Avengers – Age of Ultron

A estreia dos Vingadores foi simplesmente épica, colocando a fasquia num patamar bastante elevado. Nesta segunda aventura, Josh Whedon traz-nos Ultron, um dos meus vilões preferidos, o que me deixou extremamente entusiasmado com o resultado final. Face à dificuldade em garantir a licença para Ant-Man (algo que levou tempo e impossibilitou a sua presença neste filme) foram obviamente realizadas algumas alterações na narrativa, o que não afecta de forma alguma a qualidade do filme mas cria claramente algumas limitações.

Age of Ultron é uma ponte para os vários filmes que se seguem (Capitão America – Civil War, Thor – Ragnarok e Avengers Infinity Wars), sendo necessário explicar alguns pontos, realizar alguns teasers e justificar a saída de algumas personagens. Como sempre, vou evitar os spoilers, mas podem contar com algumas menções a filmes como Black Panther e mensagens subtis ás lutas que se seguem, sobretudo quando Wanda Maximoff (Scarlet Witch/Red Scarlet) entra na cabeça dos membros dos Avengers.

As cenas de acção são excelentes, com destaque para a batalha inicial, a luta entre Hulk e IronMan e o combate final contra Ultron. No que diz respeito à narrativa, existem várias falhas, sobretudo porque duas horas e vinte minutos são insuficientes para condensar toda a informação necessária, na minha modesta opinião. Inicialmente Josh Whedon tinha três horas e meia de filme, que tiveram de ser editados e reduzidos para garantir o sucesso comercial nas salas de cinema e nota-se a ausência de certas cenas no produto final. Algum do humor continua a estar presente, nomeadamente nos debates entre os membros dos Vingadores, no sentido de decifrar o segredo para levantar Mjolnir. E no que diz respeito ao martelo… vai existir uma cena muito interessante no decorrer do filme.

No global, Age of Ultron cumpre o prometido mas não atinge o patamar do primeiro filme, muito provavelmente pelo facto de ser uma etapa para algo que será verdadeiramente épico (Infinity Wars). A personagem de Vision é interessante mas ainda não me convenceu por completo, apesar de me ter deixado entusiasmado para os próximos filmes. Existe uma cena final, que passa alguns minutos após os créditos e que envolve Thanos.

Segue-se Ant-Man na minha lista de filmes da Marvel e espero que seja uma agradável surpresa.

The Games Detective Museum

Recentemente fui contactado pelo Mário Tavares, o responsável pela zona retro disponível na Lisboa Games Week 2014, que me deu a conhecer um projecto extraordinário. A parte curiosa é que este conceito tem sido abordado com frequência no meu círculo de amigos e na minha opinião vem ocupar um espaço importante na cultura de videojogos em Portugal.

Para todos os pormenores, sugiro que visitem este link, embora este artigo sirva essencialmente para divulgar o projecto, que apoio incondicionalmente. É evidente que se trata de um objetivo ambicioso e que requer algum investimento, motivo pelo qual são necessárias as verbas indicadas. Pessoalmente, sou um entusiasta da ideia, até porque tem muito potencial a nível cultural e educativo. Apesar do cepticismo que envolve os videojogos, a realidade é que marcam gerações e acima de tudo criam laços de amizade fortes e memórias inesquecíveis.

Este blog está repleto de referências à minha infância e a consolas e computadores que me ajudaram a moldar na pessoa que sou hoje. E sem dúvida que gostaria de preservar essa experiência e transmiti-la a gerações futuras, que pouco ou nada conhecem desse período.

Termino com um apelo, no sentido de ajudarmos o Mário Tavares a alcançar o seu sonho.

A Nero Wolfe Mistery

Desde muito novo que sinto um fascínio imenso por histórias de detectives, repletas de mistério e com finais inesperados. Talvez por esse motivo não hesitei em seguir o conselho de um amigo, que me recomendou A Nero Wolfe Mistery. A série é baseada na personagem criada por Rex Stout, nos anos 30 e conta as aventuras de Nero Wolfe, que são brilhantemente narradas pelo seu assistente, Archie Goodwin.

Até aqui, tudo parece perfeitamente natural mas Wolfe apresenta alguns traços peculiares: vive numa opulenta mansão, rodeado de livros, orquídeas e raramente sai de sua casa. Tem um nível de vida requintado e dispendioso , em que não poupa as refeições majestosas, criadas pelo seu cozinheiro pessoal Fritz Brenner. Para terminar, temos Archie Goodwin, que faz todo o trabalho pesado, desde recolher informação, investigar e, se necessário, violentar fisicamente alguns elementos.

A Nero Wolfe Mistery é narrado precisamente por Goodwin, que o faz de forma hilariante em alguns pontos, retratando o seu patrão como ocioso, extremamente inteligente e com uma necessidade extrema de comer as maiores iguarias deste planeta. São míticas as discussões com Fritz, no sentido de encontrar a forma ideal de cozinhar determinados ingredientes.

Voltando à série, confesso que está muito bem conseguida e surpreendeu-me pela positiva. As personagens são cativantes e o facto de serem sempre os mesmos actores a interpretar papéis diferentes, nos vários episódios, confere alguma familiaridade, o que é refrescante. Todo o ambiente dos anos 30 e 40 estão recriados ao pormenor e no global recomendo sem hesitação esta série. Alerto apenas para o facto que é completamente diferente de Agatha Christie, Poirot ou mesmo Sherlock Holmes, o que para mim é extremamente positivo.

Nero Wolfe é um apaixonado por orquídeas, que raramente sai de casa, resolvendo os crimes na presença de todos os suspeitos, no seu escritório, enquanto bebe uma cerveja. Haverá algo com mais classe?