigos interessantes. O mês de Abril ficou igualmente marcado pelo meu regresso à construção (LEGO e MegaBloks), algo que considero terapêutico e que me traz de volta à infância. Sem mais demora, eis a minha lista de compras:

Busto Optimus Prime (53 euros já com portes)

Figura Dutch Predador – especial 25 anos (26 euros já com portes)

XBOX 360 Arkham City (20 euros)

XBOX adaptador WIFI (20 euros)

XBOX 360 Arkham Origins (29.90 euros)

Lego Star Wars (30 euros)

Halo Warthog Resistance (35 euros)

XBOX F1 Race Stars (17 euros)

E com esta conversa toda faltam-me apenas 10 euros para atingir o orçamento. Conseguirei cumpri-lo?

X-Men: Days of Future Past

Após um excelente primeiro filme chega ao cinema a aguardada sequela, que aborda uma das minhas fases preferidas dos X-Men: Os Sentinelas. Grande parte do cast original da trilogia é reunida para pequenas aparições, com excepção de Wolverine, que é uma das personagens principais, em virtude de ser o único com a capacidade de regenerar tecido e suportar a viagem no tempo.

A acção decorre inicialmente no futuro, numa fase em que os Sentinelas dizimaram quase todos os Mutantes e Humanos. Numa derradeira tentativa de corrigir esse mal, o Professor Xavier, Magneto e os poucos sobreviventes enviam Wolverine para trás no tempo, na tentativa de evitar a criação das Sentinelas, corrigindo no fundo eventos que levaram a essa situação.

A partir dessa fase a narrativa passa a ser liderada por Hank, Magneto, Mystique e Xavier, nas suas versões mais novas e conflituosas. A personagem de Wolverine serve como ligação para ambos os períodos temporais e no global este filme é de facto muito bom. Tem obviamente as suas falhas, sobretudo nalgumas explicações acerca do que aconteceu entre Last Stand e este filme mas consegue ser muito sólido e merecedor de nota bem elevada.

Existem pormenores deliciosos, tais como o aparecimento de Stryker e a forma como os anos 70 foram recriados, em termos de guarda roupa e ambiente. As cenas de acção são fantásticos e as constantes mudanças entre o futuro e o passado tornam X-Men – Days of Future Past numa experiência fantástica.

No final dos créditos, temos uma cena final, que prepara a sequela (prevista para 2016), em que somos apresentados a Apocalypse, En Sabah Nur, o primeiro mutante. Somos igualmente apresentados aos 4 cavaleiros do Apocalipse: Death, Famine, War, and Pestilence, de forma muito subtil, num clip com cerca de 20 segundos.

Confesso que este ano a Marvel está em grande, dado que este filme e Capitão America- Winter Soldier estão a um nível elevado.

Godzilla

Dezasseis anos depois, Godzilla sofre novo remake e invade as salas de cinema do nosso País. Desta vez a abordagem ao tema é feita numa perspectiva mais fiel ao original japonês, mostrando uma faceta mais protetora e defensora da Humanidade. O elenco é composto por nomes como Ken Watanabe, Bryan Cranston, Juliette Binoche e David Stathairn, que conseguem acrescentar qualidade em termos de representação.Tudo começa nas Filipinas, quando é descoberta uma caverna com uma misteriosa ossada radioactiva. Uma organização internacional é criada para investigar o fenómeno, que inicialmente começa por se revelar um gigantesco mistério. A narrativa é retomada cerca de quinze anos depois, na central nuclear de Janjira, com um acidente nuclear causado por factores externos inexplicáveis.

Com o evoluir do filme, acabamos por descobrir que existem dois MUTO (Massive Unidentified Terrestrial Organism), criaturas que se alimentam da radioactividade e que se preparam para procriar e aniquilar a Humanidade. Como se tal não fosse suficiente, a mutação que sofreram permite-lhes voar e lançar EMP, ou seja impulsos electromagnéticos. Quando a situação começa a parecer desesperada surge uma réstea de esperança, na figura de Gojira (ou Godzilla como é mais conhecido), uma criatura mítica que aparenta ser a única hipótese da Humanidade. 

A partir desta fase inicia-se a contagem final para a grande batalha que irá ocorrer em San Francisco, entre os MUTO, Godzilla e as forças armadas norte-americanas. O filme não tem um orçamento exagerado (160 milhões), pelo que muitas das cenas são filmadas de noite e com chuva. No global, a narrativa é fraca e com muitas falhas mas as cenas de acção estão bem conseguidas (destaque para o Halo Jump), tornando os 120 minutos de filme numa experiência agradável. Não estamos perante algo que marque particulamente o ano em termos cinematográficos mas esta versão é francamente superior à tentativa de 1998.

Para quem é fã do género, penso que vale a ida ao cinema. Para os restantes, talvez seja preferível aguardar pelo X-Men, que estreia na próxima semana.

P.S – Tendo em conta o sucesso comercial do filme, já está confirmada uma sequela. Contem com mais aventuras de Godzilla nos próximos anos.